E agora Biden? A decisão do presidente dos EUA após a invasão da Ucrânia que provocou reação imediata do S&P 500 e do Nasdaq
Autoridades europeias se juntam e prometem sanções ainda mais duras para estrangular a economia russa em uma tentativa de fazer as tropas de Vladimir Putin recuarem

Um tsunami de sanções. Essa é a aposta dos Estados Unidos e de seus aliados para tentar conter a invasão à Ucrânia - pelo menos por enquanto. Em uma ação coordenada, o presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (24) uma rodada ainda mais dura de medidas punitivas contra a Rússia de Vladimir Putin.
O chefe da Casa Branca disse que a totalidade das penalidades visa US$ 1,4 trilhão em ativos e incluirá medidas específicas contra bancos russos como VTB Bank. Biden também autorizou que tropas adicionais sejam estacionadas na Alemanha, enquanto os aliados da Organização do Atlântico Norte (Otan) procuram reforçar as defesas na Europa.
O presidente norte-americano também indicou irá liberar barris adicionais de petróleo das reservas estratégicas do país conforme houver necessidade. A ordem ajudou a aliviar parte da pressão sobre o mercado de petróleo, que desacelerou da forte alta vista ao longo do dia.
Hoje, pela primeira vez desde 2014, Brent - usado como referência no mercado internacional - passou de US$ 100 o barril. Após o pronunciamento de Biden, o barril voltou a ficar abaixo dessa marca.
A reação das bolsas em Nova York foi imediata ao anúncio do presidente norte-americano. O S&P 500 zerou as perdas, enquanto o Nasdaq passou a subir mais de 1%. O Dow Jones reduziu a queda, operando em baixa de 1%.
[captacao]
Leia Também
As sanções de Biden em detalhes
Biden disse que as sanções dos Estados Unidos contra a Rússia também restringirão o comércio de alta tecnologia com Moscou. A ideia é limitar o acesso a semicondutores necessários para fabricar inteligência artificial, hardware aeroespacial e de defesa.
Biden disse que a possível realização de ataques cibernéticos da Rússia contra empresas ou infraestruturas dos Estados Unidos seria respondida na mesma moeda.
“Nossas forças não estão e não estarão envolvidas no conflito com a Rússia na Ucrânia. Nossas forças não estão indo para a Europa para lutar na Ucrânia, mas para defender nossos aliados da Otan”, disse Biden.
A resposta imediata da Europa
As autoridades europeias, com o conflito em seu quintal, reagiram imediatamente à invasão russa na madrugada desta quinta-feira. A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, responsabilizou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pela tentativa de “trazer a guerra de volta à Europa”.
“O alvo da Rússia não é apenas Donbass, não é apenas a Ucrânia. O alvo da Rússia é a estabilidade da Europa e toda a ordem e paz internacional”, disse.
Segundo a chefe do braço executivo da União Europeia (UE), o bloco está preparando um pacote de "sanções massivas" após a invasão.
"Vamos visar setores estratégicos da economia russa bloqueando seu acesso a tecnologias e mercados que são fundamentais para a Rússia", afirmou. "Vamos enfraquecer a base econômica da Rússia e sua capacidade de modernização", acrescentou.
Biden não está sozinho: Reino Unido reage
Fora da União Europeia (UE) a reação também foi intensa. O governo do Reino Unido, tradicional aliado dos Estados Unidos em vários conflitos pelo mundo, anunciou sanções mais duras com foco na economia russa.
Falando ao parlamento, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou a exclusão completa de bancos russos do sistema financeiro do Reino Unido, a proibição de empresas russas de levantarem capital em Londres e sanções a mais de 100 indivíduos e entidades.
“Fico satisfeito em dizer que medidas similares serão adotadas pelos Estados Unidos”, disse Johnson antes do pronunciamento de Biden.
Para o premiê britânico, as últimas ações de Putin mostram que o presidente russo tinha a intenção de invadir a Ucrânia independentemente do que os aliados ocidentais fizessem.
Biden, G7 e Zelensky
Antes do pronunciamento na Casa Branca, Biden se reuniu com líderes do G-7, como é conhecido o grupo com as sete principais economias do mundo e inclui, além de Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Canadá, França, Itália e Japão.
Além de condenar a agressão militar russa em larga escala, o G-7 afirmou que aplicará sanções econômicas e financeiras severas e coordenadas ao país. No comunicado, destaca o apoio à Ucrânia e convoca o mundo “a erguer a voz” contra o que chamou de guerra injustificada.
