Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

ALÔ, ACIONISTAS

A coroa é dela: Petrobras (PETR4) vence Nestlé e se torna a maior pagadora de dividendos do mundo; Vale (VALE3) deixa o top 10

Segundo o Índice Global de Dividendos da gestora Janus Henderson, a petroleira superou gigantes como a Microsoft e a Apple

Camille Lima
Camille Lima
24 de agosto de 2022
13:02 - atualizado às 13:41
Foto da fachada do prédio da Petrobras (PETR3 e PETR4) na avenida Paulista, em São Paulo. A estatal decide o valor da gasolina vendida às distribuidoras e pode ser uma boa alternativa para quem investe de olho em dividendos e proventos
Imagem: Shutterstock

A cada três meses, a Petrobras (PETR4) retorna aos holofotes dos investidores devido à fama de realizar pagamentos bilionários de dividendos, e não é à toa. A estatal distribuiu US$ 9,7 bilhões em proventos no segundo trimestre — isto é, cerca de R$ 49,5 bilhões —,  bem acima do montante de US$ 1 bilhão pago pela empresa no mesmo período de 2021.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa distribuição farta rendeu à companhia a coroa de maior pagadora de proventos do mundo, segundo ranking da gestora Janus Henderson.

O Índice Global de Dividendos da gestora analisa os proventos pagos trimestralmente pelas 1200 maiores empresas do mundo por capitalização de mercado.

A petroleira é a única brasileira a integrar o topo da lista, e ainda superou gigantes como a Nestlè, a Mercedes-Benz, a Microsoft e a Apple.

A Vale (VALE3) é outra empresa que costuma estar no radar do mercado quando o assunto é dividendos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porém, a bolada de R$ 16 bilhões aos investidores anunciada pela empresa no segundo trimestre não foi nem perto do necessário para garantir seu posto na lista das gigantes dos dividendos.

Leia Também

A mineradora, que nos três primeiros meses ocupava o 9º lugar no ranking global, agora nem mesmo integra a lista das 20 maiores pagadoras de proventos do planeta.

Confira a lista das 10 maiores pagadoras de proventos do mundo:

  • 1º - Petrobras
  • 2º - Nestlé 
  • 3º - Rio Tinto
  • 4º - China Mobile
  • 5º - Mercedes-Benz
  • 6º - BNP Paribas 
  • 7º - Ecopetrol
  • 8º - Allianz
  • 9º - Microsoft Corporation
  • 10º - Sanofi

A virada de jogo da Petrobras (PETR4)

É importante destacar que a Petrobras (PETR4) passou por uma gigantesca virada de jogo em poucos anos. 

Em 2017, época em que estava envolta em uma série de escândalos de corrupção e críticas à administração, a companhia de petróleo tornou-se a empresa mais endividada do mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com dados da OMC, a estatal somava uma dívida de aproximadamente US$ 125 bilhões no período. Desse modo, a empresa de petróleo encerrou o ano com perdas de R$ 446 milhões.

Cerca de cinco anos depois, a petroleira fechou o segundo trimestre com um lucro líquido de R$ 54,3 bilhões, uma alta de 26,8% em um ano e 32% acima das expectativas do mercado.

Dividendos da Petrobras (PETR4) e de outras brasileiras

Com a distribuição da Petrobras (PETR4), os dividendos brasileiros chegaram a US$ 10,4 bilhões no segundo trimestre, recorde da série histórica iniciada em 2009. O montante equivale a um avanço de 163,6% no comparativo anual.

Além da petroleira, outras companhias brasileiras contribuíram para o resultado, como a JBS, que distribuiu cerca de US$ 465 milhões aos acionistas, e o Bradesco, que depositou em torno de US$ 219 milhões na conta dos investidores no período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com a gestora Janus Henderson, os dividendos brasileiros também foram impulsionados por  fatores sazonais, “o que sustentou o mix de taxas de câmbio dos mercados emergentes para o trimestre”.

Recorde de dividendos no 2º trimestre além da Petrobras

Não foi só a Petrobras (PETR4) ou o mercado brasileiro que registraram distribuições recorde de dividendos no segundo trimestre deste ano.

O mundo como um todo viu o pagamento de proventos disparar entre abril e junho, atingindo a máxima histórica de US$ 544,8 bilhões no período, um aumento de 11,3% em relação a igual intervalo de 2021.

Os mercados emergentes também destacaram-se no trimestre, impulsionados pelos altos preços de energia — uma vez que as empresas de petróleo e gás são responsáveis por grande parte dos lucros corporativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Olhando especificamente para a América Latina, os grandes impulsionadores do resultado foram os produtores de petróleo, seguido pelo setor financeiro.

“O aumento dos preços do petróleo gerou US$ 14 bilhões em aumentos [no pagamento de dividendos]”, disse a gestora, em relatório.

