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Investimento da Vale na siderúrgica vendida agora para a ArcelorMittal por US$ 2,2 bilhões foi promovido pelo então presidente Lula
A Vale (VALE3) assinou contrato de venda da participação na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) para a ArcelorMittal. Trata-se de um gesto emblemático e que pode ter repercussões políticas, já que o investimento na siderúrgica, em 2008, foi defendido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na época, a entrada da Vale em siderurgia provocou polêmica. Isso porque a decisão teria sido tomada por uma possível interferência do governo na companhia, e não por questões técnicas.
A mineradora passou para a iniciativa privada ainda nos anos 1990, mas manteve por vários anos fundos de pensão estatais entre os principais acionistas.
Quando foi presidente, principalmente a partir do segundo mandato, Lula atuou para aumentar os investimentos das estatais e de grandes empresas em projetos no país.
Essa postura colocou o petista em vários momentos em rota de colisão com o então presidente da Vale, Roger Agnelli. Ele acabou substituído do comando da companhia em 2011, já no início da gestão de Dilma Rousseff. Lula agora é novamente candidato à Presidência e lidera as pesquisas eleitorais.
A Vale possui uma participação de 50% da CSP e tem como sócias as coreanas Dongkuk (30%) e Posco (20%). Do ponto de vista financeiro, o investimento na siderúrgica cearense de fato não parece ter sido dos melhores para a Vale.
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A CSP fica no município de São Gonçalo do Amarante e ocupa uma área de 571 hectares do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. A siderúrgica possui capacidade instalada de 3 milhões de toneladas de placas de aço por ano.
A ArcelorMittal avaliou a companhia em aproximadamente US$ 2,2 bilhões (R$ 11,6 bilhões, no câmbio atual). Mas a Vale não verá esse valor entrando no caixa, já que os recursos irão para o pagamento antecipado do saldo da dívida líquida de aproximadamente US$ 2,3 bilhões da CSP.
“Esta transação reforça a estratégia da Vale de simplificação de portfólio, com foco nos principais negócios e oportunidades de crescimento, pautados pela alocação de capital disciplinada”, informou a companhia, em comunicado. Por fim, o negócio ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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