O chefe da Casa Branca também falou por telefone com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, dizendo depois que havia prometido "fornecer apoio e assistência à Ucrânia e ao povo ucraniano".
Segundo Biden, Zelensky chegou a pedir que ele "pedisse aos líderes do mundo que se manifestassem claramente" contra a "flagrante agressão" de Putin.
Na terça-feira (22), depois que Putin anunciou que enviaria tropas como "mantenedores da paz" para duas regiões já controladas por separatistas apoiados por Moscou, os países ocidentais entraram em ação com uma primeira rodada de sanções.
Os Estados Unidos se juntaram aos aliados europeus na imposição de sanções a dois bancos russos, a dívida soberana de Moscou, vários oligarcas e outras medidas.
Na quarta-feira (23), quando a força de invasão russa se preparou para atacar, Biden anunciou sanções ao Nord Stream 2 - que leva gás russo à Alemanha pelo Mar Báltico. A Alemanha havia anunciado anteriormente que impediria a abertura do gasoduto para entregas.
Você também pode conferir o conteúdo na nossa página do You Tube, veja a seguir:
O PÓDIO MUDOU
A Vale ficou para trás: BTG Pactual (BPAC11) toma o lugar de VALE3 no pódio das empresas mais valiosas da bolsa
14 de outubro de 2026 - 15:56DE OLHO NO AGRO
FII do agronegócio fecha venda milionária de fazenda e estima impacto positivo de R$ 5,78 por cota
14 de outubro de 2026 - 11:58É HORA DE COMPRAR?
Próxima parada do Ibovespa: 220 mil pontos. A visão dos gestores sobre a bolsa depois do 2º turno das eleições
13 de outubro de 2026 - 18:00O PESO DA INADIMPLÊNCIA
Crise das Casas Bahia (BHIA3) pesa sobre o HSLG11: FII pede despejo após calote, e cotas caem mais de 4%
13 de outubro de 2026 - 13:02SEM FOLGA EM NOVA YORK
Nasdaq leva uma queda e puxa S&P 500 para o vermelho; confira o que movimentou os mercados lá fora
12 de outubro de 2026 - 17:10HORA DE COMPRAR?
Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões
12 de outubro de 2026 - 13:01AÇÕES
5 ações para buscar ganhos na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos
11 de outubro de 2026 - 11:00AÇÕES SE DESTACARAM
Ibovespa bate recorde após eleições e sobe 8,82% na semana; veja quem ganhou e quem perdeu
10 de outubro de 2026 - 11:25VISÃO DO GESTOR
Fundo Verde, de Stuhlberger, vê espaço para novo rali da bolsa com o ‘trade Flávio’ — mas faz alerta para risco lá fora
9 de outubro de 2026 - 17:15OPORTUNIDADE NO RADAR
A janela dos fundos imobiliários está fechando, e o BTG Pactual revela os FIIs para surfar a onda enquanto há tempo
9 de outubro de 2026 - 16:35UM OLHO NA URNA E OUTRO NA BOLSA
Ibovespa renova máxima no dia e dólar cai abaixo de R$ 5, mas IPCA lembra: a conta dos juros ainda não fechou
9 de outubro de 2026 - 12:43RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS
A explosão da renda fixa nos EUA: Treasury de dez anos bate máxima em 24 anos, ações caem e Ibovespa acompanha
7 de outubro de 2026 - 17:57MUDANÇAS NA CARTEIRA
Os juros vão cair? Estes são os FIIs que os analistas indicam para aproveitar a virada da Selic
7 de outubro de 2026 - 6:03EM REFORMULAÇÃO
TRBL11 quer deixar Braskem e Correios para trás? FII abre terreno para uma nova estratégia; entenda o que está em jogo
6 de outubro de 2026 - 18:01ONDE INVESTIR APÓS O RALI
Nem todas surfaram o ‘trade Flávio’: Rede D’Or (RDOR3) e outras 5 ações são as favoritas para juros menores
6 de outubro de 2026 - 13:08TRADE ELEITORAL
Flávio Bolsonaro pode levar o Ibovespa aos 250 mil pontos? Morgan Stanley indica quais ações investir em cada cenário de 2º turno
5 de outubro de 2026 - 19:20DO NEUTRO À COMPRA
O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20%
5 de outubro de 2026 - 15:21ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi
5 de outubro de 2026 - 14:39MERCADOS