Unilever recebe mais um não da Glaxo para oferta de US$ 68 bilhões por divisão que produz Advil; entenda o caso
Se fosse concretizado, o acordo seria o maior em termos globais desde o início da pandemia de covid-19

A Unilever (ULEV34) já pode pedir música no Fantástico. A empresa teve mais uma proposta rejeitada pela GlaxoSmithKline (G1SK34). Dessa vez estavam em jogo 50 bilhões de libras (cerca de US$ 68 bilhões) pela GSK Consumer Healthcare, unidade especializada em saúde do consumidor.
A joint venture, controlada 68% pela Glaxo e 32% pela Pfizer, vende produtos que vão dos analgésicos Advil até os cremes dentais Aquafresh.
Segundo a GSK, a proposta subvaloriza fundamentalmente o negócio e suas perspectivas futuras. A Unilever, por sua vez, indicou que a GSK Consumer Healthcare representaria um "forte ajuste estratégico" em seus negócios em um momento no qual a empresa sente a pressão sobre seu crescimento.
Segundo a farmacêutica britânica, foram três as ofertas feitas pela Unilever. A última aconteceu em 20 de dezembro, compreendendo 41,7 bilhões de libras em dinheiro e 8,3 bilhões de libras em ações da Unilever.
A divisão está pra jogo
Um entendimento entre a Unilever e a GSK sobre a divisão de consumo ainda pode acontecer. Isso porque o desmembramento da unidade segue nos planos de negócio da companhia para este ano.
Leia Também
"O conselho da GSK, portanto, continua focado na execução de sua proposta de cisão do negócio de Consumer Healthcare (...) a caminho de ser alcançado em meados de 2022", diz o comunicado divulgado neste sábado.
A britânica diz ainda estar confiante de que o negócio superaria as taxas de crescimento do mercado global no médio prazo.
Segundo a empresa, a unidade de bens de consumo do grupo deve ser dividida em uma listagem separada no meio deste ano.
Caso seja concretizado em algum momento, o acordo será o maior em termos globais desde o início da pandemia.
Unilever sob pressão
A Unilever já vende alguns produtos de saúde, como pastas de dente e suplementos, mas um acordo daria à empresa uma presença em medicamentos de venda livre.
A compra da unidade que fabrica o Advil também aliviaria a pressão da Unilever para impulsionar seu crescimento. Para aumentar seu desempenho, a companhia tem buscado se desfazer de marcas de expansão lento e adquirir negócios em categorias mais populares.
Ainda assim, os esforços da Unilever para reorganizar seu portfólio enfrentam desafios. O Wall Street Journal informou no ano passado que a empresa teve que abandonar os planos de vender uma série de marcas de beleza e cuidados pessoais depois de não conseguir atrair interesse suficiente.
*Com informações da Reuters
DISTRIBUIÇÃO DE PROVENTOS
Dividendos e JCP: Lojas Renner (LREN3), TIM (TIMS3), Cemig (CMIG4) e B3 (B3SA3) pagam juntas mais de R$ 2 bilhões aos acionistas
17 de setembro de 2026 - 18:34COMPROMISSO AMBIENTAL
Natura (NATU3) emite R$ 700 milhões em debêntures com meta ligada ao uso de plástico sustentável
17 de setembro de 2026 - 18:24TODO CUIDADO É POUCO
As 3 ações do varejo que se dão bem com o aumento do Bolsa Família — e a pegadinha desvendada pelo J.P.Morgan
17 de setembro de 2026 - 18:00MUDANÇAS NO ALTO ESCALÃO
Taesa (TAEE11) escolhe ex-CFO da Petrobras para o comando do conselho — e ela já foi eleita uma das mulheres mais poderosas do mundo
17 de setembro de 2026 - 12:06COMBUSTÍVEIS
Mais caixa e dividendos no tanque: Santander divulga novo preço-alvo para Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), com potencial de alta de 27%
16 de setembro de 2026 - 16:31NA BERLINDA
“Sem saída fácil”: Braskem (BRKM5) despenca mais de 13% após UBS BB rebaixar ação e cortar preço-alvo em 74%
16 de setembro de 2026 - 14:09LA BELLE DE JOUR
Amazon esquenta disputa em setor após aposta da Raia Drogasil (RADL3); veja quem vence, segundo o BTG Pactual
16 de setembro de 2026 - 12:01TIROU O PÉ
XP rebaixa ação da Sanepar (SAPR11) mesmo com potencial de 33% de alta na bolsa. O que está faltando para o papel?
16 de setembro de 2026 - 11:21QUEM ROUBA A CENA?
O roxinho perdeu o brilho? Itaú BBA rebaixa Nubank e elege um novo favorito entre os bancões
16 de setembro de 2026 - 10:44O CÉU É O LIMITE
Valor de mercado da Petrobras (PETR4) chega perto de R$ 700 bilhões, no maior patamar da história
15 de setembro de 2026 - 19:26FUSÕES E AQUISIÇÕES
JBS e Viva criam joint venture em couros, mas deixam ativos no Texas, na Alemanha e no México de fora
15 de setembro de 2026 - 19:14ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: WEG (WEGE3) aprova quase meio bilhão de reais em proventos — mas não está sozinha
15 de setembro de 2026 - 17:52O MAIOR RETORNO PARA O SEU BOLSO
Empresas do Brasil pagaram mais de R$ 22 bilhões em dividendos no último trimestre; veja quem superou a Petrobras (PETR4) como maior pagadora
15 de setembro de 2026 - 13:28PROVENTOS
Dividendos e JCP: Dona da Vivo (VIVT3) vai pagar R$ 500 milhões aos acionistas; confira os prazos
14 de setembro de 2026 - 19:10SETE CHAVES?
O segredo da Vale (VALE3) não está mais tão bem guardado assim — e já aparece no preço da ação
14 de setembro de 2026 - 18:31JOIA ESCONDIDA?
Itaú BBA aposta em banco ‘fora do radar’ que entrega ROE acima de 30% e pode saltar 45% na bolsa
14 de setembro de 2026 - 17:58CRÉDITO PARA QUEM?
Com calote em alta e agro sob pressão, bancos fecham torneira para famílias e apostam em outro segmento
14 de setembro de 2026 - 16:32CONCORRÊNCIA
A5X, nova bolsa brasileira de derivativos, capta R$ 360 milhões com gigantes do mercado — e já tem data para estrear as negociações
14 de setembro de 2026 - 13:41FORÇA, FOCO E FÉ?
Cleusa Maria: a empresária que nunca tinha provado um bolo na vida e criou um império de R$ 800 milhões
14 de setembro de 2026 - 7:07CASO MASTER