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XEQUE-MATE?

Facebook e Instagram fora do ar? Sem dados, Zuckerberg ameaça tirar redes sociais da Europa

Meta sinaliza que decisão deve afetar material e adversamente os negócios da empresa, as condições financeiras e seus resultados operacionais

mark ao lado da logomarca nova da meta, que aposta no metaverso
Imagem: Imagem: Divulgação

O rei das redes sociais está prestes a levar um xeque-mate? Mark Zuckerberg surpreendeu o mercado mais uma vez depois dos resultados desastrosos da Meta (FBOK34) na semana passada ao afirmar que pode acabar com o Facebook e o Instagram. 

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A Meta, novo nome do Facebook, foi encurralada por rivais como Apple e Tik Tok e teve as ações punidas severamente pelo mercado após uma perda inédita de usuários, projeções fracas para o primeiro trimestre e resultados menores para os três últimos meses de 2021. Essa combinação fez as ações da empresa recuarem mais de 25% em uma sessão na semana passada. 

Mas, diferente do jogo de xadrez, o rei não está morto: em um movimento ousado, Zuckerberg disse que a Meta está considerando fechar o Facebook e o Instagram na Europa se não puder continuar transferindo dados de usuários de volta para os Estados Unidos.

A questão se resume às regulamentações que impedem a Meta de transferir, armazenar e processar dados de europeus em servidores norte-americanos. 

[captacao]

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Facebook e o adeus à Europa

Em seu relatório anual à SEC, como é conhecida a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a Meta alertou na quinta-feira (03) que, se nenhum novo marco for adotado e a empresa não puder mais usar o modelo atual de acordos, provavelmente terá que se afastar do continente. 

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Segundo a dona do Facebook, o processamento de dados de usuários entre países é crucial para o direcionamento de negócios e anúncios.

"Se não pudermos transferir dados entre países e regiões em que operamos, ou se formos impedidos de compartilhar dados entre nossos produtos e serviços, isso poderá afetar nossa capacidade de fornecer nossos serviços, a maneira como fornecemos nossos serviços ou nossa capacidade de direcionar anúncios", diz o comunicado.

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Um acordo é possível? 

A Meta esclareceu que acha que poderá chegar a um novo acordo este ano com as autoridades europeias, mas não descartou um cenário adverso. 

"Provavelmente não poderemos oferecer vários de nossos produtos e serviços mais significativos, incluindo Facebook e Instagram, na Europa", afirmou. 

A reação na Europa foi imediata. O parlamentar europeu Axel Voss, autor de algumas das legislações de proteção de dados da União Europeia (UE), disse que seria uma perda para a Meta deixar o bloco. 

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“Sempre pedi uma alternativa ao ‘escudo de privacidade’ da UE e dos EUA para encontrar um acordo equilibrado sobre troca de dados e sempre pedi flexibilidade da lei de proteção de dados. No entanto, a Meta não pode simplesmente chantagear a UE para desistir de seus padrões de proteção de dados, deixar a UE seria uma perda para ela”, afirmou Voss no Twitter. 

Facebook versus Europa: quando tudo começou

A Meta usa uma estrutura de transferência de dados chamada privacy shield (escudo de privacidade) como base legal para realizar transferências de dados transatlânticas.

Mas em julho de 2020, o Tribunal de Justiça Europeu anulou o tratado devido a violações da proteção de dados. Na ocasião, a maior autoridade legal da União Europeia (UE) argumentou que o padrão não protege adequadamente a privacidade dos cidadãos europeus.

Como resultado, as empresas norte-americanas foram restritas ao envio de dados de usuários europeus para os Estados Unidos e tiveram que confiar em SCCs (cláusulas contratuais padrão).

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A UE e os Estados Unidos disseram que estão trabalhando em uma versão nova ou atualizada do tratado.

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