O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A reunião de hoje do banco central norte-americano não era sobre o aumento do juro em si, mas sim sobre as indicações do que esperar em dezembro e depois disso
A decisão do Federal Reserve (Fed) desta quarta-feira (02) não é uma surpresa em si. O mercado já havia precificado a alta de 0,75 ponto percentual (pp) da taxa básica, que agora está na faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano — ainda assim, a reação inicial das bolsas em Nova York foi positiva.
O Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq, que operavam em queda antes da decisão, mudaram para o campo positivo logo que o quarto aumento seguido de 0,75 pp foi anunciado, com altas variando entre 0,5% e 0,97%. O otimismo, porém, transformou-se em uma nova virada, mas dessa vez negativa, após o início da coletiva de Jerome Powell, presidente do Fed.
A reunião de hoje do banco central norte-americano não era sobre o aumento do juro em si, mas sim sobre as indicações do que esperar em dezembro e depois disso.
Historicamente, o Fed deixa para dezembro as decisões mais complexas. A ideia é que o mercado absorva as grandes mudanças para iniciar outro ano com a política monetária em novos trilhos.
Em dezembro do ano passado, por exemplo, o banco central dos EUA iniciou os planos para reduzir os US$ 8,3 trilhões em Treasuries e títulos lastreados em hipotecas — a maioria adquirida durante a pandemia de covid-19, para injetar liquidez nos mercados financeiros.
Dessa vez, os investidores queriam sinais sobre os rumos da política monetária agressiva do Fed, adotada para combater uma taxa de inflação que alcançou o maior nível em mais de 40 anos nos EUA.
Leia Também
Se a reunião de hoje não era sobre o aumento da taxa de juro em si, apenas Jerome Powell, presidente do Fed, poderia dar o que os investidores desejavam: pistas sobre o futuro da política monetária.
Na coletiva após a decisão, o chefão do banco central norte-americano voltou a repetir a velha ladainha do Fed: qualquer ação será guiada por dados e telegrafada com antecedência e clareza para evitar turbulências no mercado.
Ele também repetiu que o objetivo principal do banco central dos EUA é trazer a inflação de volta para a meta de 2% porque sem uma inflação nos trilhos não é possível garantir um crescimento econômico sustentado, que beneficie a todos os norte-americanos.
Neste sentido, Powell manteve a porta aberta para novos aumentos da taxa de juro: "Em algum momento será apropriado desacelerar o ritmo dos aumentos, mas ainda temos um caminho a percorrer com as taxas."
O presidente do Fed também contou que o momento para reduzir o ritmo de aperto no juro pode acontecer no encontro marcado para o próximo mês.
"É muito prematuro pensar em pausar a alta de juros, mas em dezembro faremos uma nova avaliação". A fala reforça as expectativas do mercado de que o próximo aperto nas taxas seja menor, de 0,50 pp.
Já sobre o fim do ciclo do aperto monetário, Powell reforçou que o Fed precisa ter garantias de que a inflação deu uma trégua — e isso só poderá ser mostrado por sucessivos dados de desaceleração inflacionária.
No comunicado do Fed que trouxe a decisão, que foi unânime, o comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) reafirmou o forte compromisso em devolver a inflação para a meta de 2%.
Segundo o Fomc, a inflação permanece elevada, refletindo desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia, preços mais altos de alimentos e energia e pressões mais amplas sobre os preços.
O documento continuou atribuindo à guerra entre Rússia e Ucrânia uma pressão ascendente adicional sobre a inflação e de queda sobre a atividade econômica global.
A visão sobre o mercado de trabalho, porém, é mais positiva. "Os ganhos de vagas têm sido robustos nos últimos meses, e a taxa de desemprego permaneceu baixa", destaca o comunicado.
Para Philip Marey, estrategista sênior do Rabobank para os EUA, os dados recentes confirmam a persistência da inflação nos EUA, forçando o Fed a priorizar a estabilidade de preços e não o pleno emprego.
“Espero um aumento de 0,50 pp em dezembro e outros dois de 0,25 pp em fevereiro e março de 2023, colocando a taxa de juro nos 5%, e que o Fed se mantenha nesse patamar ao longo do próximo ano”, afirma Marey.
Após a alta de 0,75 pp de hoje, o Citi também espera que o ritmo de aumento diminua para 0,50 pp em dezembro — mas que a “redução” seja combinada com uma retórica favorável ao aperto monetário, enfatizando que o juro pode subir e depois ser sustentado nesse nível.
Na América Latina, o país mais propenso a receber o selo de bom pagador é o Paraguai; México é o pior da lista
O investidor local tem visto uma enxurrada de dinheiro gringo entrar na bolsa brasileira, mas a ata desta quarta-feira (18) mostra como essa dinâmica pode mudar — ainda que momentaneamente
O bilionário tirou Milei da carteira e colocou titãs da bolsa brasileira como Petrobras e Vale; confira a estratégia vencedora do dono do fundo Duquesne
As ações da big tech despencaram 18% na pior sequência de perdas desde 2026, enquanto mercado questiona plano de US$ 200 bilhões em investimentos
Ao contrário do que pensam seus colegas economistas, De Pablo descarta a tese de que o BC argentino esteja sofrendo para sustentar o valor do peso
Além da tese de investimentos, o banco norte-americano ainda deixa um alerta sobre o efeito da inteligência artificial (IA) sobre as carteiras
A tradicional resiliência do dólar em tempos de crise está sob escrutínio, segundo o Deutsche Bank, à medida que a alta exposição das ações dos EUA à inteligência artificial cria uma nova vulnerabilidade cambial
Segundo o The Wall Street Journal, as autoridades chinesas estão tentando conter a especulação excessiva em ações de empresas ligadas à inteligência artificial
Em busca de juros baixos, Sanae Takaichi teve um encontro com o chefe do BoJ nesta segunda-feira (16), mesmo dia em que os dados oficiais mostraram um PIB fraco
BB Seguridade avança, apesar de corte no preço-alvo pelo Goldman Sachs; Bradesco e Vale recuam, e EWZ cai mais de 1%
Enquanto Elon Musk isola-se no topo, fundadores da Anthropic escalam o ranking da Forbes; confira as fortunas
A última grande aquisição do país ocorreu em 1917, quando os EUA compraram as Ilhas Virgens, que pertenciam justamente à Dinamarca, atual “dona” da Groenlândia
Enquanto Trump tece críticas à performance do cantor porto-riquenho no Super Bowl, apoio dos latinos mostra sinais de retração
Com alta de 17% no ano, o índice brasileiro aproveita a reprecificação global de energia e materiais básicos; veja por que o investidor estrangeiro continua comprando Brasil
A empresa que provocou a queda de gigantes do software aqui e lá fora conseguiu levantar US$ 30 bilhões em financiamento
Evitado a tempo, o crime candidato a “roubo do século” no Uruguai foi desbaratado quando criminosos já haviam escavado um túnel de 300 metros mirando agência do maior banco do país
Depois de décadas de sono profundo, a economia japonesa acordou — e o estrago pode ser sentido da bolsa ao câmbio; entenda como a guinada nos juros por lá e os planos de gastos do governo criam um “aspirador de dólares” global
O medo de que a inteligência artificial torne o software tradicional obsoleto provocou uma liquidação generalizada no setor de SaaS; bancos veem exagero e apontam onde estão as chances de bons retornos
Veja onde o vírus Nipah está ativo no momento e quais são os sintomas conhecidos da doença que pode matar até 3 em cada 4 pessoas infectadas
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, participou de um painel da CEO Conference, evento do BTG Pactual, nesta terça (10); confira os principais pontos da sua fala