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Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

JÁ PODE PEDIR MÚSICA?

De olho roxo: BTG rebaixa recomendação para o Nubank e orienta venda de NUBR33

Depois de Itaú BBA e Empiricus, BTG Pactual entra para a lista das instituições financeiras para as quais o roxinho está sobrevalorizado

Ricardo Gozzi
10 de fevereiro de 2022
12:53
Nubank
Imagem: Shutterstock; Andrei Morais

O ano começou com o Itaú BBA iniciando a cobertura das ações do Nubank (NUBR33) com uma recomendação da venda.

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Alguns dias se passaram e a Empiricus, casa de análise à qual pertence o Seu Dinheiro, recomendou um short nos BDRs do roxinho.

Fevereiro chegou e agora é a vez de o BTG Pactual entrar para a lista das instituições financeiras que consideram os papéis do roxinho sobrevalorizados.

O que recomenda o BTG

Em relatório sobre o Nubank, o BTG cortou sua recomendação de compra para venda.

O maior banco de investimentos da América Latina também reduziu o preço-alvo de US$ 10 para US$ 8,50 para as ações do Nubank negociadas em Nova York no decorrer dos próximos 12 meses.

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Trata-se de um desconto de 17% em relação ao preço de fechamento de ontem.

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Deterioração do cenário de crédito

Os analistas do BTG Pactual têm observado que, apesar da boa performance das ações dos bancos no geral, os agentes do mercado financeiro têm-se mostrado cada vez mais preocupados com a deterioração do ciclo de crédito.

Isso se deve a uma série de fatores, como:

  • inflação em alta;
  • expectativa de elevação da taxa Selic;
  • fim do impacto dos programas de ajuda por causa da pandemia; e
  • endividamento das famílias em nível recorde.

Esse conjunto de fatores de risco tem levado os bancos a serem mais cautelosos em relação à concessão de crédito ao consumidor.

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‘Sem sentido’

Diante de toda a cautela observada na indústria financeira, o BTG Pactual considera “contraintuitiva” a recente recuperação no preço das ações do Nubank.

O problema, segundo o BTG, é que o Nubank está mais exposto à concessão de empréstimos de risco do que seus rivais. Isso porque todo o crédito concedido pela instituição é composto por clientes de cartão de crédito ou empréstimo pessoal.

Além disso, a base de clientes do Nubank é mais jovem e de renda mais baixa que a de seus concorrentes. “Por isso parece muito improvável que ele não seja impactado” pela deterioração do cenário de crédito, avaliam os analistas do BTG.

Desempenho volátil

O fato é que as ações do roxinho têm protagonizado intensa volatilidade desde sua estreia, em dezembro de 2021.

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Depois de acumularem alta de mais de 30% nos dias que se seguiram ao IPO em Nova York, os papéis do Nubank entraram em uma espiral de queda antes de se recuperarem esta semana.

Em alguns momentos, o valor de mercado do Nubank chegou a superar os de Itaú e Bradesco.

Hoje, as ações do banco já operavam em forte queda novamente.

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