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Companhia será responsável pelos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário no Amapá pelos próximos 35 anos
Já consolidada no mercado brasileiro, a holding Equatorial (EQTL3) está preparada para abrir ainda mais seu leque de atuação — decidiu também marcar presença no segmento de saneamento.
A companhia será responsável pelos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário e pelos serviços complementares dos municípios do Amapá pelos próximos 35 anos, segundo o prazo da concessão estabelecido em contrato.
A nova concessão combinada com o Estado marca a entrada da empresa no setor de saneamento básico depois de se frustrar bastante ao tentar ingressar no segmento, como nas derrotas em disputas pela Cedae e Casal.
A Equatorial Energia (EQTL3) finalmente garantiu a entrada ao dar o lance vencedor no leilão da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) em setembro do ano passado.
A empresa ofereceu uma proposta de R$ 930,8 milhões, valor extremamente superior à outorga mínima do leilão, de R$ 50 milhões. A segunda maior proposta era de aproximadamente R$ 426 milhões.
“A entrada em Saneamento permite mais uma vez avançar em um setor de impacto social positivo”, disse a empresa em fato relevante.
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O negócio foi firmado através do Termo de Transferência do Sistema pela sua controlada indireta, a Concessionária de Saneamento do Amapá (CSA), junto ao Estado.
De acordo com a Equatorial, a operação ajuda a melhorar a qualidade de vida dos clientes por meio da agenda de universalização do saneamento básico no país.
O contrato de 35 anos estabelece um alto volume de investimentos na universalização do serviço no Amapá e coloca como meta sair dos atuais 38% da população com água encanada para 99% em 11 anos.
Além disso, a operação está alinhada à estratégia de crescimento do grupo em infraestrutura.
Hoje, a Light (LIGT3) elegeu o ex-CEO da Equatorial (EQTL3), Octávio Lopes, para assumir o cargo de diretor executivo da companhia a partir de agosto.
Ele vai substituir Raimundo Nonato Alencar de Castro, que ocupava o posto e deixou a Light (LIGT3) em 30 de junho.
Formado em economia pela Universidade de São Paulo, Lopes atuou como CEO da Equatorial entre 2004 e 2007.
O economista liderou os esforços para reestruturar a holding financeiramente e realizar a abertura de capital na B3.
Nos últimos dois anos, Lopes atuou como CEO da Tok&Stok, onde foi responsável pela digitalização da varejista. Além disso, foi membro do conselho de administração da Light em 2020.
A companhia, subsidiária da Cosan que já estava listada na B3 com emissões de dívida, abre seu capital no Novo Mercado, patamar mais alto e exigente da bolsa, em oferta secundária
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