O brilho das petroleiras e financeiras

O salto no pagamento de dividendos das petroleiras, como a Petrobras (PETR4), não foi visto só em mercados emergentes, mas também no mundo inteiro.

As grandes produtoras de petróleo foram responsáveis por mais de dois quintos do crescimento dos proventos globais do segundo trimestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na análise da Janus Henderson, os pagamentos bilionários das petrolíferas foram financiados pelo crescimento dos fluxos de caixa por conta dos altos preços da commodity no mercado internacional.

As instituições financeiras, com destaque para os grandes bancos, também contribuíram com cerca de dois quintos no aumento ano a ano das distribuições aos acionistas no segundo trimestre. De acordo com a gestora, outro setor de destaque foi o de automóveis.

Na ponta oposta, as empresas de telecomunicações tiveram a menor contribuição nos dados globais de dividendos, sem crescimento relevante na comparação anual, segundo a Janus.

A torneira de dividendos vai fechar?

Com o novo recorde global de proventos no segundo trimestre, a Janus Henderson atualizou as projeções para este ano. Agora, a gestora projeta que os pagamentos cheguem a US$ 1,56 trilhão em 2022.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar da atualização mais otimista da gestora, Ben Lofthouse, chefe da área de renda patrimonial global da Janus Henderson, espera que o crescimento robusto dos dividendos no segundo trimestre não se estenda para os próximos meses.

“O segundo trimestre foi um pouco acima das nossas expectativas, mas é improvável que vejamos um crescimento tão forte no resto do ano. Muitos dos ganhos fáceis já foram obtidos, pois a recuperação pós-Covid-19 está quase completa”, afirmou Lofthouse.

Entre os fatores que podem impactar a distribuição de proventos ao longo do ano, o diretor destaca a desaceleração enfrentada pela economia global, além do “vento contrário da força do dólar americano”.

Lofthouse ainda explica que há possibilidade de que os dividendos de mineração — incluindo empresas como a Vale (VALE3) — estejam próximos do pico, o que também influenciaria a remuneração aos acionistas no mundo inteiro nos próximos meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“No geral, o crescimento dos dividendos provavelmente será mais lento no próximo ano, dadas as atuais perspectivas econômicas”, afirmou.

Quem ainda deve pagar dividendos fartos neste ano?

Apesar de enxergar uma desaceleração no ritmo de distribuições de dividendos pelo mundo em 2022, Ben Lofthouse acredita que alguns mercados podem manter-se robustos em relação à remuneração aos acionistas.

Um deles é a América Latina. Para o diretor, a região deve continuar agradando os investidores e fazendo pagamentos "significativamente maiores que a média global” nos próximos meses.

Isso porque, na análise da gestora, dois fatores podem ajudar a manter os fluxos de caixa locais em “níveis historicamente altos”. São eles:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • A manutenção de preços fortes; e
  • O aumento dos ganhos em moeda local com as exportações devido à forte valorização do dólar

O diretor da Janus ainda destaca que, apesar das projeções de distribuições de proventos no mundo mais contidas, “é importante não deixar a incerteza de curto prazo obscurecer a visão de longo prazo”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REPORTAGEM ESPECIAL

O problema de R$ 17 bilhões do Pão de Açúcar (PCAR3): o risco fora da recuperação extrajudicial que assombra o mercado

23 de março de 2026 - 6:01

Com recuperação extrajudicial, o real problema do GPA é bem maior. Veja quais as chances de isso vir a pesar de fato para a empresa e quais são os principais entraves para a reestruturação da companhia

AÇÕES

Veja 5 ações para buscar lucrar na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos

22 de março de 2026 - 13:40

No acumulado de 12 meses, a carteira semanal recomendada pela Terra Investimentos subiu 68,44%, contra 36,04% do Ibovespa

ENTENDA

Parceria bilionária: Helbor (HBOR3) e Cyrela (CYRE3) se juntam para projeto do Minha Casa, Minha Vida; veja detalhes

21 de março de 2026 - 10:30

Parceria de R$ 1,5 bilhão marca entrada mais firme da Helbor no MCMV, com divisão de riscos e reforço de caixa ao lado da Cyrela

CONTRA GUERRAS E GREVE

Lula defende blindagem estratégica para a Petrobras (PETR4), mas o buraco pode ser mais embaixo

20 de março de 2026 - 19:00

A criação de uma reserva de petróleo ou de um fundo de estabilização voltam a circular; entenda o que realmente funcionaria neste momento

VANTAGEM ENCOLHEU

Ações da Braskem (BRKM5) desabam mais de 11% depois que governo reduziu benefícios esperados para a indústria petroquímica; entenda

20 de março de 2026 - 15:24

Os benefícios para a indústria petroquímica vieram menores que o esperado, o que pode comprometer ainda mais a recuperação da Braskem, que já vem em dificuldades com sua dívida e troca de controle

GOVERNANÇA

Natura (NATU3) e Motiva (MOTV3) são selecionadas em ranking global de ética corporativa

