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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

A CORRIDA COMEÇOU

Juro de 10 anos nos EUA atinge maior nível desde abril após ata do Fed. O que isso significa para quem investe?

Embora a realidade pareça distante, movimento tem efeito sobre empresas e sobre as ações em carteira

Carolina Gama
5 de janeiro de 2022
19:31 - atualizado às 19:45
Imagem: Shutterstock

Sabe quando os analistas dizem que uma alta da taxa básica nos Estados Unidos vai afetar ativos de países emergentes como o Brasil? Pois bem. Isso foi visto na prática hoje, quando os juros projetados pelos títulos de dívida do governo norte-americano (Treasuries) subiram ao seu nível mais forte em nove meses. 

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Os yields dos Treasuries de dez anos - que estão entre os ativos considerados mais seguros do mundo - deram um salto para a casa de 1,70%, nível que não era visto desde pelo menos abril de 2021. Confira a nossa cobertura de mercados

O gatilho para isso foi a divulgação da ata da reunião de dezembro do Federal Reserve (Fed), como o banco central norte-americano é conhecido. O documento acabou com as esperanças dos investidores de desfrutar de dinheiro farto por mais tempo nos Estados Unidos.

A mensagem da ata de que a taxa básica, hoje perto de zero, pode subir mais rápido e mais vezes do que era esperado foi o suficiente para provocar uma corrida dos investidores para os títulos de dívida do governo norte-americano.

Corrida lá, menos dinheiro aqui

Mas, afinal, o que isso tudo significa? A alta de juros pelo Fed nos Estados Unidos afeta os mercados globais e uma taxa básica mais elevada por lá, torna os Treasuries muito mais atraentes

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Isso se traduz na diminuição do apelo de ativos de risco, como as bolsas, e os de países emergentes a exemplo do Brasil.

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Hoje, com os juros perto de zero, as empresas conseguem o chamado negócio de pai para filho ao tomar um empréstimo. 

Uma taxa mais elevada significa que esses empréstimos vão encarecer, a dívida corporativa pode aumentar e a percepção do valor de uma companhia na bolsa pode diminuir, refletindo em seus papéis no mercado. 

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Para as empresas brasileiras, que tomam crédito no exterior ou que tem negócios lá fora, o cenário é mais ou menos o mesmo. 

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