Lucro líquido da Petrobras (PETR4) salta 1400% para valor recorde em 2021 e petroleira anuncia dividendos complementares; veja como abocanhar uma fatia dos proventos
A petroleira propõe a distribuição R$ 2,8610762 brutos por ação em dividendos complementares, com pagamento previsto para 16 de maio

Se a temporada de balanço das empresas brasileiras fosse um baile aos moldes do famoso MET Gala, a chegada da Petrobras (PETR4) com os seus resultados trimestrais seria o momento que monopolizaria todos os holofotes.
Ainda mais com números deste calibre: a gigante do petróleo e da bolsa brasileira encerrou 2021 com o maior lucro líquido de sua história, de R$ 106,7 bilhões. O valor representa um salto de 1.400% na comparação com o ano anterior.
O aumento expressivo foi impulsionado "principalmente pela alta de 77% do preço do Brent em reais no período, aliado a maiores volumes de venda no mercado interno e melhores margens de derivados", conforme destaca a companhia.
No quarto trimestre, o indicador chegou a R$ 31,5 bilhões, queda de 47,4% na comparação com o mesmo período de 2020. A cifra, porém, superou o consenso da Refinitiv, que previa R$ 23 bilhões nessa linha do balanço.
Segundo a Petrobras, o número foi afetado pela menor reversão de impairment - termo contábil que indica a desvalorização dos ativos de uma empresa - e maiores gastos com importações e participações governamentais.
Entre outros destaques financeiros, o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, da sigla em inglês) ajustado recorrente cresceu 84,3% e encerrou o ano em R$ 234 bilhões.
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Dividendos fartos
Além de chamarem atenção por si só, os números da Petrobras também capturam os olhos do mercado por indicarem qual será o grau de fartura dos dividendos distribuídos pela estatal.
E a petroleira, que é reconhecida como uma das maiores pagadoras de provento do país, não fez mistério quanto a isso: antes mesmo de liberar o balanço, divulgou um comunicado sobre a política de remuneração aos acionistas.
Segundo o documento, será encaminhada à Assembleia Geral de Acionistas, marcada para 13 de abril, a proposta de distribuição R$ 2,8610762 brutos por ação em dividendos complementares.
Somado aos pagamentos antecipados em agosto e dezembro do ano passado, o valor eleva a R$ 7,773202 a remuneração total proposta para o exercício social de 2021.
"O dividendo proposto está alinhado à Política de Remuneração aos Acionistas, que prevê que, em caso de endividamento bruto inferior a US$ 65 bilhões, a Petrobras poderá distribuir aos seus acionistas 60% da diferença entre o fluxo de caixa operacional e investimentos", destaca o comunicado.
Como a dívida recuou para US$ 58,7 bilhões no período, foi possível aplicar a fórmula de maneira integral já nos proventos referentes aos resultados do ano passado.
Se a proposta for aprovada, terá direito ao dinheiro quem possuir ações PETR3 ou PETR4 na mesma data na qual está marcada a assembleia. Os papéis serão negociados "ex-direitos" a partir de 14 de abril, e o pagamento dos dividendos está previsto para o dia 16 de maio.
Tudo isso mostra que a Petrobras virou uma "máquina de fazer dinheiro". Aliás, o Bank of America destaca que ação tem potencial de subir mais, conforme contamos um post do nosso Instagram. Confira abaixo e aproveite para nos seguir por lá (basta clicar aqui).
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Engordando o caixa, aumentando a produção
Com a política de desinvestimentos a todo vapor, a Petrobras viu a venda de ativos engordar seu caixa em US$ 4,8 bilhões em 2021. A maior das negociações, a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) para o fundo de investimentos Mubadala Capital, rendeu US$ 1,8 bilhão.
Outro ponto alto do ano foi a conclusão da oferta das ações da Vibra Energia (VBRR3), a antiga BR Distribuidora. Uma das maiores operações secundárias já feitas no Brasil movimentou US$ 2,2 bilhões.
Além da otimização do portfólio, a petroleira também voltou seu foco para o incremento na produção em águas profundas. Foram iniciadas as operações do FPSO Carioca, primeira plataforma no campo de Sépia - localizado no pré-sal da Bacia de Santos - e concluído o ramp-up da P-70, no campo de Atapu.
[captacao]
BofA aposta em alta das ações
Os resultados sólidos devem impulsionar ainda mais o rali das ações PETR3 e PETR4, que já avançam mais de 18% e 20%, respectivamente, neste ano. E, para os analistas do Bank of America (BofA), há muito espaço para subir ainda.
O banco norte-americano reiterou recentemente a recomendação de compra para a estatal e elevou o preço-alvo dos ADRs (recibos de ações negociados em Nova York) de US$ 14,50 para US$ 16,50.
Os analistas acreditam que o cenário doméstico só deve ficar menos conturbado após as eleições de outubro, mas, por outro lado, a recente valorização do petróleo deve afetar positivamente os próximos resultados da empresa.
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