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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) surfa onda gigante do comércio eletrônico e sai do prejuízo para lucro de US$ 65 milhões no trimestre; veja como a plataforma superou desafios

Assim como outras gigantes do comércio eletrônico, a plataforma navegou sobre um ambiente de disparada da inflação e aumento de taxa de juros nos mercados onde atua

Carolina Gama
5 de maio de 2022
17:25 - atualizado às 14:25
Mercado Livre
Imagem: Divulgação/Mercado Livre

O Mercado Livre (Nasdaq: MELI) — que possui BDRs negociados na B3 sob o ticker MELI34 — conseguiu surfar a onda gigante que se formou no mar do comércio eletrônico por conta de um cenário macroeconômico desafiador. 

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A plataforma reportou lucro líquido de US$ 65 milhões no primeiro trimestre de 2022, revertendo um prejuízo de US$ 34 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior.

Já o lucro por ação saltou para US$ 1,30 entre janeiro e março deste ano contra um prejuízo por ação de US$ 0,68 no mesmo período do ano anterior. A receita líquida, por sua vez, somou US$ 2,248 bilhões, uma alta de 63,1%.

O mercado recebeu bem os resultados do Mercado Livre. As ações da plataforma em Nova York operam em alta de 5,48% no after market, depois de caírem mais de 10% na sessão regular.

Uma olhada mais de perto nos números

Assim como outras gigantes do comércio eletrônico, o Mercado Livre (MELI34) navegou em um ambiente de disparada da inflação e aumento de taxa de juros nos mercados onde atua. 

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O Mercado Envios embarcou 254 milhões de itens durante o trimestre, representando um aumento de 22,1% em base anual. A penetração da rede gerenciada foi de 90% no primeiro trimestre, graças à melhoria das capacidades de rede, aprimoradas principalmente no México, no Chile e na Colômbia.

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Os itens vendidos com sucesso — medida do número de itens que foram vendidos/comprados no Mercado Livre, excluindo itens de classificados — atingiram 267 milhões, o que representa um crescimento de 20,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Confira abaixo a taxa de crescimento da receita no trimestre por região, em dólares e em base anual:

  • Brasil: +63% no 1T22, +51% no 4T21 e +93% no 1T21; 
  • Argentina: +74% no 1T22, +47% no 4T21 e +124% no 1T21; 
  • México: +58% no 1T22, +92% no 4T21 e +143% no 1T21.

Mercado Pago

O aplicativo “Mercado Pago” também influenciou nos resultados do Mercado Livre (MELI34). O uso da plataforma aumentou nos últimos dois anos, o que precederia um esforço mais agressivo da companhia para alcançar novos clientes.

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No primeiro trimestre de 2022, o volume total de pagamentos via Mercado Pago atingiu US$ 25,319 bilhões, resultado 72% maior do que o obtido no mesmo período do ano anterior. 

Já o total de transações de pagamento entre janeiro e março foi 1,7 vez maior na comparação ano a ano, totalizando 1,091 bilhão de transações no trimestre.

Ações do Mercado Livre (MELI34)

O Mercado Livre (MELI34) teve o preço-alvo de suas ações reduzido pelo Credit Suisse na segunda-feira (02) de US$ 1.685,00 para US$ 1.440,00 — um potencial de alta de 47,90% em relação ao fechamento do dia anterior à divulgação do relatório. 

Na contramão, o Bank of America melhorou no mês passado as suas previsões para o Mercado Livre e manteve a recomendação de compra dos papéis.

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Na ocasião, o banco indicou que as ações MELI poderiam disparar mais de 71% até o fim de 2022, com preço-alvo de US$ 2.000 cada.

De acordo com dados da MarketBeat, os papéis do Mercado Livre têm uma recomendação média de compra até agora no ano, e um preço-alvo de consenso de US$ 1.670,50.

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