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A política de preços da petroleira implica em dores no bolso dos motoristas, mas é bem vista pelo mercado financeiro
Quem tinha esperanças de que, depois de reduzir os preços no final do ano passado, a Petrobras (PETR4) daria uma folga para os motoristas brasileiros em 2022, já pode ficar triste: a estatal anunciou nesta terça-feira (11) que os combustíveis ficarão novamente mais caros.
A partir de amanhã, o preço médio da gasolina vendida pela petroleira subirá de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro, aumento de 4,8%. Já a alta do diesel é ainda mais salgada, de 8%: o litro agora custará R$ 3,61 para as distribuidoras, contra R$ 3,34 anteriores.
A notícia implica em mais dores no bolso dos consumidores (a gasolina foi uma das grandes vilãs da inflação no ano passado), mas foi bem recebida pelo mercado financeiro.
Os investidores veem com bons olhos a política de preços da Petrobras, que busca acompanhar a alta da matéria-prima dos combustíveis no mercado internacional - o petróleo Brent para março, referência de preço para a companhia, avançou 3,52% hoje - e do câmbio.
Com isso, as ações da estatal fecharam o dia em forte alta. Os papéis preferenciais (PETR4) subiram 2,96%, a R$ 28,84, enquanto os ordinários (PETR3) avançaram 4,13%, cotados em R$ 31,99.
Apesar de agradar o mercado, a política de preços da Petrobras não cai bem entre os consumidores e é alvo de críticas constantes do presidente da República. Jair Bolsonaro não esconde seu desejo de privatizar a estatal.
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Mas, por enquanto, não há mudanças previstas nas diretrizes. “Esses ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento”, defende, em nota, a companhia.
A Petrobras também reforça que, apesar de buscar valores competitivos e em equilíbrio com o mercado, “evita o repasse imediato para os preços internos, das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais”.
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