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Liliane de Lima

É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP, já passou pelo portal DCI e setor de análise política da XP Investimentos.

A ONDA CONTINUA...

Z1, fintech voltada para o público infanto-juvenil, entra na onda de demissões nas startups

Ao menos, 50 pessoas foram desligadas; as áreas de compliance, tecnologia e experiência do cliente (CX) foram as mais afetadas

Liliane de Lima
7 de outubro de 2022
16:34 - atualizado às 20:06
fintech Z1
Imagem: Reprodução/Z1

O cenário de incerteza e os ventos de uma possível recessão global continuam assombrando as startups. Dessa vez, a fintech Z1, que oferece contas gratuitas para crianças e adolescentes, entrou na estatística das empresas que demitiram em 2022. 

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A fintech realizou cerca de 50 desligamentos na última segunda-feira (3), nas áreas de compliance, tecnologia e experiência do cliente (CX). Isso corresponde a 23% do quadro de funcionários da empresa, segundo o número de colaboradores informados na página da Z1 no LinkedIn

De acordo com relatos de ex-colaboradores ouvidos pelo Seu Dinheiro, essa é a terceira demissão em massa na startup nos últimos quatro meses, em razão de “reestruturações gerais” na fintech. 

A startup, fundada em 2019, tem cerca de 170 colaboradores e recebeu, no final do ano passado, um aporte no valor de R$ 55 milhões, em rodada Série A, liderada pelo fundo Kaszek Ventures, um dos maiores da América Latina. 

Em setembro, a Z1 recebeu o selo de Top Startups 2022 do LinkedIn, que levou em consideração a atração de talentos e interesse por vagas, a partir o volume de visualizações da página da empresa no LinkedIn.

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O que diz a Z1? 

Procurada pelo Seu Dinheiro, a Z1 afirmou que o corte no quadro de pessoal faz parte de uma reestruturação geral da empresa e manutenção da “saúde” do negócio, devido ao ambiente macroeconômico.  

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“Redesenhamos orçamentos e times com o objetivo de causar o menor impacto possível nas nossas principais áreas”, diz a Z1, que não informou quantos funcionários foram impactados. 

Em nota, a empresa mencionou três motivos para as demissões: 

  • O cenário “menos favorável” a investimentos em startups; 
  • Mudanças nas expectativas dos investidores em relação à sustentabilidade financeira, “com pressão maior para reduzir custos e otimizar estruturas organizacionais”; 
  • Mudanças nas normas do Banco Central (BC) que impactam diretamente as linhas de receita da Z1. 

Vale lembrar que, em setembro, o BC alterou a regulamentação da tarifa de intercâmbio (TIC), que é o percentual pago pelas bandeiras — Visa e Mastercard, por exemplo — a cada transação ao emissor de cartões pré-pagos e de crédito.

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A norma, que deve entrar em vigor em 1º de abril de 2023, determina um limite máximo de 0,7% para a TIC em cartões pré-pagos ou de crédito. Essa mudança afeta, principalmente, as fintechs, que atraem mais clientes do que os bancos tradicionais. 

Por fim, a Z1 disse que estendeu benefícios, como a terapia corporativa, para os funcionários desligados.

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