O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Preços-alvo do Nubank variam entre US$ 4 e US$ 12 por ação, o que deixaria o valor de mercado entre US$ 19 bilhões e US$ 56 bilhões. Afinal, quem está certo?
Quem acompanha de perto o desempenho das ações do Nubank (NUBR33) sabe que os papéis têm operado em patamares bem distantes de quando a empresa abriu capital.
Os críticos fazem questão de lembrar, com desdém, do IPO na Bolsa de Nova York (Nyse) que o colocou como o banco mais valioso da América Latina - mais valioso até que o poderosíssimo Itaú.
O deboche não é infundado. Pouco mais de seis meses depois da estreia, as ações acumulam queda superior a 60%. No dia 16 de junho, inclusive, a ação do Nubank renovou a mínima em Nova York e fechou cotada a US$ 3,31.
Comparando o valor de mercado do Nubank com os bancos tradicionais brasileiros em dólares, hoje a empresa de David Vélez vale menos que o Banco do Brasil.
| BANCO | VALOR DE MERCADO (em bilhões)* |
| Itaú Unibanco (ITUB4) | US$ 42,971 |
| Bradesco (BBDC4) | US$ 35,783 |
| Santander Brasil (SANB11) | US$ 22,402 |
| Banco do Brasil (BBAS3) | US$ 19,082 |
| Nubank (NUBR33) | US$ 17,978 |
Tamanha desvalorização dos papéis faz brotar questionamentos sobre o Nubank. O preço no IPO saiu errado? Existe algo na operação que motivou a queda das ações? O Nubank vai se recuperar?
Para responder a todos esses questionamentos (e outros que surgiram ao longo da apuração), fui atrás dos principais analistas que cobrem a empresa.
Leia Também
De maneira geral, eles têm uma visão positiva do Nubank e sua direção, mas um fato chama atenção: a disparidade dos preços-alvo estipulados para o papel.
Afinal, quanto vale o Nubank?
O preço-alvo que os analistas estipulam para uma ação não segue uma metodologia comum. Cada casa leva em consideração dados diferentes, inclusive macroeconômicos, para gerar o número mágico.
No caso do Nubank, encontrei preços-alvo que variam desde US$ 4 até US$ 12 por ação. Isso deixaria o valor de mercado entre discrepantes US$ 19 bilhões e US$ 56 bilhões — ou R$ 98 bilhões e R$ 288 bilhões no câmbio atual.
Abaixo, os preços-alvo e recomendações dos bancos aos quais o Seu Dinheiro teve acesso:
| BANCO | PREÇO-ALVO | RECOMENDAÇÃO |
| Goldman Sachs | US$ 12,00 | COMPRA |
| UBS BB | US$ 11,50 | COMPRA |
| JP Morgan | US$ 5,00 | NEUTRO |
| Itaú BBA | US$ 4,50 | UNDERPERFORM (venda) |
| BTG Pactual | US$ 4,00 | NEUTRO |
Representando os que acreditam no Nubank, o analista Thiago Batista, do UBS BB, me explicou que o que tem provocado a queda das ações é a mudança de percepção de risco com empresas de crescimento de forma geral.
“O principal fator para esse movimento é a alta de juros nos EUA. O dinheiro fica mais caro e os investidores olham para ativos que têm fluxo de resultado. E o resultado do Nubank hoje é próximo de zero.”
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Batista faz uma comparação com o desempenho da Nasdaq neste ano, que também não é dos melhores. Ainda que o Nubank tenha aberto capital na Nyse, ele é considerado por muitos analistas uma empresa de tecnologia e acaba sendo comparado com a Nasdaq, onde a maioria das "techs" é listada.
No gráfico abaixo, é possível notar que as ações do Nubank e o índice Nasdaq têm, de fato, caminhado de forma semelhante. Vale lembrar que o banco digital também possui recibos de ações (BDRs) negociados na B3, com o código NUBR33.
