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Vice-procuradora quer esclarecer comentários de acordo com os quais Roberto Castello Branco poderia incriminar o presidente

As suspeitas de que o presidente Jair Bolsonaro tenha buscado interferir nas políticas internas de empresas listadas em bolsa controladas pelo Estado, mais especificamente da Petrobras (PETR4), ganharam um novo capítulo neste início de semana.
A vice-procuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo pediu ao Supremo Tribunal Federal que autorize a coleta dos depoimentos de Roberto Castello Branco e Rubem Novaes sobre uma suposta interferência de Bolsonaro na petroleira.
Castello Branco e Novaes são respectivamente ex-presidentes da Petrobras e do Banco do Brasil (BBAS3).
Desde que assumiu o Palácio do Planalto, em 2019, a Petrobras já teve cinco presidentes sob Bolsonaro.
Os pedidos baseiam-se na notícia-crime que o senador Randolfe Rodrigues enviou à corte máxima após o ex-presidente da Petrobras afirmar, em um grupo de economistas no Whatsapp, que seu celular funcional teria mensagens que 'incriminariam' o chefe do Executivo. O caso foi revelado pelo site 'Metrópoles'.
Randolfe alegou que a mensagem de Castello Branco sinaliza tentativa do presidente de 'interferir na Petrobras em detrimento da boa tutela do interesse e do patrimônio públicos, com nítido propósito meramente eleitoral e desvirtuado da dinâmica constitucional'.
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O parlamentar pediu a investigação de possíveis crimes de prevaricação, corrupção passiva ou peculato, condescendência criminosa e violação de sigilo funcional.
Ao analisar a notícia-crime, Lindôra Araújo entendeu que os elementos apresentados à corte máxima 'até o presente momento não comportam convicção ministerial suficiente' para a instauração da apuração solicitada pelo senador.
Em contrapartida, a vice-PGR considerou que o diálogo não negado pelos ex-presidentes da Petrobras e do BB ' suscita maiores esclarecimentos que podem nortear providências investigativas não açodadas ou temerárias'.
Ao ex-presidente da Petrobras, Lindôra quer perguntar quais mensagens e áudios de seu celular corporativo poderiam 'incriminar' Bolsonaro.
A vice-PGR quer saber o teor, as datas, as circunstâncias e os contextos dos diálogos. Ela também pretende questionar Castello Branco sobre o motivo de não ter apresentado as conversas às autoridades competentes 'quando da primeira oportunidade possível'.
Já ao ex-presidente do BB, a vice-procuradora-geral da República quer esclarecimentos sobre o histórico de contato com o ex-dirigente da Petrobras e a natureza da conversa travada, além de questionar se Rubem Novaes 'consegue detalhar as aludidas mensagens e os supostos fatos e tipos delitivos aos quais Roberto Castello Branco teria se reportado'.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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