CEO da CCR (CCRO3) renuncia ao cargo na véspera do leilão de aeroportos
Apontada como favorita, a CCR vai ficar fora da disputa dos aeroportos, mas a saída de Marco Antonio Cauduro aparentemente não tem relação com esse fato

Na véspera da nova rodada de leilões de aeroportos, que acontece amanhã, o CEO da CCR (CCRO3), Marco Antonio Cauduro, decidiu renunciar ao cargo.
Apontado como favorito para arrematar o aeroporto de Congonhas, o grupo anunciou ontem que vai ficar fora da disputa. Mas a saída de Cauduro aparentemente não tem relação com esse fato.
De acordo com a CCR, o atual diretor-presidente pediu para deixar a companhia por questões de foro pessoal. Cauduro permaneceu por dois anos e meio no cargo. A saída foi alinhada com o conselho de administração e o executivo vai participar do processo de transição.
Para a XP, a notícia é uma perda inesperada para a CCR, pois Marco Cauduro é muito bem visto pelo mercado. Ainda assim, a corretora mantém a recomendação de compra para as ações da empresa (CCRO3).
CCR fora do leilão de aeroportos
A CCR era a principal cotada para vencer o leilão de aeroportos de amanhã. Ou pelo menos era, já que o grupo informou ontem à noite que decidiu não participar desta rodada de concessões.
A conquista de Congonhas fortaleceria a presença da companhia na região Sudeste, onde também administra os aeroportos de Confins e Pampulha.
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Vale lembrar que, há poucos meses, a CCR renovou seu contrato de concessão da Via Dutra, que liga São Paulo e Rio de Janeiro — ela já era a administradora da rodovia e derrotou a EcoRodovias no leilão para relicitação do ativo.
A CCR arrematou, em abril do ano passado, os blocos Sul e Central da sexta rodada de leilões de aeroportos, incluindo mais 15 terminais em seu portfólio.
Na semana passada, a companhia informou seus resultados referentes ao segundo semestre, com um lucro líquido de R$ 291,3 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 44 milhões em igual período do ano passado.
Já a receita líquida da CCR alcançou R$ 3,08 bilhões no segundo trimestre, alta de 32,7% na comparação anual e uma alavancagem estável de 1,8 vezes.
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