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Vale relembrar que os dois candidatos ainda precisam passar pelo crivo da Assembleia Geral Ordinária, marcada para 13 de abril
Após a especulação que seguiu a desistência de Adriano Pires e Rodolfo Landim aos cargos de presidente da Petrobras (PETR4) e de seu Conselho de Administração, respectivamente, o governo confirmou nesta quarta-feira (06) quem são os novos indicados à chefia da petroleira.
Segundo nota divulgada há pouco pelo Ministério de Minas e Energia, o escolhido para a cadeira de presidente é José Mauro Ferreira Coelho, ex-diretor da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Já para o comando do Conselho, o governo optou pelo nome de Marcio Andrade Weber.
Coelho é químico industrial de formação e sua trajetória com o governo não começa agora. O indicado foi secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME até outubro de 2021, onde atuou desde abril de 2020, e comanda o Conselho de Administração da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) desde maio de 2020.
Weber, que já é conselheiro da Petrobras, era um dos cotados para a presidência. Já fazer parte do conselho facilitaria o caminho de aprovação, uma vez que ele poderia receber o "sim" para o cargo na reunião.
O executivo já passou por outras empresas do setor de óleo e gás, atuando como diretor da Petroserv e membro da Diretoria de Serviços da subsidiária da Petrobras, a Braspetro.
Os dois candidatos ainda precisam passar pelo crivo da Assembleia Geral Ordinária de acionistas, marcada para 13 de abril.
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Vale lembrar que os indicados originais aos cargos desistiram das posições há poucos dias. O economista Adriano Pires, que era o nome da União para a presidência, disse "não" ao cargo por "motivos pessoais", segundo dizia a carta que enviou ao MME.
Já Rodolfo Landim, apontado pelo governo federal para comandar o Conselho de Administração da Petrobras, abriu mão do posto para permanecer apenas como presidente do Clube de Regatas do Flamengo.
Landim anunciou a desistência após o clube perder a final do campeonato carioca para o Fluminense. Na ocasião, ele afirmou que o seu foco continuaria sendo o Flamengo; no entanto, ao longo do fim de semana começaram a circular as primeiras notícias quanto aos possíveis conflitos de interesse envolvendo os executivos indicados pelo governo.
A carta de Pires fala sobre esse problema: "Ficou claro para mim que não poderia conciliar meu trabalho de consultor com o exercício da Presidência".
Para mitigar os conflitos, o economista conta que já havia iniciado os procedimentos para desligar-se do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), consultoria da qual é sócio-fundador, mas, ao longo do processo, percebeu que não teria condições de fazê-lo "em tão pouco tempo".
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