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O governo de Hong Kong anunciou um pacote de medidas para atrair “cérebros”, na tentativa de recuperar a força de trabalho perdida na pandemia
As vagas estão abertas para quem deseja trabalhar fora do Brasil, mais precisamente do outro lado do mundo. O governo de Hong Kong anunciou nesta quarta-feira (17) um pacote de medidas para atrair talentos e investimentos para a cidade administrativa.
Em seu primeiro discurso político desde quando assumiu o cargo em julho, o chefe do Executivo John Lee disse que o governo vai reservar 30 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 3,8 bilhões) para o plano de atração de profissionais.
“Além de atrair e reter ativamente os talentos locais, o governo irá proativamente vasculhar o mundo em busca de talentos”, disse o chefe do Executivo.
A perda da força de trabalho em Hong Kong se agravou nos últimos dois anos, em que aproximadamente 140 mil pessoas deixaram a cidade administrativa desde o início da pandemia.
A “fuga de cérebros” atingiu o pico em março de 2020, com o número crescente de casos de Covid-19 e medidas rígidas de isolamento social. Ou seja, a perda de força de trabalho tornou-se um problema para Hong Kong.
O programa anunciado pelo governo visa atrair profissionais de alta qualificação, que ganham 2,5 milhões de dólares de Hong Kong (US$ 318 mil) anuais ou mais — o que equivale a 208 mil dólares de Hong Kong por mês (US$ 26,5 mil) por mês. Em reais, esse valor equivale a um salário mensal de R$ 139 mil.
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A medida também vale para profissionais graduados em uma das 100 melhores universidades do mundo e com, no mínimo, três anos de experiência.
Ao cumprir esses requisitos, o estrageiro interessado em trabalhar em Hong Kong terá direito a um visto de dois anos “para explorar oportunidades” na cidade.
Além disso, o governo anunciou iniciativas para a permanência desses profissionais. Uma delas é o reembolso tributário aos estrangeiros que comprarem um imóvel e tornarem-se residentes permanentes.
Neste caso, o profissional poderá “receber de volta” o imposto de selo de comprador e do novo imposto de selo residencial para a sua primeira propriedade. Segundo John Lee, o acordo se aplica a qualquer contrato de compra e venda celebrado a partir de hoje por estrangeiro.
Além do visto temporário de dois anos para profissionais estrangeiros, oportunidade de emprego em Hong Kong e reembolso tributário na compra de imóveis, o pacote do governo de Hong Kong inclui medidas para aumentar a competitividade da cidade como centro financeiro asiático.
Entre as iniciativas está a facilitação de listagem de algumas empresas na bolsa de valores Hong Kong Exchanges and Clearing.
As regras de entrada de companhias na bolsa asiática devem ser revisadas pelo conselho no próximo ano “para facilitar a captação de recursos de empresas de tecnologia avançada que ainda precisam atender aos requisitos de lucro e recorde comercial”.
O chefe do Executivo ainda anunciou planos para desenvolver o setor de tecnologia. “Nosso objetivo é atrair pelo menos 100 empresas de alto potencial ou representativas [de inovação e tecnologia] para estabelecer ou expandir seus negócios em Hong Kong nos próximos cinco anos.”
Com as medidas, o governo prevê alcançar cerca de 10 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 1,2 bilhão) em investimentos, o que resultaria na criação de oportunidades de emprego.
*Com informações de CNBC
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