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Klaumann ocupou cargos de liderança por mais de 25 anos e possui vasta experiência em gestão executiva e tecnologia aplicada ao ecossistema de varejo. Executivo assumirá o cargo em 1º de março
O final do ano passado foi agitado para a Neogrid (NGRD3), com o anúncio de uma nova dança de cadeiras na chefia da companhia, mas 2022 também chega com o desfecho dessa mudança.
A empresa de software catarinense finalmente escolheu quem assumirá o seu comando. Na noite de ontem, a companhia anunciou a contratação de Jean Carlo Klaumann como novo diretor presidente (CEO).
Klaumann entrará para substituir Eduardo Ragasol, que deixará o cargo no final deste mês, e deve assumir a posição em 1º de março.
Ragasol ocupava a função de CEO desde janeiro de 2020, e esteve presente em momentos importantes para a Neogrid, como a sua transição de companhia de capital fechado para uma empresa com ações negociadas na B3.
A saída não é inesperada, já que estava prevista desde outubro do ano passado, quando o executivo informou ao Conselho de Administração da Neogrid que retornaria ao México, seu país de origem, em 2022 por motivos pessoais.
Na época, o mercado não reagiu bem, e acentuou as perdas que as ações da empresa já vinham sofrendo na bolsa desde o IPO.
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A escolha do sucessor de Ragasol foi liderada pelo conselho de administração da Neogrid, com o apoio de uma consultoria externa e participação do futuro ex-CEO na escolha.
De acordo com a empresa, a contratação de Jean Carlo Klaumann está alinhada à sua estratégia de crescimento acelerado para os próximos anos.
“Jean se adequa ao perfil que buscávamos: um profissional reconhecido no mercado de tecnologia, com passagem por empresas que apresentaram crescimento expressivo, e com experiência desde o planejamento estratégico até a execução”, disse Miguel Abuhab, fundador e presidente do Conselho de Administração da Neogrid.
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Klaumann possui larga experiência em gestão executiva e tecnologia aplicada ao ecossistema de varejo, tendo passado por dois IPOs (ofertas públicas de ações na bolsa) e mais de 30 aquisições.
“Será fundamental para nos ajudar a desenvolver novos produtos, melhorar o nível de serviço para os nossos clientes e dar continuidade ao plano de expansão, gerando valor a nossa empresa e acionistas.”
Formado em marketing pela Unisul, com MBA Executivo Internacional na FIA e extensão em Inteligência Artificial na Universidade de Chicago, Klaumann ocupou cargos de liderança por mais de 25 anos.
O executivo iniciou sua carreira profissional no IFS como diretor de vendas. Logo depois, suas passagens passaram a incluir as empresas Oracle, Datasul e Totvs.
Nos últimos 11 anos, o executivo trabalhou na Linx, e depois entrou para a Stone, onde ficou por oito meses, até ser escolhido para ocupar a posição de CEO da Neogrid.
“Estou muito entusiasmado com este novo ciclo junto com o time Neogrid. As agendas globais de colaboração e dados, habilitando ecossistemas de negócios a entregar mais eficiência e produtividade, colocam a Neogrid em um lugar de enormes oportunidades”, afirmou Klaumann.
“Temos um portfólio incrível e cases de sucesso nos mercados mais competitivos do mundo, que comprovam nossa capacidade de gerar real valor aos nossos clientes."
Um ano depois da abertura de capital, a Neogrid via suas ações acumularem queda da ordem de 40% ao final de dezembro do ano passado.
“Temos uma dívida importante com os investidores no preço da ação. O desempenho na B3 não tem sido bom”, destacou Eduardo Ragasol em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro.
As baixas do ano passado tiveram outras causas além das mudanças internas. Na época, o desempenho dos papéis também acompanhou a piora da bolsa como um todo.
Isso porque o panorama de juros em alta e pressões inflacionárias tanto por aqui quanto no exterior dificultaram a missão da Neogrid de crescer mais rápido.
“Os ventos econômicos estão contra e fazem parte da equação, mas a companhia tem sido resiliente”, disse o futuro ex-CEO.
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Em 2022, os papéis NGRD3 têm valorização de cerca de 8%. No pregão da última segunda-feira (07), as ações fecharam em queda de 3,06%, cotadas a R$ 2,85.
A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel
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