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O objetivo do ingresso no chapter 11 era reduzir a dívida e acessar novas fontes de financiamentos
A companhia aérea Latam deixou nesta quinta-feira (03) um importante capítulo de sua história para trás: o chapter 11, que trata da recuperação judicial nos EUA — um processo que começou de forma voluntária em maio de 2020, como efeito colateral da pandemia de covid-19, e que agora chega oficialmente ao fim.
O objetivo do ingresso no chapter 11 era reduzir a dívida e acessar novas fontes de financiamento. Cerca de dois anos e meio depois, a Latam emerge da recuperação judicial com liquidez de mais de US$ 2,2 bilhões e dívida cerca de US$ 3,6 bilhões menor — uma redução de 35% em relação ao período anterior ao processo.
"Hoje é um marco importante para a Latam. Estamos satisfeitos por concluir uma transformação significativa e sair do nosso processo de reorganização com uma posição financeira fortalecida e um compromisso renovado com a excelência operacional", disse o CEO do grupo, Roberto Alvo.
Segundo a empresa, em 15 de novembro de 2022 será realizada uma Assembleia Geral Extraordinária para renovar o conselho de administração do Grupo Latam.
Para deixar o processo de recuperação judicial para trás, a Latam emitiu US$ 1,15 bilhão em títulos, parte com vencimento em cinco anos e parte em sete anos. Também conseguiu um financiamento de US$ 1,1 bilhão por cinco anos.
Os recursos tiveram destino certo: o pagamento de um financiamento que a companhia havia feito no início do processo de recuperação. A empresa também obteve uma linha de crédito rotativa de cerca de US$ 500 milhões.
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O grupo Latam alcançou uma malha aérea de 144 destinos em 22 países em outubro e prevê recuperar mais de 85% da capacidade global até o fim de 2022 na comparação com 2019.
Entre 2021 e 2022, a companhia adicionou 10 novos destinos no Brasil e planeja operar 36 novas rotas até 2023.
Além disso, a Latam Cargo e as afiliadas de carga estão em meio a um plano de expansão que permitirá aumentar as respectivas frotas de 11 aeronaves Boeing 767-300F em 2019 para um total de 20 aeronaves Boeing 767-300F em 2024.
Recentemente, o grupo implementou uma joint venture com a Delta que permite que os passageiros acessem mais de 300 destinos entre EUA e Canadá e a América do Sul (Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai).
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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