Ação da Brisanet (BRIT3) está barata? Empresa vai recomprar até 9,5 milhões de papéis na bolsa
Em menos de um ano de sua estreia na B3, ações da provedora de internet acumulam queda de quase 68%, cotadas a R$ 4,48 no último pregão

A Brisanet (BRIT3) começou o mês de fevereiro com um sinal positivo: a aprovação de um novo programa de recompra de até 9,5 milhões de ações ordinárias.
O montante equivale a cerca de 9,9% do total de papéis da companhia em circulação atualmente, de 95.942.067 ações, e a aproximadamente 2,11% do total de ativos de emissão da companhia.
O programa teve início nesta quinta-feira e poderá ser estendido por 12 meses, até 02 de fevereiro de 2023.
Quando uma empresa adquire os ativos em uma recompra, estes são mantidos em Tesouraria e, assim, não ficam mais em circulação na bolsa.
[captacao]
Para que serve a recompra de ações?
Existem inúmeros motivos que levam uma empresa a anunciar um programa como esse, entre eles:
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- Ela acredita que suas ações estão baratas ou mal avaliadas pelo mercado;
- A companhia precisa distribuir ações aos executivos como bônus e não quer emitir novos papéis;
- A empresa quer gerar valor ao acionista que continua em sua base, apesar da instabilidade do mercado.
Para a provedora de internet, o objetivo do novo programa será a permanência em tesouraria, cancelamento ou eventual alienação das ações no mercado.
Como a Brisanet quer maximizar a geração de valor para seus investidores, a recompra é uma outra maneira de a companhia dar retorno pro seu acionista.
A diferença é que o método utiliza a valorização das ações, em vez da distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio.
Vale lembrar que uma moeda sempre possui dois lados. Assim, o ponto negativo da recompra é que os papéis perdem liquidez na bolsa, uma vez que menos ações são negociadas.
Brisanet na B3
A Brisanet é jovem na bolsa brasileira, e não faz nem um ano que a empresa abriu seu capital na B3.
Em julho de 2021, a maior do país entre os provedores independentes de internet de fibra óptica levantou quase R$ 1,5 bilhão em uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
A empresa precificou os papéis a R$ 13,92, no piso da faixa indicativa definida pelos coordenadores da oferta.
Desde então, as ações viram seu preço encolher cada vez mais. De lá para cá, BRIT3 acumulou cerca de 68% de desvalorização. Somente em 2022, os ativos recuaram quase 10%.
No pregão da última quarta-feira (02), BRIT3 encerrou a sessão em alta de 1,59%, cotada a R$ 4,48 por ação.
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