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Principais ganhos do fundo SPX Nimitz no mês passado vieram das apostas na alta da moeda americana e em juros
Depois de obter rentabilidade recorde em março, o SPX Nimitz, fundo multimercado da gestora de Rogério Xavier, avançou mais 3,54% em abril.
Assim como em março, a maior parte dos ganhos veio das posições em juros, que renderam 2%. Mas as alocações em moedas vêm logo em seguida, com alta de 1,90%.
De acordo com a SPX, o fundo segue com posições compradas no dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos e emergentes. A gestora não especifica, porém, quais moedas seriam essas.
Nos juros, o SPX Nimitz continua apostando em países onde acredita existir grande desequilíbrio entre as condições econômicas e os preços de mercado. No Brasil, a aplicação está em juros reais na parte intermediária da curva.
A gestora ressalta que as pressões inflacionárias seguem muito fortes no mundo, tanto pelo aperto do mercado de trabalho quanto pelo aumento dos preços das commodities.
"Nesse contexto, Bancos Centrais precisarão continuar com seus ciclos de aperto monetário apesar da piora na perspectiva de crescimento", diz a SPX em comentário sobre a performance do fundo.
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O Nimitz também obteve ganhos com as posições em ações. Nos Estados Unidos, o fundo está comprado em papéis mais defensivos e vendido em setores cíclicos.
Já na Europa, a exposição está em empresas ligadas a transição energética e defesa. Na China, houve redução da posição comprada com a deterioração do crescimento econômico.
Por aqui, a SPX reduziu as posições vendidas em empresas de tecnologia listadas no exterior e segue com posições relativas nos setores de consumo, transporte e óleo e gás. Quanto ao setor financeiro, a SPX está vendida.
| SPX NIMITZ | ABRIL 2022 | 2022 |
| Ações | 0,35% | 0,47% |
| Commodities | -0,63% | 0,37% |
| Crédito | -0,17% | 0,05% |
| Juros | 2,00% | 13,21% |
| Moedas | 1,90% | 3,90% |
| Taxas e custos | -0,74% | -4,13% |
| CDI | 0,83% | 3,28% |
| TOTAL | 3,54% | 17,15% |
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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