A coroa é dela: Petrobras (PETR4) vence Nestlé e se torna a maior pagadora de dividendos do mundo; Vale (VALE3) deixa o top 10
Segundo o Índice Global de Dividendos da gestora Janus Henderson, a petroleira superou gigantes como a Microsoft e a Apple

A cada três meses, a Petrobras (PETR4) retorna aos holofotes dos investidores devido à fama de realizar pagamentos bilionários de dividendos, e não é à toa. A estatal distribuiu US$ 9,7 bilhões em proventos no segundo trimestre — isto é, cerca de R$ 49,5 bilhões —, bem acima do montante de US$ 1 bilhão pago pela empresa no mesmo período de 2021.
Essa distribuição farta rendeu à companhia a coroa de maior pagadora de proventos do mundo, segundo ranking da gestora Janus Henderson.
O Índice Global de Dividendos da gestora analisa os proventos pagos trimestralmente pelas 1200 maiores empresas do mundo por capitalização de mercado.
A petroleira é a única brasileira a integrar o topo da lista, e ainda superou gigantes como a Nestlè, a Mercedes-Benz, a Microsoft e a Apple.
A Vale (VALE3) é outra empresa que costuma estar no radar do mercado quando o assunto é dividendos.
Porém, a bolada de R$ 16 bilhões aos investidores anunciada pela empresa no segundo trimestre não foi nem perto do necessário para garantir seu posto na lista das gigantes dos dividendos.
Leia Também
Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 53%, para US$ 1,255 bilhão
Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Margem Equatorial
A mineradora, que nos três primeiros meses ocupava o 9º lugar no ranking global, agora nem mesmo integra a lista das 20 maiores pagadoras de proventos do planeta.
Confira a lista das 10 maiores pagadoras de proventos do mundo:
- 1º - Petrobras
- 2º - Nestlé
- 3º - Rio Tinto
- 4º - China Mobile
- 5º - Mercedes-Benz
- 6º - BNP Paribas
- 7º - Ecopetrol
- 8º - Allianz
- 9º - Microsoft Corporation
- 10º - Sanofi
A virada de jogo da Petrobras (PETR4)
É importante destacar que a Petrobras (PETR4) passou por uma gigantesca virada de jogo em poucos anos.
Em 2017, época em que estava envolta em uma série de escândalos de corrupção e críticas à administração, a companhia de petróleo tornou-se a empresa mais endividada do mundo.
De acordo com dados da OMC, a estatal somava uma dívida de aproximadamente US$ 125 bilhões no período. Desse modo, a empresa de petróleo encerrou o ano com perdas de R$ 446 milhões.
Cerca de cinco anos depois, a petroleira fechou o segundo trimestre com um lucro líquido de R$ 54,3 bilhões, uma alta de 26,8% em um ano e 32% acima das expectativas do mercado.
Dividendos da Petrobras (PETR4) e de outras brasileiras
Com a distribuição da Petrobras (PETR4), os dividendos brasileiros chegaram a US$ 10,4 bilhões no segundo trimestre, recorde da série histórica iniciada em 2009. O montante equivale a um avanço de 163,6% no comparativo anual.
Além da petroleira, outras companhias brasileiras contribuíram para o resultado, como a JBS, que distribuiu cerca de US$ 465 milhões aos acionistas, e o Bradesco, que depositou em torno de US$ 219 milhões na conta dos investidores no período.
De acordo com a gestora Janus Henderson, os dividendos brasileiros também foram impulsionados por fatores sazonais, “o que sustentou o mix de taxas de câmbio dos mercados emergentes para o trimestre”.
Recorde de dividendos no 2º trimestre além da Petrobras
Não foi só a Petrobras (PETR4) ou o mercado brasileiro que registraram distribuições recorde de dividendos no segundo trimestre deste ano.
O mundo como um todo viu o pagamento de proventos disparar entre abril e junho, atingindo a máxima histórica de US$ 544,8 bilhões no período, um aumento de 11,3% em relação a igual intervalo de 2021.
Os mercados emergentes também destacaram-se no trimestre, impulsionados pelos altos preços de energia — uma vez que as empresas de petróleo e gás são responsáveis por grande parte dos lucros corporativos.
Olhando especificamente para a América Latina, os grandes impulsionadores do resultado foram os produtores de petróleo, seguido pelo setor financeiro.
“O aumento dos preços do petróleo gerou US$ 14 bilhões em aumentos [no pagamento de dividendos]”, disse a gestora, em relatório.
O brilho das petroleiras e financeiras
O salto no pagamento de dividendos das petroleiras, como a Petrobras (PETR4), não foi visto só em mercados emergentes, mas também no mundo inteiro.
As grandes produtoras de petróleo foram responsáveis por mais de dois quintos do crescimento dos proventos globais do segundo trimestre.
Na análise da Janus Henderson, os pagamentos bilionários das petrolíferas foram financiados pelo crescimento dos fluxos de caixa por conta dos altos preços da commodity no mercado internacional.
As instituições financeiras, com destaque para os grandes bancos, também contribuíram com cerca de dois quintos no aumento ano a ano das distribuições aos acionistas no segundo trimestre. De acordo com a gestora, outro setor de destaque foi o de automóveis.
Na ponta oposta, as empresas de telecomunicações tiveram a menor contribuição nos dados globais de dividendos, sem crescimento relevante na comparação anual, segundo a Janus.
A torneira de dividendos vai fechar?
Com o novo recorde global de proventos no segundo trimestre, a Janus Henderson atualizou as projeções para este ano. Agora, a gestora projeta que os pagamentos cheguem a US$ 1,56 trilhão em 2022.
