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A varejista confirma algo que os analistas já desconfiavam: o primeiro trimestre não será motivo de comemoração na bolsa
O ano não tem sido muito bom para a Via (VIIA3) até agora. Pressionadas pela inflação que não arreda o pé do país, as ações da varejista, que é dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio, recuam mais de 46% desde o início de 2022. E o balanço financeiro, divulgado nesta segunda-feira (9), pode piorar ainda mais a situação.
Isso porque a empresa confirmou algo que os analistas já desconfiavam: o primeiro trimestre não será motivo de comemoração na bolsa. O lucro líquido contábil — que inclui custos das provisões com processos trabalhistas —recuou 90%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, para R$ 18 milhões.
Já o lucro líquido operacional da Via no período somou R$ 86 milhões nos primeiros três meses do ano, o que representa uma queda de 52,2% em base anual.
A empresa explica, no entanto, que se considerado o resultado comparável do ano anterior, a queda foi menor, de R$ 36,5%.
Na contramão, o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, da sigla em inglês) ajustado subiu 15,2% entre janeiro e março, para R$ 673 milhões. O Ebitada ajustado operacional totalizou R$ 758 milhões nos primeiros três meses do ano, um aumento de 29,8% em base anual.
A receita líquida líquido no período somou R$ 7,4 bilhões, uma queda de 2% em relação a janeiro a março de 2021.
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A Via (VIIA3) reportou margem de 10,2% no primeiro trimestre, com avanço de 2,5 pontos percentuais. A varejista explica que a alta está ligada aos "fortes ganhos de produtividade e bom controle de despesas".
Já o GMV (Gross Merchandise Volume) — o volume bruto de mercadorias, uma métrica muito utilizada por empresas de comércio eletrônico para vendas — foi de R$ 10,673 bilhões, um aumento de 3,3%.
Já GMV Ominicanal (1P), ou seja a integração de todos os canais de contato disponíveis, atingiu R$ 9,509 bilhões no primeiro trimestre, o que representa um aumento de 2,3% em base anual.
O GMV Ominicanal (3P) da Via, por sua vez, totalizou R$ 1,164 bilhão, incremento de 12% em termos anuais.
Os investimentos da Via (VIIA3) totalizaram R$ 312 milhões entre janeiro e março deste ano, com alocação de 60% do total em projetos relacionados à tecnologia e logística — um apoio ao crescimento e digitalização da varejista.
No final de março, o caixa líquido ajustado era de R$ 546 milhões, o que representa uma redução de 84,9% em relação ao mesmo período de 2021.
O indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 0,4 vez em março deste ano, uma queda de 0,9 vez em base anual.
Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4
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