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Apesar do prejuízo, o grupo de resseguros acumula um lucro líquido de R$ 63,2 milhões no primeiro bimestre de 2022, alta de cerca de 62% na comparação anual
A alegria do IRB Brasil (IRBR3) durou pouco. Depois de amargar centenas de milhões em prejuízo no ano passado e voltar a reportar lucro em janeiro de 2022, o grupo de resseguros voltou a fechar no vermelho em fevereiro. O resultado negativo foi de R$ 50,9 milhões, de acordo com relatório enviado à Susep, órgão regulador do setor.
Com o resultado, o IRB reverteu o lucro de R$ 20,8 milhões que havia registrado no mesmo mês de 2021.
Apesar do prejuízo, o IRB acumulou lucro líquido de R$ 63,2 milhões no primeiro bimestre de 2022, uma alta de 62% em relação aos R$ 38,8 milhões do mesmo período do ano passado.
As ações do IRB Brasil operaram em baixa nesta segunda-feira (25). Os papéis IRBR3 recuaram 1,72%, negociados a R$ 2,86. Os papéis acumulam desvalorização da ordem de 27% em 2022.
Os dados operacionais do IRB (IRBR3) também registraram piora em fevereiro. O grupo teve uma queda de 9,5% nos prêmios (receitas) na base anual, para R$ 478,5 milhões.
Os prêmios no Brasil avançaram 30,6%, para R$ 334,1 milhões, enquanto as receitas no exterior recuaram 47%, para R$ 144,4 milhões. De acordo com a companhia, a redução no exterior está alinhada à estratégia de foco no mercado doméstico.
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No bimestre, o dado reportou crescimento de 11,9% frente a janeiro e fevereiro de 2021, alcançando o montante de R$ 1.502 milhões.
Desse total, R$ 945,7 milhões foram de prêmios do IRB no Brasil, que subiram 31,4% na mesma base, e R$ 556,3 milhões no exterior, o que representa uma baixa de 10,6%.
Já no quesito despesas com sinistros, o IRB Brasil (IRBR3) mostrou queda de 50,2% em relação a fevereiro de 2021, somando R$ 188,9 milhões.
Assim, o índice de sinistralidade ficou em 81% em fevereiro deste ano, avanço de 10,3 pontos percentuais em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
No primeiro bimestre de 2022, a despesa com sinistro chegou a R$ 482,8 milhões, baixa de 27,9% na base anual.
Dessa forma, o índice de sinistralidade foi de 72,8% nos dois primeiros meses do ano, o índice de sinistralidade foi de 72,8%, alta de 2,2 pontos percentuais no comparativo ano a ano.
Segundo Waldir Morgado, sócio da Nexgen Capital, os números mostram uma mudança no foco do IRB, que está concentrando seus esforços no mercado doméstico, o que fica evidente quando se observa a queda nos prêmios fora do país.
Mesmo assim, a avaliação é de que o papel deve ser visto com cautela, já que está sendo negociado perto das mínimas históricas e a empresa registra prejuízos de maneira recorrente.
Também joga contra a ação, a acusação que recai sobre o ex-CFO do IRB de disseminar notícias falsas sobre investimentos na companhia.
O gestor ainda ressalta que “não temos posições deste papel, neste momento, na nossa carteira”.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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