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QUEM FALA O QUE QUER…

Duelo de titãs: Biden dá ultimato à China e enfurece Xi Jinping; veja o que o presidente dos EUA disse

O chefe da Casa Branca está em viagem ao Japão — a primeira ao país, um importante aliado na Ásia, desde que tomou posse — e não economizou provocações a Pequim

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, grita ao microfone
Joe Biden, presidente dos EUA -

Os titãs enfrentaram Zeus e os deuses do Olimpo pela ascensão de poder. A batalha definiria o domínio do universo. A rivalidade entre EUA e China não fica devendo em nada para uma das guerras mais emblemáticas da mitologia grega. 

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Assim como os titãs lançaram mão de uma nova arma — Tifão — para um último desafio aos deuses, nesta segunda-feira (23), o presidente norte-americano, Joe Biden, deu um ultimato aos chineses com Taiwan. 

O chefe da Casa Branca disse que estaria disposto a usar a força para defender a ilha, provocando agradecimentos do lado taiwanês, mas enfurecendo o presidente da China, Xi Jinping.

Biden falou, Xi não gostou

O presidente norte-americano está no Japão — um grande aliado na Ásia — em sua primeira viagem ao país desde que assumiu o cargo. 

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Quando perguntado em uma entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, se os EUA estariam preparados para defender Taiwan se atacados, Biden respondeu: “Sim”.

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“Concordamos com a política de ‘uma China’. Nós assinamos isso. Todos os acordos de atendimento [foram] feitos a partir daí. Mas a ideia de que isso pode ser tirado à força simplesmente não é apropriado”. 

Presidente dos EUA, Joe Biden, sobre relação entre China e Taiwan

Sob a política de “uma China”, os EUA reconhecem diplomaticamente a posição de Pequim de que existe apenas um governo chinês.

No entanto, os norte-americanos também mantêm um relacionamento “não oficial robusto” com Taiwan, fornecendo equipamentos militares para a ilha de acordo com a Lei de Relações de Taiwan, de 1979. 

Este ato não exige que os EUA intervenham militarmente para defender Taiwan se a China invadir, mas torna uma política garantir que a ilha tenha recursos para se proteger e impedir Pequim de unificar unilateralmente a região.

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Taiwan e a China continental são separadas pelo Estreito de Taiwan, que tem apenas 160 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito. 

A China reivindica Taiwan como parte de seu próprio território e vem pressionando a ilha democrática a aceitar seu governo.

Quem fala o que quer…

Se tem uma coisa que o governo chinês não admite é a intromissão em assuntos internos. E é assim que o presidente Xi Jinping vê Taiwan — como um assunto interno da China. 

Por isso, a reação de Pequim às declarações de Biden foi imediata. O governo de Xi fez questão de reafirmar que a China não tem espaço para compromissos ou concessões relacionadas a questões de soberania e integridade territorial.

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“Ninguém deve subestimar a forte determinação, vontade firme e forte capacidade do povo chinês de defender a soberania nacional e a integridade territorial, e não se opor aos 1,4 bilhão de chineses”, disse o Ministério das Relações Exteriores da China.

Pequim  também expressou “forte insatisfação e firme oposição” às declarações do rival norte-americano. 

EUA x China: a guerra dos titãs

A China intensificou suas provocações militares a Taiwan nos últimos anos, em um esforço ostensivo para intimidar o que vê como uma província rebelde na aceitação das exigências de Pequim de se unificar com o continente.

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No início do ano, um analista político destacou a tensa relação entre os EUA e a China em relação a Taiwan como o principal risco para a Ásia em 2022.

Com uma ameaça desse tamanho no quintal, o premiê japonês disse que a posição de EUA e Japão sobre Taiwan permanece inalterada. 

Ele “ressaltou a importância da paz e estabilidade do Estreito de Taiwan, que é um elemento indispensável para a paz e a prosperidade das comunidades internacionais”.

*Com informações da CNBC

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