Apesar da atualização mais otimista da gestora, Ben Lofthouse, chefe da área de renda patrimonial global da Janus Henderson, espera que o crescimento robusto dos dividendos no segundo trimestre não se estenda para os próximos meses.
“O segundo trimestre foi um pouco acima das nossas expectativas, mas é improvável que vejamos um crescimento tão forte no resto do ano. Muitos dos ganhos fáceis já foram obtidos, pois a recuperação pós-Covid-19 está quase completa”, afirmou Lofthouse.
Entre os fatores que podem impactar a distribuição de proventos ao longo do ano, o diretor destaca a desaceleração enfrentada pela economia global, além do “vento contrário da força do dólar americano”.
Lofthouse ainda explica que há possibilidade de que os dividendos de mineração — incluindo empresas como a Vale (VALE3) — estejam próximos do pico, o que também influenciaria a remuneração aos acionistas no mundo inteiro nos próximos meses.
“No geral, o crescimento dos dividendos provavelmente será mais lento no próximo ano, dadas as atuais perspectivas econômicas”, afirmou.
Quem ainda deve pagar dividendos fartos neste ano?
Apesar de enxergar uma desaceleração no ritmo de distribuições de dividendos pelo mundo em 2022, Ben Lofthouse acredita que alguns mercados podem manter-se robustos em relação à remuneração aos acionistas.
Um deles é a América Latina. Para o diretor, a região deve continuar agradando os investidores e fazendo pagamentos "significativamente maiores que a média global” nos próximos meses.
Isso porque, na análise da gestora, dois fatores podem ajudar a manter os fluxos de caixa locais em “níveis historicamente altos”. São eles:
- A manutenção de preços fortes; e
- O aumento dos ganhos em moeda local com as exportações devido à forte valorização do dólar
O diretor da Janus ainda destaca que, apesar das projeções de distribuições de proventos no mundo mais contidas, “é importante não deixar a incerteza de curto prazo obscurecer a visão de longo prazo”.
CILADA NA BOLSA?
E agora, Nubank? Itaú BBA corta preço-alvo e alerta: o pior ainda pode estar por vir
29 de outubro de 2026 - 11:22NA MIRA DO BC
Mais uma liquidação: Banco Central tira do ar empresa que operava nos bastidores do Pix após encontrar “graves violações”
29 de outubro de 2026 - 9:34AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3): lucro deve cair quase 50% no 3T26 com inimigo persistente roubando a cena. O que esperar do balanço de hoje?
29 de outubro de 2026 - 6:30RENEGOCIAÇÃO
Raízen (RAIZ4) consegue desconto de R$ 8,5 bilhões em dívidas tributárias; veja quanto a empresa terá de pagar
28 de outubro de 2026 - 18:26PERDEU O ENCANTO?
Itaú BBA deixa de recomendar compra de Bradesco (BBDC4), e ação cai forte; o que levou o bancão a perder o brilho?
28 de outubro de 2026 - 16:27O DILEMA DO BANCÃO
“O preço a pagar” para reduzir riscos: CEO do Santander revela plano para atingir ROE acima de 20%
28 de outubro de 2026 - 14:32BALANÇO AGRADOU
Caneta emagrecedora e dívida menor: os dois motores que fazem da Hypera (HYPE3) uma das poucas altas do Ibovespa hoje
28 de outubro de 2026 - 13:31REAÇÃO AO RESULTADO
Santander (SANB11) afunda mais de 5% após resultado fraco, mas analistas revelam ‘trunfo’ que pode salvar as ações da queda
28 de outubro de 2026 - 11:54OS BASTIDORES DA OPERAÇÃO
Por dentro da Shopee: 150 mil tipos de produtos, muitas mãos e uma corrida para fazer cada pedido chegar à sua casa
28 de outubro de 2026 - 10:46BALANÇO
Santander Brasil (SANB11) frustra no 3T26: lucro tomba 28% e ROE cai a 11,9%; veja os destaques do balanço
28 de outubro de 2026 - 6:16POTENCIAL DE ALTA
Maré favorável? Citi inicia cobertura da OceanPact (OPCT3) e vê espaço para alta de 48%
27 de outubro de 2026 - 17:06PRÉVIA DO BALANÇO
Lucro menor, calotes no radar e recuperação adiada: o que esperar do balanço do Santander Brasil (SANB11) no 3T26
27 de outubro de 2026 - 13:28FACA AFIADA
Citi manda vender Banco do Brasil (BBAS3) após eleições; veja o que colocar no lugar
27 de outubro de 2026 - 13:09SD ENTREVISTA
Agência com cara de hotel? A aposta do Bradesco (BBDC4) para atrair clientes endinheirados
27 de outubro de 2026 - 12:03APOSTA NO LUXO
Massagem, hotéis Fasano e descontos: a nova cartada do Itaú (ITUB4) e da JHSF (JHSF3) para conquistar os clientes ricos
27 de outubro de 2026 - 8:33VAI DE BOLSA
Após SpaceX (SPCX), Anthropic quer entrar no grupo do ‘IPO do trilhão’ com documento enviado à SEC
26 de outubro de 2026 - 14:45AQUISIÇÃO BILIONÁRIA
Itaú (ITUB4) desembolsa R$ 2,925 bilhões para comprar NeoSpace e fortalecer operação de inteligência artificial
26 de outubro de 2026 - 9:12AGORA VAI?
Oncoclínicas (ONCO3) avança em reestruturação e apresenta novo plano para renegociar R$ 5,7 bilhões em dívidas
23 de outubro de 2026 - 19:43MAIS UM RECORDE
Embraer (EMBJ3) tem novo recorde na carteira de pedidos, que totalizou US$ 35,7 bilhões no 3T26; veja os números
23 de outubro de 2026 - 16:48BARATA DEMAIS?