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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

DE BOA COM A VOLATILIDADE

Itaú BBA inclui B3 (B3SA3) na carteira Top 5 e vê ação como defensiva para enfrentar 2022

A Top 5 é composta pelas cinco principais recomendações do Itaú BBA para capturar oportunidades de médio prazo e passa a contar com Petrorio, Banco BTG, Hapvida, B3 e Eletrobras

Camille Lima
Camille Lima
8 de fevereiro de 2022
12:51 - atualizado às 13:55
Montagem do touro dourado encarando urso dourado na frente da B3 | Ibovespa
Para Itaú, 2022 será um ano marcado pela volatilidade e a B3 deve ser beneficiada pelo cenárioImagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Itaú BBA decidiu reforçar a defesa de sua carteira de recomendações Top 5 na bolsa. Para isso, incluiu na selação as ações da B3 (B3SA3), a dona da bolsa de valores brasileira.

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A carteira Top 5 é composta pelas cinco principais recomendações do banco para capturar oportunidades de médio prazo, considerando a análise fundamentalista, o momento de mercado e fundamentos macroeconômicos.

Agora, a carteira é composta por Petrorio (PRIO3), Banco BTG (BPAC11), Hapvida (HAPV3), B3 (B3SA3) e Eletrobras (ELET3; ELET5 e ELET6).

“Gostamos de teses que julgamos mal precificadas ou daquelas defensivas, que nos ofereçam qualidade a um preço interessante – B3, na nossa opinião, é uma tese que se encaixa no segundo tipo de oportunidade”, disse o Itaú.

Para o banco, a bolsa é uma tese barata, com qualidade e certa proteção contra o real desvalorizado. Além disso, ela ainda pode se beneficiar do fluxo de capital estrangeiro.

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Bem-vinda, B3

Não é à toa que a B3 entrou para o ranking. Na visão do Itaú, 2022 será um ano marcado pela volatilidade — dos mercados de ações, câmbio e juros —, e isso pode ser positivo para a bolsa de valores brasileira.

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Isso porque, com o aumento da instabilidade dos mercados, os investidores tendem a procurar derivativos (como opções e contratos futuros) para proteger suas carteiras.

Olhando para a situação cambial, os serviços precificados em dólar e os derivativos sobre a moeda norte-americana podem trazer certa proteção contra a depreciação do real.

Já no caso dos juros mais altos, a posição de caixa da bolsa deve acelerar seus resultados trimestrais.

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Além disso, com o cenário internacional conturbado, com a iminente alta dos juros nos Estados Unidos, tensões entre a Ucrânia e a Rússia e incertezas sobre a economia da China, os investidores voltam a olhar para o mercado brasileiro. 

Caso o fluxo de entrada de capital estrangeiro deste mês também continue no mesmo ritmo que em janeiro, de US$ 24,8 bilhões, os investidores lá de fora devem ter como alvo a B3 para investir seu dinheiro.

É tchau pra quem tem joia

O Itaú BBA via a Vivara (VIVA3) como a sua aposta do banco para o processo de reabertura da economia durante a pandemia e incluiu a joalheria na Top 5 depois que a joalheria se adaptou ao cenário mais rápido que o esperado.

Com as restrições causadas pelo aumento de casos da covid-19, a empresa se viu na necessidade de expandir suas vendas pela internet e acelerou sua agenda de transformação digital.

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Mas, de olho no risco do setor — tanto em crescimento de receita quanto de rentabilidade —, a casa decidiu "dar tchau” para a Vivara e ceder o lugar para a B3 na nova versão da carteira.

O Itaú destaca que a companhia continua sendo a sua preferida do varejo, por seu potencial de consolidação de mercado e na sua capacidade de capturar mercado de competidores, mas prefere ficar fora do setor.

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