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Com preços do petróleo em alta e dividendos, analistas mantém recomendação de compra para a Petrobras, apesar do risco político
Depois de um verdadeiro rali de alta de 42% em dólares apenas nos últimos três meses, as ações da Petrobras (PETR3) e (PETR4) ainda têm espaço para subir? Para os analistas do Bank of America (BofA), a resposta é sim.
O banco norte-americano reiterou a recomendação de compra para a estatal e elevou o preço-alvo dos ADRs (recibos de ações negociados em Nova York) de US$ 14,50 para US$ 16,50.
No pregão de hoje, os ADRs da Petrobras operam em queda de 0,29%, cotados a US$ 13,93.
Se, por um lado, o cenário doméstico só deve ficar menos conturbado após as eleições de outubro, por outro, a recente valorização do petróleo deve afetar positivamente os próximos resultados da empresa, segundo o BofA.
Ao mesmo tempo, riscos envolvendo a política de preços da estatal e retóricas sobre privatização permanecem no radar como fatores de risco.
O balanço do último trimestre de 2021 da Petrobras só deve ser divulgado no final de fevereiro, mas são esperados números sólidos devido à alta dos preços do petróleo tipo Brent, utilizado como referência para a empresa.
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Em relação ao mesmo mês do ano passado, o preço do barril do Brent teve um aumento de 78%. Contudo, a desvalorização do real no ano passado deve impactar o caixa da empresa.
“Nós esperamos que a companhia comece a pagar dividendos regularmente nos próximos trimestres de aproximadamente 60% do seu caixa livre”
destaca o relatório
Apesar dos riscos inerentes de intervenção estatal na Petrobras, os analistas Frank McGann e Isabel Saffioti entendem que pesa do lado positivo o debate envolvendo a política fiscal dos combustíveis.
Por fim, uma sólida política de dividendos pode sustentar o valuation da empresa, de acordo com o BofA.
Mesmo com o relatório destacando mais pontos positivos do que negativos, as ações da Petrobras operam no vermelho hoje. A alta volatilidade do barril do Brent tem penalizado a estatal brasileira nos últimos pregões.
Depois de bater recordes e permanecer alguns dias no patamar de US$ 95, o barril do Brent é negociado a US$ 93,16, uma alta de 0,20% por volta das 14h30. Somado a isso, as tensões entre Rússia e Ucrânia elevam a volatilidade da maior commodity energética do mundo.
| Ticker | ULT | Var% |
| PETR3 | R$ 35,60 | -1,39% |
| PETR4 | R$ 32,54 | -0,79% |
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