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Segundo um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários hoje, as compras da Marfrig estarão limitadas a sua participação acionária atual
Um novo controlador vem aí? Após a BRF (BRFS3) dar o pontapé inicial em uma oferta pública de até 325 milhões de ações e ADRs, a Marfrig (MRFG3) obteve o sinal verde de seu Conselho de Administração para participar da operação.
A companhia, porém, optou por não incrementar a participação na BRF, atualmente em 31,66%. Segundo um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta sexta-feira (28), as compras da Marfrig estarão limitadas a sua participação acionária atual.
A decisão vai contra as especulações do mercado de que a Marfrig utilizasse o follow-on para assumir o controle da BRF sem ter que disparar o gatilho para uma "poison pill" - mecanismo que protege os sócios minoritários e exigiria a realização de uma Oferta Pública de Ações (OPA) para a compra dos papéis restantes.
De volta à oferta da BRF, serão distribuídas inicialmente 270 milhões de ações na oferta primária (novas ações) e até 20% em lote adicional, ou seja, mais 54 milhões. Considerando a cotação de fechamento de hoje (R$ 22,85), a oferta pode ultrapassar os R$ 7,4 bilhões.
O preço das ações será definido após o encerramento do procedimento de bookbuilding, no dia 1º de fevereiro. Do montante, R$ 500 milhões vão para o capital social, enquanto o restante será destinado à formação de uma reserva de capital.
Oferta será 100% primária, com recursos destinados à redução de dívida, reforço de caixa e investimentos operacionais; operação também prevê aumento do free float e da liquidez das ações na bolsa
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