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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

PLANO DE DESINVESTIMENTOS

Petrobras (PETR4) recebe aval do Cade para vender Albacora Leste para PRIO (PRIO3); o que falta para a petroleira embolsar US$ 2,2 bilhões?

Com o negócio, a antiga PetroRio se tornará operadora da concessão de Albacora Leste; a participação restante, de 10%, continuará pertencendo à Repsol Sinopec Brasil

Camille Lima
Camille Lima
20 de junho de 2022
11:07
Petrobras PETR4
Petrobras - Imagem: Shutterstock

O processo de desinvestimentos da Petrobras (PETR4) está rendendo um bom dinheiro para a petroleira — e, logo, a estatal deve colocar mais alguns bilhões de dólares em caixa. O Cade aprovou, sem restrições, a venda da fatia da empresa na concessão do campo de Albacora Leste para a subsidiária da PRIO (PRIO3).

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A PetroRio Jaguar anunciou em abril a compra da participação de 90% da Petrobras no campo, localizado em águas profundas na Bacia de Campos. Porém, o fechamento da operação bilionária depende de certas condições precedentes, como a aprovação do Cade.

Com o negócio, a PRIO se tornará operadora da concessão de Albacora Leste, enquanto a participação restante, de 10%, continuará pertencendo à Repsol Sinopec Brasil.

"Para o Grupo PetroRio, a operação está alinhada com seu modelo de negócios e estratégia de geração de valor. Já para a Petrobras, a operação faz parte do Programa de Parcerias e Desinvestimentos da Petrobras, estando alinhada ao Plano Estratégico 2022-2026, que prevê a otimização do portfólio da companhia", disse o Cade.

Por que a Petrobras vendeu a participação para a PRIO?

Não é novidade que a Petrobras (PETR4) quer se desfazer de alguns de seus ativos para gerenciar melhor seu portfólio e melhorar sua alocação de capital, concentrando-se cada vez mais na exploração em águas profundas — e a venda da participação em Albacora Leste segue essa dinâmica. 

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“A gestão de portfólio permite que a Petrobras consiga focar seus recursos nos seus projetos prioritários para geração de valor”, disse César Cunha de Souza, gerente executivo de águas profundas da Petrobras.

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O campo de Albacora Leste, situado na área norte da Bacia de Campos, registrou produção média diária de 25,4 mil barris de óleo por dia entre janeiro e março de 2022, além de 615,3 mil metros cúbicos por dia de gás.

A compra da participação é um passo importante para a PRIO (PRIO3). Assim que o negócio for concluído, os números de produção e reserva da petroleira devem dobrar e maximizar a geração de valor para a companhia.

“Nossos planos incluem investimentos extensivos no campo, gerando empregos, impostos e até criando cursos e programas de treinamento para sustentar a operação da nova plataforma adquirida. Tudo isso com um grande foco na preservação do meio ambiente, segurança, redução da pegada de carbono e extensão da vida útil dos ativos”, disse Roberto Monteiro, CEO da PRIO.

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Detalhes do negócio

A venda da fatia de 90% da Petrobras (PETR4) na concessão de Albacora Leste para a PRIO (PRIO3) foi anunciada em abril. O negócio foi fechado por até US$ 2,2 bilhões, sendo que cerca de US$ 292,7 milhões serão pagos na assinatura do contrato, em data a ser definida. 

A maior fatia do pagamento, de US$ 1,66 bilhão, deverá ser paga pela PRIO na conclusão da transação. 

Enquanto isso, os US$ 250 milhões restantes serão embolsados em pagamentos contingentes, a depender das cotações futuras do petróleo do tipo Brent, referência no mercado internacional.

Vale destacar que os valores não consideram os ajustes que eventualmente seriam feitos até o fechamento da transação. 

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A conclusão da operação ainda depende do não exercício do direito de preferência pela Repsol Sinopec Brasil e da aprovação da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

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