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Bolsas europeias abrem em queda e índices futuros de Nova York andam de lado enquanto aguardam a divulgação dos números
Os temores relacionados à alta da inflação nos Estados Unidos predominam o humor dos investidores em bolsa nesta semana. E o medo costuma ser mau conselheiro. As bolsas de valores estrangeiras iniciam hoje mais um dia em queda.
Na Europa, os mercados de ações amanheceram no vermelho. Em Wall Street, os índices futuros de Nova York oscilam perto da estabilidade enquanto os investidores ajustam suas posições antes da divulgação do índice de preços ao consumidor norte-americano (CPI).
A expectativa é de que a leitura da inflação nos Estados Unidos passe de 8,6% de maio para 8,8%, segundo estimativas da Dow Jones. O índice de preços encontra-se em seus níveis mais elevados em quatro décadas.
“O medo de uma recessão predomina novamente”, disse Jim Reid, estrategista do Deutsche Bank. Segundo ele, os temores se justificam pelos aumentos agressivos das taxas de juro pelos bancos centrais, pela alta dos casos de covid-19 na China e pela perspectiva de a Rússia manter a Europa sem gás por mais tempo que o previsto.
Por falar nisso, o risco de recessão associado à manutenção programada do gasoduto Nord Stream 1 mantém o euro próximo da paridade com o dólar, uma situação que não se via desde dezembro de 2002.
Quem escapou da sangria dos mercados nesta quarta-feira (13) foram as bolsas da Ásia e Pacífico. Os números da exportação chinesa cresceram em um ritmo anualizado de 17,9%, muito acima das projeções de 12%, dando fôlego aos negócios.
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Viajando para terras brasileiras, o Ibovespa terminou o pregão da última terça-feira (12) com ganho de 0,06%, aos 98.271 pontos. O dólar à vista, por sua vez, subiu 1,27%, cotado a R$ 5,4391 — maior valor de fechamento desde 26 de janeiro.
Confira o que movimenta as bolsas, o dólar e o Ibovespa nesta quarta-feira:
Seja como for, os números da inflação nos EUA serão conhecidos às 9h30. Uma leitura acima da esperada provavelmente assustará ainda mais os investidores. Isso porque ficará reforçada a perspectiva de uma atuação mais agressiva por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
Em contrapartida, eventuais sinais de que a inflação atingiu o pico devem ter o efeito oposto. “Qualquer surpresa hoje pode ter um grande impacto”, antecipa Reid.
No momento, os participantes do mercado seguem precificando a probabilidade de nova alta de 75 pontos-base na taxa básica de juro na próxima reunião do Fed, marcada pra o fim de julho.
Pela manhã os investidores conhecerão a inflação dos Estados Unidos. Pela tarde, a publicação do Livro Bege, com as estimativas do Federal Reserve para a economia dos EUA é o foco dos investidores.
Com os dados do CPI e as projeções do Livro Bege, os investidores e analistas devem calibrar suas posições em investimentos de risco, buscando se atencipar ao cenário futuro de juros.
Enquanto isso, o presidente Joe Biden iniciou hoje uma viagem pelo Oriente Médio. O giro inclui uma visita à Arábia Saudita e reuniões com líderes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) com a intenção de pressionar por aumentos de produção e assim provocar uma queda nas cotações internacionais da commodity.
Por aqui, o presidente da Câmara, Arthur Lira, suspendeu por 12 horas a continuidade da sessão para aprovar a chamada ‘PEC Kamikaze’. O motivo? A internet caiu no meio da votação.
O fato de Lira ter anunciado a suspensão da sessão insuflou protestos de líderes de oposição. Eles denunciam a manobra como ilegal. Isso porque o regimento da Câmara autoriza suspensões de, no máximo, uma hora.
Lira deu de ombros. “Não estamos tratando de coisa normal.”
A sessão, portanto, deve ser retomada hoje às 9h.
Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda
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