Mas o analista ressalta, também, que os números de inadimplência no primeiro trimestre vieram piores do que o esperado. As dívidas vencidas há mais de 90 dias subiram 0,7 ponto porcentual entre o quarto trimestre de 2021 e o primeiro trimestre de 2022, chegando a 4,2%.
A estimativa de Batista para a inadimplência no Nubank até o final do ano é de 4,7%. Ou seja, nos próximos trimestres, o banco só teria espaço para uma piora de mais 0,5 ponto porcentual no índice de calotes.
E é nessa questão que reside a principal discordância entre os bancos que cobrem a ação.
Para o analista do UBS BB, a inadimplência deve, de fato, desacelerar.
“Eu tenho uma visão mais otimista do que a média, pois acredito que o pacote do governo de antecipar o 13º e aumentar o limite do crédito consignado vai ter impacto positivo na inadimplência”, afirmou Batista.
Para o Itaú BBA, no entanto, a inadimplência está apenas começando a dar as caras.
Além da alta dos calotes, o Nubank vem em um ritmo de concessão de crédito mais acelerado que os bancos tradicionais. “Esse ritmo rápido provavelmente irá impulsionar a inadimplência, na nossa visão”, disse o Itaú BBA.
Após a publicação dos resultados do 1T22, o Itaú BBA havia elevado a estimativa para a inadimplência no Nubank no final do ano de 5,3% para 5,5%, mas, no relatório mais recente, o número já pulou para 5,8%.
O UBS BB, por sua vez, ainda não incorporou os resultados do 1T22 nos seus modelos para o Nubank.
Em meio a visões que parecem antagônicas sobre o mesmo objeto, vale se perguntar quem estaria certo. Ou melhor, em quem devemos acreditar?
Dado o patamar no qual a ação do Nubank vem sendo negociada ultimamente, parece que quem está mais perto de acertar o preço-alvo é o BTG Pactual, com US$ 4.
Mas, apesar de estar na ponta mais baixa das estimativas para o Nubank, o banco recentemente melhorou a recomendação para os papéis de “venda” para “neutro”.
“Acreditamos que o Nubank está bem posicionado para possivelmente se tornar a fintech líder da América Latina nos próximos cinco a dez anos”, escreveram, em um relatório a clientes.
É possível notar que a maioria dos analistas adora a história, os valores e os objetivos do Nubank. Afinal, um banco bem quisto por seus clientes não é algo muito trivial.
Mas, em algum momento, a história precisa começar a dar lucro.
Dependendo de qual cálculo estamos falando, o Nubank já está dando lucro.
A conta do lucro “ajustado” desconsidera despesas e efeitos tributários relacionados à remuneração baseada em ações. É um cálculo que não segue o padrão internacional de contabilidade (IFRS) e, segundo o Nubank, é uma medida-chave de rentabilidade para avaliar o desempenho do negócio.
Nesse cálculo, o Nubank apresentou lucro ajustado de US$ 10,1 milhões no primeiro trimestre.
No entanto, sem os ajustes, o lucro se transforma em prejuízo líquido de US$ 45,1 milhões no período.
Por esse motivo, você vê manchetes completamente díspares nos principais veículos jornalísticos quando o Nubank publica resultados. Aqui no Seu Dinheiro, nós temos puxado nossas matérias pelo cálculo sem ajuste.
Para o UBS BB e o JP Morgan, o Nubank deve registrar o primeiro lucro anual ajustado neste ano.
Já o primeiro lucro sem ajuste deve ficar para 2024, segundo o UBS BB.
Se considerarmos que hoje o preço da ação do Nubank está abaixo do preço mínimo estimado pelos analistas, pode ser um bom ponto de entrada. Lembrando que o Nubank também é negociado na forma de BDRs (recibos de ações) na B3.
Mas os principais bancos divergem sobre comprar ou não os papéis. O Itaú BBA é categórico: não, você não deve comprar. Já o Goldman Sachs e o UBS BB recomendam que sim.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas
Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100
A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano
GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis
Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos
Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro
Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar
Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito
Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação
Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas
Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil
A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido
Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais
Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas
A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?
Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora
Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano