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Apenas no quarto trimestre, lucro líquido ajustado da Cosan cresceu 58,5% na comparação com o mesmo período de 2020
O lucro líquido ajustado da Cosan (CSAN3) no quarto trimestre de 2021 chegou a R$ 411,2 milhões, uma alta de 58,5% na comparação com o mesmo período de 2020.
Em 2021, o lucro líquido ajustado da companhia praticamente dobrou, ficando em 2,738 bilhões, avanço de 91,5% em relação a 2020, alavancado pelo desempenho da Compass.
Segundo a Cosan, estes efeitos foram parcialmente ofuscados pelo cenário mais desafiador enfrentado pela Rumo, em decorrência da quebra de safra do milho, e aumento das despesas financeiras.
O lucro líquido contábil no quarto trimestre de 2021 foi de R$ 1,277 bilhão e no ano totalizou R$ 6,3 bilhões, o maior da história da companhia, refletindo também os ganhos líquidos do IPO da Raízen e da incorporação da Biosev. No quarto trimestre de 2020, a Cosan havia registrado prejuízo de R$ 112 milhões.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) pró-forma ajustado da companhia no quarto trimestre atingiu R$ 2,8 bilhões, queda de 6,1% ante o mesmo período de 2020, impactado pelos efeitos da quebra da safra do milho na Rumo, parcialmente compensados pelos melhores resultados dos demais negócios.
A receita operacional líquida ficou em R$ 34,352 bilhões no quarto trimestre, um aumento de 52,4% ante o mesmo período de 2020.
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Em carta que acompanha o resultado, o presidente da Cosan, Luis Henrique Guimarães, diz que os desafios foram inúmeros em 2021, com a pandemia, volatilidade nos principais indicadores macroeconômicos e nas commodities, efeitos climáticos implicando quebra de safras, escalada das taxas de juros, pressão inflacionária e desaceleração dos estímulos para a economia. Ao mesmo tempo, o avanço da vacinação contra a covid-19 trouxe dose concreta de esperança e otimismo, e com ela a retomada da atividade econômica.
Na Raízen, ele comentou que a expertise em precificar os produtos renováveis e o açúcar, bem como o foco em eficiência das operações, mais que compensaram a menor disponibilidade de cana e a pressão inflacionária nos custos de produtos.
Na Compass Gás & Energia, ele afirma que o ano encerrou com forte aumento de volume em todos os segmentos de atuação, fundamentado pela contínua expansão da rede de distribuição da Comgás e melhoria dos processos visando a geração de eficiência e satisfação dos clientes. A assinatura da prorrogação do contrato de concessão até 2049 foi um importante marco para a companhia, segundo ele, assegurando o compromisso com a sustentabilidade de longo prazo da operação.
Sobre a Rumo, ele disse que foi ajustada a estratégia comercial frente às adversidades oriundas da quebra de safra de milho, diversificando cargas e ampliando participação de mercado na exportação de grãos.
No entanto, enquanto ela olhava para dentro de seu negócio, as concorrentes se movimentavam. Agora, ela precisará correr se quiser se manter como uma competidora relevante no jogo do varejo brasileiro
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