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A decisão veio após um comunicado na última sexta-feira (11) em que a empresa afirmava que não iria pagar dividendos aos acionistas
*CORREÇÃO: Por um erro da redação, a matéria original informava de forma incorreta que o IRB havia voltado atrás no cancelamento dos dividendos. Mas os proventos foram cancelados e absorvidos pelo prejuízo. Segue a íntegra da nota corrigida:.
Depois de um banho de água fria nos investidores, que esperavam dividendos do IRB Brasil (IRBR3), a resseguradora confirmou, por meio de um comunicado à CVM neste domingo (13), que os dividendos foram absorvidos pelo prejuízo.
De acordo com o IRB, a regra é legal e não cabe debate prévio da administração da empresa para ser feito.
Segundo o balanço do quarto trimestre, o IRB fechou o período com prejuízo de R$ 370,9 milhões, uma queda de 42,4% na comparação com as perdas do mesmo período de 2020.
No ano passado, o resultado líquido da companhia foi negativo em R$ 683 milhões, o que significa uma perda 54% menor ano a ano.
Os planos da resseguradora incluíam a distribuição de R$ 27,28 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), anunciados em setembro do ano passado.
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O dinheiro, que equivale a R$ 0,03101001 por ação e é referente ao exercício de 2019, seria pago aos detentores de ações IRBR3 em 14 de agosto de 2020.
O motivo por trás do cancelamento é que o valor reservado para os proventos "foi absorvido por prejuízos apurados pela companhia em exercícios sociais posteriores", segundo explica o IRB em comunicado enviado à CVM.
Vale lembrar que a empresa e os acionistas enfrentam dias difíceis (e sem dividendos) desde o primeiro pregão de fevereiro de 2020, quando chegou ao mercado o alerta da Squadra. A gestora carioca foi a primeira a apontar a existência de inconsistências contábeis nos balanços da empresa de resseguros.
Executivos da companhia ainda tentaram salvar a imagem da empresa ao divulgar a notícia falsa de que a Berkshire Hathaway, holding de investimentos do bilionário Warren Buffett, havia aumentando a posição em IRBR3. E funcionou: os papéis recuperaram imediatamente parte das perdas.
Mas, assim como ocorreu com os balanços, o jogo virou quando a nova mentira foi descoberta. O IRB foi alvo de um vexame internacional depois que a Berkshire veio a público afirmar que nunca teve, não tem e não pretende ter ações da empresa.
No fechamento do mercado da última sexta-feira, os papéis IRBR3 registraram queda de 2,66%, negociados a R$ 2,93.
Na comparação mensal, as ações perdem 7,8%, enquanto a queda desde o início do ano é de cerca de 25%.
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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