Petrobras (PETR4) é alvo de mais uma investigação: MP-RJ suspeita de improbidade no reajuste dos combustíveis
A estatal já está envolvida em onze processos comandados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE)

Os recentes reajustes de preços dos combustíveis motivaram o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MP-RJ) a abrir um inquérito para apurar a possibilidade de improbidade administrativa por parte da direção da Petrobras (PETR4).
A investigação integra uma série de ações de órgãos distintos com o objetivo de apertar o cerco contra a estatal. Na semana passada, a Petrobras reajustou o valor da gasolina e do diesel em, respectivamente, 5,2% e 14,2%.
A investigação civil foi instaurada em novembro do ano passado na Procuradoria da República do Rio, mas só foi transferida ao MP no dia 15 deste mês. A estatal não se manifestou sobre o caso.
Também pode vir uma CPI por aí…
O reajuste gerou reação imediata em setores da política. O presidente Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, passou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas irregularidades na política de preços dos combustíveis.
O autor do requerimento, Altineu Cortês (PL-RJ), acusa a Petrobras de fazer uma "reserva de lucro" irregular e acima dos parâmetros técnicos previamente definidos. O documento diz que a petroleira estaria destinando seus lucros, "apressadamente, para pagamentos de proventos em percentuais muito acima do mínimo legal, ao invés de ser utilizada em investimentos ou outras finalidades mais alinhadas com o interesse público".
Leia Também
Vale lembrar que, por ser acionista majoritária, a União é a maior beneficiária na distribuição de dividendos. Só no último repasse, ela recebeu R$ 13.9 bilhões, referentes às 3.740.470.811 ações ordinárias da empresa, o que corresponde a 50,3% dos papéis PETR3.
A empresa afirmou que a reserva de lucros foi constituída ao longo dos anos, em conformidade com a Lei das Sociedades por Ação e o estatuto social da companhia.
Repercussão dos reajustes
Após o mais recente aumento dos preços dos combustíveis, anunciado na sexta-feira passada (17), o então presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, deixou o cargo. A carta de demissão foi divulgada na segunda-feira (20) e Fernando Borges, diretor de exploração e produção, assumiu o cargo como presidente interino da empresa.
A medida foi encarada como uma antecipação de um desfecho inevitável. Coelho foi o terceiro presidente da Petrobras sob Bolsonaro e durou menos de 70 dias no cargo. No dia do anúncio de sua saída, a B3 chegou até mesmo a suspender temporariamente as negociações dos papéis PETR3 e PETR4.
Contudo, a Petrobras não é a principal culpada pelo aumento do preço dos combustíveis. Para entender melhor esse assunto, confira o vídeo abaixo do quadro Seu Dinheiro Explica, no YouTube:
E, se quiser saber se nesse momento conturbado é hora de comprar ou vender os os papéis da estatal, confira a matéria a seguir:
*Com informações do Estadão Conteúdo
AS 3 ESTAÇÕES
Ganho de até 50% em dólares: as ações que florescem na primavera da bolsa brasileira
22 de outubro de 2026 - 19:45MUDOU A META?
Meta (META) cai mais de 7% após balanço; veja 3 pontos para prestar atenção, segundo o Safra
22 de outubro de 2026 - 14:32PODCAST TOUROS E URSOS
Crescimento à vista? As oportunidades que podem surgir na bolsa e na renda fixa após as eleições
22 de outubro de 2026 - 11:00ENTRE CHIPS E TIJOLOS
A corrida da IA precisa de imóveis para data centers. E isso pode abrir espaço — e riscos — para os FIIs
21 de outubro de 2026 - 15:30ORGANIZANDO A CASA
Gigante à vista: Patria fica a um passo de unir quatro fundos imobiliários (FIIs) em um só
21 de outubro de 2026 - 11:20DECOLOU
SpaceX salta 10% após balanço, mas duas linhas do resultado servem para manter investidores ‘com os pés no chão’, diz BTG
21 de outubro de 2026 - 11:17É COMPRA
XP dá sinal verde para fundo imobiliário e recomenda compra — mas com uma ressalva
20 de outubro de 2026 - 15:07ESG
B3 realiza 2ª edição de toque de campainha dedicado à filantropia para levar a causa para dentro das empresas
20 de outubro de 2026 - 13:32DEPOIS DO TOMBO
Com queda de 30% em 2026, TRXF11 quer recomprar cotas, mas um ‘detalhe’ pode limitar a operação
20 de outubro de 2026 - 12:32MERCADOS HOJE
3 mil pontos em 13 minutos: o gatilho que disparou o Ibovespa antes da eleição
20 de outubro de 2026 - 12:04BILHÕES NO RALO
“O investidor trocou Vale por Petrobras”: a combinação que faz a mineradora perder R$ 24 bilhões enquanto o Ibovespa festeja
20 de outubro de 2026 - 10:29FOME RENOVADA
TRXF11 coloca maior centro de distribuição do Mercado Livre (MELI34) na carteira por R$ 250 milhões — mas volta atrás em outro negócio
19 de outubro de 2026 - 10:07'NÃO É HORA DE VENDER'
Ibovespa a 240 mil pontos? Inter explica por que ainda vê espaço para a bolsa subir
18 de outubro de 2026 - 15:30MOVIMENTOS TÁTICOS
Estrangeiros despejam R$ 19 bilhões na bolsa em outubro; desafio agora é transformar aposta eleitoral em fluxo permanente
17 de outubro de 2026 - 12:11RESUMO SEMANAL
Petrobras (PETR4) sobe mais de 6% e escapa do tombo do Ibovespa; veja o que movimentou a bolsa na semana
17 de outubro de 2026 - 9:58MUDANÇA DE ARES
Brasil é a melhor escolha na América Latina: BTG zera posição em Argentina e aposta em oito ações brasileiras
16 de outubro de 2026 - 19:27UM TEMPERO EXTRA
Não é só o rali eleitoral: BTG tem mais motivos para recomendar C&A (CEAB3), XP (XPBR31), Cyrela (CYRE3) e estas outras ações
16 de outubro de 2026 - 18:28DEPOIS DA FESTA
Ibovespa a 240 mil pontos? Mesmo após o rali eleitoral com Flávio Bolsonaro, Inter e Citi ainda veem espaço para a bolsa subir
16 de outubro de 2026 - 14:00TOUROS E URSOS #292
Juros altos vieram para ficar? Gestor da XP diz que investidor terá de reaprender a investir em um novo mundo
16 de outubro de 2026 - 12:17TARDE DEMAIS?