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De acordo com o relatório do UBS BB, é possível constatar que a maioria dos clientes da XP possui conta bancária no Nubank
O Nubank (NUBR33) assistiu a um início promissor na bolsa de Nova York, mas logo devolveu os ganhos da primeira semana e passou a ser negociada abaixo do valor do IPO.
Hoje a coisa pode ter voltado a ficar melhor para o Nubank que viu suas ações ganharem 10,98% na NYSE, sendo negociadas a US$ 7,58. Por aqui, o BDR do Nubank também registrou alta importante, de 9,17% e terminou o dia valendo R$ 6,43.
Isso pode ter relação com a Pesquisa de Consumidores de Cartões de Crédito e Investimentos do UBS Evidence Lab, divulgada ontem (7), e que mostrou que o roxinho pode estar ganhando um espaço importante entre os corretores independentes no Brasil.
O Nu Invest já alcançou 27% de participação de mercado entre plataformas independentes de investimentos, enquanto o BTG Pactual, para se ter uma ideia, só alcançou 5%. A XP continua a liderar o segmento, com participação de 50%.
Ainda de acordo com o relatório do UBS BB, é possível constatar que a maioria dos clientes da XP possui conta bancária no Nubank, isso torna evidente que uma expansão no segmento de investimentos do Nubank poderia ter impacto direto sobre a corretora.
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Por outro lado, se a XP decidir expandir sua oferta de serviços bancários, o Nubank também deve sofrer impactos importantes.
Mas antes de continuar, temos um convite: no nosso Instagram (clique aqui para nos seguir) explicamos o motivo da valorização das ações no Nubank (NUBR33) na bolsa americana. Por lá você também recebe análises econômicas, riscos de mercado e indicações de investimentos. Confira abaixo o nosso conteúdo e siga-nos para fazer parte da nossa comunidade de investidores.
A oferta inicial de ações do Nubank na NYSE foi muito promissora. O banco assistiu seus papéis saindo no topo da faixa indicativa, que ia de US$ 8 até US$ 9 por ação.
O IPO foi capaz de movimentar US$ 2,6 bilhões, e o banco digital chegou ao mercado valendo US$ 41,4 bilhões, ultrapassando o Itaú Unibanco (ITUB4), até então a maior instituição financeira da América Latina.
No dia seguinte, o banco ainda assistiu a mais um pregão em que suas ações se valorizaram e fecharam o dia já superando os US$ 10, o que representava um ganho de quase 15%.
Mas a alegria não durou muito. Depois de uma primeira semana em que o roxinho só perderia para Vale e Petrobras em valor de mercado, a segunda semana já começou com fortes ajustes, que levariam a ação para um patamar distante do atingido nos primeiros dias. Nosso colunista de análise gráfica Rogério Araújo, aliás, avalia que esse cenário faz o Nubank não valer a pena e a ação está sem rumo. Assista:
Em um primeiro momento, até parecia que o movimento tinha mais a ver com uma realização de lucros, já que o Nubank havia optado por realizar sua oferta pública sem lock-up, abrindo espaço para que investidores se aproveitassem da valorização inicial dos papéis.
Conforme o tempo foi passando, contudo, ficou evidente que o movimento se tratava de um ajuste um pouco mais profundo. O início da cobertura do Nubank pelo BTG já apontava para um potencial de valorização muito pequeno, em torno de 4,5%, o que motivou uma recomendação neutra.
Dentre os fatores apontados pelo banco para a leitura menos otimista estava a deterioração do cenário macroeconômico brasileiro, que poderia impor desafios importantes já que, para os bancos, o custo de capital tem influência decisiva sobre os lucros.
Outro problema é que para instituições financeiras a vantagem de ser totalmente digital é menor do que em outros segmentos. Isso porque linhas de custo importantes acabam não se beneficiando, o que exige um patrimônio líquido mais robusto para sustentar a operação.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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