20 de março de 2026 - 14:51

Levantamento do Ethisphere Institute reúne 138 empresas em 17 países e aponta desempenho superior e maior resiliência em momentos de crise

MAL-ESTAR NA BOLSA

Clima azeda para Petrobras (PETR4) e ações caem mais de 3% mesmo com petróleo caro; bancos enxergam risco para a tese

20 de março de 2026 - 13:03

No cenário internacional, o barril do Brent acelerou os ganhos e passou de US$ 110 sob temores de uma crise energética global

PROTEÇÃO

Com R$ 1,3 bilhão em dívidas, Alliança Saúde (AALR3) pede socorro contra RJ e recebe liminar para negociar dívidas

20 de março de 2026 - 12:32

A Alliança, ex-Alliar, pediu uma suspensão de débitos por 60 dias, alegando a necessidade de evitar uma recuperação judicial

TRANSIÇÃO

Antigo conhecido do Santander: quem é Gilson Finkelsztain, que deixará a B3 para assumir o cargo de CEO no banco

20 de março de 2026 - 10:33

Entre 2017 e 2026, a B3 mais que dobrou sua receita, ampliou o número de produtos disponíveis ao investidor e abriu novas frentes de negócios

DINHEIRO NA CONTA

Proventos na veia: Lojas Renner (LREN3) e Cemig (CMIG) anunciam mais de R$ 875 milhões em JCP; veja detalhes

20 de março de 2026 - 9:30

Renner paga em abril, enquanto Cemig parcela até 2027; ambas definem corte em 24 de março e reforçam a volta dos proventos ao radar em meio à volatilidade do mercado

FALTA DE VISIBILIDADE

Como a guerra no Irã fez a Riachuelo (RIAA3) desistir de oferta de ações que ajudaria na expansão da companhia

20 de março de 2026 - 8:31

Com planos de expansão no radar, varejista pausou captação de até R$ 400 milhões diante da volatilidade global e mantém foco em execução operacional e crescimento da financeira

O BOM FILHO À CASA TORNA

Troca de guarda: Gilson Finkelsztain deixa a B3 para assumir a presidência do Santander Brasil

19 de março de 2026 - 19:55

A saída de Leão ocorre após quatro anos no posto; executivo deixa de herança um plano para o ROE do banco chegar a 20% até 2028. Saiba também quem pode comandar a B3.

ILUMINADA!

Os R$ 50 bilhões da Eneva (ENEV3): empresa flerta com valor de mercado inédito após leilão histórico

19 de março de 2026 - 16:43

Na véspera, as ações da companhia do setor elétrico subiram 15%, embaladas pelo sucesso do certame; CEO fala em oportunidades à frente

ENTRE QUEDA E OPORTUNIDADE

O ‘roxinho’ ficou barato? UBS eleva recomendação do Nubank e vê oportunidade de valorização à frente

19 de março de 2026 - 15:47

Ação do banco digital caiu em 2026, mas analistas enxergam descompasso entre preço e fundamentos — e oportunidade para o investidor

DESTAQUES DO MERCADO

PicPay supera expectativas no balanço do 4T25, mas não escapa de queda forte na Nasdaq. O que dizem os analistas?

19 de março de 2026 - 14:21

Apesar de lucro e receita acima do esperado na fintech, o mercado reage ao contexto geopolítico, com maior aversão ao risco no pregão

RECOMENDAÇÃO NEUTRA

Dívidas e inflação: o desafio está maior para frigoríficos, e BTG recomenda cuidado com ações da MBRF (MBRF3) e Minerva (BEEF3) após 4T25

19 de março de 2026 - 12:15

O BTG Pactual manteve recomendação neutra para MBRF (MBRF3) e Minerva Foods (BEEF3) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25)

DE SAÍDA

Dívidas, perdas e pressão: Nelson Tanure deixa conselho da Light (LIGT3) em meio a polêmicas e investigações

19 de março de 2026 - 11:32

Recente execução de garantias ligadas a dívida de R$ 1,2 bilhão redesenhou posição do polêmico empresário na empresa de energia

DINHEIRO ESQUECIDO?

Quase R$ 800 milhões parados no FGC: milhares de investidores ainda não foram buscar dinheiro do Banco Master

19 de março de 2026 - 10:32

Dois meses depois do início dos ressarcimentos, o FGC já devolveu R$ 38,9 bilhões, mas parte dos investidores ainda não apareceu

DIRETO PARA O BOLSO

Tim (TIMS3) pagará R$ 390 milhões em JCP aos investidores; veja quem recebe o benefício

19 de março de 2026 - 10:03

O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026

DÍVIDAS

CSN (CSNA3) confirma fase final de negociação de empréstimo, com a venda da CSN Cimentos como garantia

19 de março de 2026 - 9:22

A CSN companhia confirmou a negociação e que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar