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Nenhuma boa fase de videogame está completa sem um bom desafio. É justamente isso que faz com que o próximo nível seja tão recompensador e emocionante, mas nem sempre as coisas andam como o planejado. O “chefão” não seria o chefão se ele não fosse duro na queda.
O mercado brasileiro parece empacado na mesma fase do jogo há alguns bons meses, mas pelo menos tem sido bem-sucedido em evitar um game over. É que toda vez que o chefão parece ter sido finalmente derrotado, ele assume novas formas. Em certos momentos pode até parecer que alguns truques tirados da cartola e manobras complexas podem ser a combinação perfeita, mas não passam de ilusões.
Infelizmente para os investidores brasileiros, esse problema não é facilmente resolvido com o botão de "desligar" e uma voltinha para tomar um ar. O risco fiscal está por toda parte.
A PEC dos precatórios parecia ter sido a solução, mas o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros, segue falando em revisar mais uma vez as contas para encaixar mais gastos. Os servidores públicos também fazem pressão e buscam reajustes semelhantes aos concedidos aos policiais. Isso sem falar na falta de compensação tributária para a prorrogação da desoneração da folha de pagamento para quase 20 setores.
Com um chefão dessa magnitude, os juros futuros voltaram a disparar, e o DI com vencimento para janeiro de 2023 encerrou a sessão acima dos 12%. A inclinação da curva de juros contaminou os demais ativos, que tiveram um dia de muita volatilidade.
Pelo segundo dia consecutivo, as empresas produtoras de commodities foram responsáveis por limitar as perdas da bolsa brasileira. O Ibovespa chegou a operar em alta, mas encerrou a sessão em queda de 0,39%, aos 103.513 pontos.
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O risco fiscal fez sua parte, mas as pressões externas também contribuíram para o dia instável do dólar. A ata da última reunião do Federal Reserve será divulgada amanhã, e os investidores voltam a temer um indicativo mais concreto sobre a elevação da taxa de juros no país. A moeda americana encerrou o pregão em alta de 0,48%, a R$ 5,6900.
Confira também alguns dos destaques do noticiário corporativo que movimentaram o dia:
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta terça-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
BTC HOJE
Bitcoin perde patamar dos US$ 47 mil e contamina mercado de criptomoedas. Os dados internos da blockchain do bitcoin não apontam para uma única direção, apesar do sentimento otimista dos investidores.
AS DISPARADAS DA BOLSA
Em ano de queda do Ibovespa, ações fora do radar chegaram a subir mais de 500% na bolsa. Das dez ações que mais se valorizaram em 2021, entre as 300 de maior volume negociado na bolsa, oito não integram o principal índice da bolsa brasileira, que caiu quase 12% no ano passado; quatro delas, porém, estão em recuperação judicial.
OLHANDO PARA CIMA
JBS conclui compra da empresa de processamento de suínos Rivalea e se torna líder do segmento na Austrália. Negócio foi anunciado em junho e estava sujeito a aprovações regulatórias de autoridades australianas.
TRIBUTAÇÃO ZERO
Agora você pode gastar até US$ 1 mil no exterior sem pagar impostos; entenda o que mudou. Novo limite vale para cada passageiro que chega ao país por via aérea ou marítima. Valor não era revisado desde 1991.
MERCADO AQUECIDO
XP Investimentos amplia o leque de produtoras de conteúdo e compra fatia minoritária do Grupo Suno. A XP já conta com outras empresas do mesmo segmento no portfólio, como Rico, Clear, IM+ e a escola de investimentos Xpeed.
EM QUAL INVESTIR?
Ações do Brasil ou dos Estados Unidos? Descubra qual é a melhor estratégia para quem quer lucrar em 2022. Em vídeo, o analista da Empiricus, João Piccioni, responde quais ações valem mais a pena neste ano, se as negociadas no Brasil ou nas bolsas americanas.
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