Sanções de Biden não assustam e bolsa da Rússia sobe até 16% — mas o desempenho na semana de início da guerra manda recado a Putin
Em resposta às medidas econômicas contra o país, o BC russo afirmou que prepara uma série de medidas para conter o impacto criado pela Casa Branca

As medidas econômicas para conter o avanço russo sobre a Ucrânia chegaram a empolgar os índices americanos, mas fizeram pouco efeito nas primeiras horas do pregão na Rússia. Por lá, as bolsas registram altas de até 16% na manhã desta sexta-feira (25).
Por volta das 9h, o RTSI, índice constituído pelas 50 maiores ações do país, avançava 16,76%, aos 868,10 pontos. No mesmo horário, o MOEX, principal índice da bolsa russa, saltava 11,97%, aos 2.305,39 pontos.
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Bolsa em alta? Não se engane
Apesar do desempenho positivo de hoje, o MOEX acumula perdas de 33,21% na semana em que o país iniciou uma investida contra seu vizinho.
Vale ressaltar que boa parte dessa queda foi registrada ontem (24) após o anúncio de que os primeiros mísseis caíram na Ucrânia. O principal índice da bolsa russa chegou a despencar cerca de 40% em um determinado momento do dia.
De maneira semelhante, o RTSI também tem um desempenho fraco nos últimos dias, caindo cerca de 39,7% até o momento.
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Biden contra a economia russa
As medidas de Joe Biden para conter o avanço da Rússia são mais de caráter econômico do que militar — a própria Otan já informou que não deve enviar tropas para a região.
O chefe da Casa Branca disse que a totalidade das penalidades visa US$ 1,4 trilhão em ativos e incluirá medidas específicas contra bancos russos como VTB Bank.
Putin contra Biden
Em contrapartida, o banco central russo afirmou que está comandando os primeiros passos de Moscou contra a investida do Ocidente para sufocar o conflito no leste da Ucrânia.
A autoridade monetária indicou que vai fornecer todo o apoio às instituições financeiras sancionadas e foi além: irá intervir no mercado de câmbio pela primeira vez em anos e tomar medidas para controlar a volatilidade.
Nos últimos dias, o rublo russo se desvalorizou cerca de 6,98% em relação ao dólar americano.
Rússia e um amigo de peso
O medo de punições econômicas por parte dos Estados Unidos deve perder ainda mais força após o anúncio de que a China deve manter o comércio com Rússia e Ucrânia.
O Ministério das Relações Exteriores da China disse ontem que o comércio do país com a Rússia e a Ucrânia permanecerá “normal” e se recusou a chamar o ataque de “invasão”.
Enquanto isso, a agência alfandegária aprovou a importação de trigo da Rússia.
Mas, de acordo com a CNBC, o comércio da China com a Rússia não é suficiente para compensar o impacto dos EUA e sanções europeias a Moscou, de acordo com a Casa Branca.
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