Shein planeja IPO nos Estados Unidos até 2024, mas queridinha dos influencers brasileiros ainda precisa solucionar riscos ESG — veja quais
Avaliada em US$ 100 bilhões, a companhia chinesa tem fabricantes acusados de submeterem funcionários a condições insalubres e jornadas de 75 horas

Famosa por tornar a moda de rápido consumo, ou fast fashion, ainda mais veloz, a Shein planeja realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos até 2024. É o que dizem fontes próximas à empresa chinesa ouvidas pela Bloomberg.
Mas, antes de estrear suas ações no mercado dos EUA, a queridinha dos influencers brasileiros ainda precisa solucionar alguns problemas.
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O principal são as preocupação com práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) geradas por suas escolhas de produção.
"O modelo de negócios de turbo fast fashion transformou a Shein no rosto da indústria e uma das principais startups do mundo. Mas ele também é a fonte de um problema de imagem potencialmente tóxico que gerou alegações de danos ambientais, exploração de trabalhadores e roubo de direitos autorais", explica a agência de notícias.
Jornadas exaustivas e descaso ambiental atrapalham a imagem da Shein
Avaliada em US$ 100 bilhões, a companhia tem fabricantes acusados de submeterem funcionários a condições insalubres e jornadas de 75 horas, segundo uma investigação do grupo de vigilância suíço Public Eye.
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Além disso, a usabilidade de curto prazo das roupas vendidas pela Shein ajudou as vendas a passarem de US$ 10 bilhões em 2020 para ao menos US$ 16 bilhões em 2021, mas pioraram um problema ambiental nascido junto com o conceito de fast fashion.
De acordo com um relatório do Banco Mundial, o número anual de roupas novas produzidas, que era de 50 bilhões em 2020, dobrou em 2019.
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Até agora, todas essas preocupações não impediram que a empresa chamasse a atenção de grandes investidores como a Sequoia Capital China, IDG Capital e Tiger Global Management.
Novos executivos, porém, estão concentrados em melhorar os quesitos ESG para aumentar as chances de sucesso da possível oferta pública, ainda segundo a Bloomberg.
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