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Empresa teve prejuízo líquido ajustado de R$ 428 milhões entre janeiro e março de 2022, queda de 18% na comparação anual
Os jatos da Embraer (EMBR3) podem até decolar, voar e pousar com perfeição, mas o balanço da fabricante brasileira de aviões não operou do mesmo jeito no primeiro trimestre de 2022.
A empresa até foi bem sucedida em diminuir as perdas no primeiro trimestre, mas não deixou de fechar no vermelho.
Apesar do resultado abaixo das expectativas dos analistas, as ações da companhia lideram as maiores altas do Ibovespa. Por volta das 11h50, os papéis EMBR3 avançavam 3,56%, negociados a R$ 13,96.
A Embraer teve prejuízo líquido ajustado de R$ 428 milhões entre janeiro e março de 2022, recuo de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado líquido atribuído a acionistas foi negativo em R$ 170,7 milhões, melhora de 65,1% na comparação anual.
A receita líquida chegou a R$ 3,076 bilhões no período em análise, queda de 30,9% frente ao primeiro trimestre de 2021.
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De acordo com a empresa, o resultado foi afetado principalmente por menores entregas nos segmentos de Aviação Comercial e Executiva e menores receitas em Defesa & Segurança. Esse desempenho inferior foi apenas parcialmente compensado por maiores receitas em Serviços & Suporte.
"Além disso, as entregas no trimestre foram impactadas negativamente pelo período de um mês de paralisação da companhia, em janeiro de 2022, devido a reintegração da unidade de negócio de Aviação Comercial", disse a Embraer.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia ficou negativo em R$ 1,1 milhão, revertendo o resultado positivo de R$ 82,1 milhões no primeiro trimestre de 2021.
Enquanto isso, a margem Ebitda foi de 0% entre janeiro e março, ante 1,8% no mesmo período do ano passado.
Em termos ajustados, o Ebitda chegou a R$ 45,4 milhões no trimestre, o que representa uma baixa de 55,1% na comparação ano a ano.
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