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A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) disse estar acompanhando a situação do Twitter com “profunda preocupação” após quatro executivos se demitirem
Era de se imaginar que demitir milhares de pessoas não renderia a Elon Musk um sentimento de compaixão ou algo semelhante pelos demais funcionários do Twitter. O que o bilionário não esperava, porém, era que, além dos cortes em massa anunciados pela rede social, agora ele também lidaria com uma debandada de executivos sêniores da empresa — e a possibilidade de falência batendo à porta.
Logo na primeira ligação em massa aos funcionários remanescentes após desempregar cerca de 3,7 pessoas via e-mail, o CEO da Tesla informou que não era possível descartar a chance de uma quebra da companhia de mídia social, segundo informações da Bloomberg.
Já em um e-mail às pessoas que ainda trabalhavam na plataforma, o novo dono do Twitter alertou que a rede social não seria capaz de "sobreviver à próxima crise econômica" caso as receitas de assinaturas não subissem, como uma forma de compensar a queda no faturamento com publicidade.
A primeira reunião de Elon Musk com funcionários no Twitter na tarde de quinta-feira contou com um aviso do bilionário: a empresa de mídia social pode perder bilhões de dólares no próximo ano.
Não bastasse o risco de uma crise próxima, o executivo decidiu oficialmente acabar com o home office na companhia, e deixou claro que esperava que os funcionários estivessem presentes no escritório por pelo menos 40 horas por semana.
A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) disse que estava acompanhando a situação do Twitter com "profunda preocupação" depois que quatro executivos de privacidade e compliance se demitiram.
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Isso porque, na visão do órgão norte-americano, tais renúncias potencialmente colocariam a empresa de mídia social em risco de violar ordens regulatórias.
O advogado de Elon Musk, Alex Spiro, disse aos funcionários em um e-mail que o Twitter permaneceria alinhado às normas legais e regulamentares. "Falamos hoje com a FTC sobre nossas obrigações contínuas e temos um diálogo construtivo em andamento", escreveu.
“Entendo que houve funcionários no Twitter que nem trabalham no assunto da FTC comentando que poderiam (ir) para a prisão se não estivéssemos em conformidade – simplesmente não é assim que funciona”, escreveu ele.
O primeiro executivo a se demitir da empresa recém adquirida por Elon Musk foi Yoel Roth.
Funcionário do Twitter há mais de sete anos, Roth supervisionou a iniciativa de combate ao discurso de ódio e desinformação na plataforma e decidiu abandonar o navio da rede social ontem, segundo fontes contaram à Reuters.
O executivo ainda atualizou a biografia de seu perfil na quinta-feira para “ex-chefe de confiança e segurança" da companhia.
No mesmo dia, a diretora de segurança da informação do Twitter, Lea Kissner, foi à plataforma para anunciar a sua renúncia — depois de pouco mais de um ano empregada na companhia. Sua biografia também foi alterada, que passou para “(agora ex-) diretor de segurança da informação no Twitter”.
De acordo com mensagens no Slack, plataforma de mensagens usadas pela equipe do Twitter, acessadas pela Reuters, o diretor de privacidade Damien Kieran e a diretora jurídica de compliance Marianne Fogarty também se demitiram.
À medida em que surgiram rumores de que Robin Wheeler, a principal executiva de vendas de anúncios da empresa, estaria deixando a companhia, a funcionária informou aos funcionários em memorando que continuaria no cargo.
"Ainda estou aqui", escreveu Wheeler, em tweet na quinta-feira.
*Com informações de Reuters
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