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Analistas do Citi conversaram com o diretor financeiro (CFO) da companhia, Willy Jordan, e relatam que a empresa ainda tem um longo caminho até a virada operacional completa, o que pode pedir uma nova injeção de recursos.
Com novos prejuízos acumulados e uma reestruturação incompleta, o IRB pode precisar realizar um novo aumento de capital para garantir a solvência da companhia.
Analistas do Citi conversaram com o diretor financeiro (CFO) da companhia, Willy Jordan, e relatam que a empresa ainda tem um longo caminho até a virada operacional completa, o que pode pedir uma nova injeção de recursos.
Caso a operação de fato ocorra, esse será o segundo aporte feito desde 2020, quando a fiscalização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) confirmou a suspeita de fraudes no balanço da companhia. O primeiro aumento de capital foi de R$ 2,3 bilhões, com aporte de R$ 600 milhões de seus principais acionistas – as seguradoras de Bradesco e Itaú.
O executivo da resseguradora aponta que a reestruturação e o retorno aos dias lucrativos se mostram mais complexos devido ao fato de que as fraudes contábeis esconderam que a companhia não dava lucro.
Segundo Jordan, o processo mais longo de recuperação da companhia também pode levar a uma realocação de ativos, com venda de carteiras para reduzir o capital regulatório da companhia e abrir espaço para focar os negócios em mercados em que o IRB possa ter vantagem, como o Brasil e a América Latina.
Hoje, as ações do IRB (IRBR3) fecharam com a segunda maior queda do Ibovespa, de 9,04%, a R$ 3,02.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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