Ações da Copel (CPLE3; CPLE6) avançam mais de 2% com lançamento da oferta pública que privatizará a companhia e deve movimentar até R$ 5 bilhões
Oferta pública da Copel prevê a venda de ações pelo Estado do Paraná, que deixará de ser o principal acionista, levando à privatização da companhia

Conforme os investidores já esperavam, a Copel – Companhia Paranaense de Energia – lançou finalmente, nesta quarta-feira (26), a oferta pública de ações que irá privatizar a companhia.
A divulgação foi feita pela empresa pouco antes da abertura do pregão, e seus papéis começaram o dia na bolsa em alta de cerca de 2% em reação ao anúncio, dando continuidade ao movimento de valorização dos últimos dias.
Por volta das 11h35, as ações ordinárias CPLE3 avançavam 2,36%, a R$ 8,24, enquanto as preferenciais classe B CPLE6 tinham ganhos de 3,50%, a R$ 8,57. Acompanhe nossa cobertura completa de mercados.
De acordo com fato relevante emitido pela Copel, a oferta envolverá distribuição primária e secundária de, inicialmente, 549.171.000 ações ordinárias (CPLE3), movimentando cerca de R$ 4,42 bilhões, com base na cotação dos papéis no fechamento de ontem.
A oferta primária, com emissão de novas ações e entrada dos recursos no caixa da empresa, consistirá em 229.886.000 papéis; já a oferta secundária envolverá a venda de 319.285.000 ações pelo Estado do Paraná, que deixará de ser o acionista controlador.
Com essa diluição do governo do estado, a Copel se tornará uma sociedade com capital disperso e sem acionista controlador, sendo, enfim, privatizada.
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Não haverá lote adicional, mas pode haver a colocação de um lote suplementar equivalente a até 15% do total das ações inicialmente ofertadas, isto é, de até 82.375.650 papéis, nas mesmas condições e pelo mesmo preço, sendo até 18.518.650 em distribuição primária e até 63.857.000 em distribuição secundária.
A colocação do lote suplementar elevaria a oferta a mais de R$ 5 bilhões.
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Quem pode participar da oferta pública de privatização da Copel (CPLE3; CPLE6)
A oferta pública da Copel é destinada ao público geral e contará inclusive com esforços de colocação no exterior. A oferta contará, no entanto, com uma tranche prioritária para quem já é acionista da companhia, bem como empregados e aposentados da elétrica, além de investidores de varejo.
Os administradores e o governo do estado do Paraná se comprometeram com uma cláusula de lock up de 180 dias, isto é, não poderão vender ações da Copel por um período de cerca de seis meses a partir da data de divulgação do anúncio de início da oferta.
No seu fato relevante, a companhia reforça, ainda, que o procedimento de Bookbuilding (a tomada de preços dos investidores institucionais interessados a participar, para definir o preço final das ações na oferta) não será concluído sem que haja a manifestação do Tribunal de Contas da União acerca do bônus de outorga a ser pago para a renovação de determinadas concessões da Copel.
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