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Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

De olho na bolsa

Esquenta dos mercados: Bolsas estrangeiras amanhecem no vermelho com investidores de olho no BCE e nas negociações Rússia-Ucrânia; Ibovespa acompanha pacote de combustíveis

Os investidores ainda aguardam os dados do varejo e emprego no Brasil, além dos números da inflação dos EUA

Ibovespa queda bolsa fundos imobiliários
Saiba tudo que movimenta a bolsa, o dólar e os mercados nesta quinta-feira (10).Imagem: Shutterstock

Os mercados financeiros internacionais amanheceram no vermelho, devolvendo parte dos fortes ganhos da véspera. Enquanto na Ásia as bolsas de valores ajustaram-se aos fortes ganhos de ontem, fechando em alta, os mercados de ações da Europa abriram em queda.

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Os investidores mostram cautela antes da divulgação do resultado da reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) em um momento de forte pressão inflacionária. A autoridade deve decidir sobre os juros hoje, em um momento conturbado para o cenário mundial.

Em Wall Street, os índices futuros sinalizam abertura em queda em Nova York.

O possível cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia foi motivo de alívio para os mercados na última quarta-feira (09). Enquanto Nova York deu um salto de até 3%, o Ibovespa fechou aos 113.900 pontos em um avanço de 2,43%. Por sua vez, o dólar à vista fechou a sessão em queda de 0,84%, a R$ 5,0106, mas chegou a ser negociado abaixo dos R$ 5,00.

O investidor local acompanha o avanço do pacote para reduzir o preço dos combustíveis no Senado, enquanto aguarda dados do varejo e emprego.

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Enquanto isso, os EUA aguardam os dados inflacionários medidos pelo CPI de fevereiro. O indicador será divulgado oficialmente a sete dias da próxima decisão de política monetária do Federal Reserve, o Banco Central americano.

Leia Também

Saiba tudo que movimenta a bolsa, o dólar e os mercados nesta quinta-feira (10):

Negociações na Turquia

No teatro de guerra europeu, os ministros de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, e da Ucrânia, Dmytro Kuleba, estão reunidos agora na Turquia para dar andamento a possíveis negociações para o fim do conflito, que hoje entra em sua terceira semana.

Apesar do otimismo com as negociações, a Rússia hoje é duramente criticada por um ataque que atingiu uma maternidade

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Petróleo sobe, criptos desabam

O recuo das ações hoje coincide com uma retomada da alta do petróleo depois da forte queda de ontem nos preços da commodity. O barril do Brent subia mais de 3% na manhã de hoje, de volta à faixa de US$ 115.

Enquanto isso, a queda é acentuada no mercado de criptomoedas. Por volta das 6h30, o bitcoin (BTC) recuava 6,6%, na faixa de US$ 39.100. Já o ethereum (ETH) recuava 4,1%, perto de US$ 2.600.

Enquanto isso, no BCE

O Banco Central Europeu divulga hoje sua decisão de política monetária em meio a uma forte pressão inflacionária agravada pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

“Existem duas forças que estarão jogando fortemente uma contra a outra devido à guerra”, diz Ipek Ozkardeskaya, analista sênior da Swissquote, citado pelo MarketWatch.

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“Primeiro, a guerra certamente desacelerará a recuperação econômica pós-pandemia e as empresas precisarão de apoio para continuar respirando”, afirma. “Mas a guerra também aumentará uma inflação já elevada através dos preços de energia e commodities e limitará o alcance da ação do BCE”, avalia.

Combustíveis em foco

Com o avanço do preço do barril de petróleo, a chamada defasagem da Petrobras (PETR4) começa a virar uma preocupação dos investidores. Do ponto de vista do investidor e da política de preços, a estatal está perdendo uma oportunidade de ganhar dinheiro. 

Entretanto, com o preço dos combustíveis já elevados — o que se reflete em pressão na inflação — quem acaba perdendo é a população em geral. 

As propostas no Congresso que visam conter a alta no preço dos combustíveis devem ir ao plenário da Câmara hoje. Contudo, parlamentares esperam que as propostas sejam agendadas para semana que vem.

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No campo dos indicadores

A agenda de indicadores do dia conta com as vendas do varejo em janeiro, que devem cair 1,20% na mediana das projeções de especialistas ouvidos pelo Broadcast. Já o varejo restrito deve avançar 0,3% na mediana das estimativas. 

Além dos dados de varejo, o Caged entra em foco nesta quinta-feira. Após dezembro do ano passado fechar 256 mil postos de trabalho, a leitura de janeiro aponta para a criação de 150 mil novas vagas, também na mediana das projeções. 

E a inflação por lá

Por fim, a divulgação da inflação ao consumidor (CPI, em inglês) nos Estados Unidos injeta ainda mais cautela nos investidores.

O índice de preços deve ter um novo avanço de 7,8% em fevereiro, de acordo com especialistas ouvidos pela Bloomberg, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

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Em relação a janeiro, o CPI deve avançar 0,8%. Vale lembrar que a inflação norte-americana já é a maior em quase 40 anos, o que deve refletir na decisão do Federal Reserve no final deste mês. 

Por falar no Banco Central americano…

Estamos a oficialmente sete dias da próxima reunião do Fomc, o Copom americano, que decidirá sobre a alta nos juros da economia dos EUA.

Mesmo que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, tenha contratado uma alta de 25 pontos-base nos juros, o plano de voo pode ser alterado por, pelo menos, três fatores: desdobramentos da guerra na Ucrânia, avanço da covid no país e dados inflacionários piores do que o esperado. 

Agenda do dia

  • IBGE: Vendas no varejo restrito e ampliado (9h)
  • Caged: Geração de vagas de emprego (9h30)
  • Congresso Nacional: Senado pode votar dois projetos que tratam de combustíveis (10h)
  • Estados Unidos: CPI e Núcleo do CPI de fevereiro (10h30)
  • Estados Unidos: Pedidos de auxílio-desemprego (10h30)
  • Estados Unidos: Janet Yellen concede entrevista ao Washington Post (12h30)

Balanços do dia

Você pode conferir o calendário completo aqui.

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Após o fechamento:

  • C&A
  • Santos Brasil
  • Tenda
  • Braskem

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