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No acumulado do ano, o saldo de compras e vendas de ações na bolsa brasileira pelo investidor estrangeiro já chega a R$ 91 bilhões

Os primeiros sinais do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na economia assustaram a Faria Lima, mas Wall Street aparentemente segue acreditando no petista. Enquanto os investidores brasileiros estão em debandada da bolsa, o estrangeiro aparece firme na ponta compradora.
Desde a vitória de Lula nas eleições, os gringos entraram com R$ 7 bilhões na B3. No acumulado do ano, o saldo de compras e vendas de ações na bolsa brasileira pelo investidor estrangeiro já chega a R$ 91 bilhões, de acordo com o JP Morgan.
“Não se trata de uma marca notável, mas importante, já que os investidores locais permanecem pessimistas em relação à nova administração”, escreveram os analistas do JP Morgan.
Os dados da B3 que foram compilados pelo banco norte-americano vão até o dia 9 de dezembro, data em que Lula anunciou Fernando Haddad como ministro da Fazenda.
Os números ainda não consideram o "efeito Mercadante", com a confirmação da indicação do ex-ministro como presidente do BNDES. A Câmara dos Deputados inclusive aprovou uma mudança na Lei das Estatais para acomodar o petista. Leia nossa cobertura completa de mercados com a reação ao anúncio.
Os dados de fluxo estrangeiro via fundos também se mostram positivos, pelo menos por enquanto. Na semana passada, os fundos dedicados à América Latina registraram uma captação de US$ 17 milhões (R$ 90 bilhões, no câmbio atual), ainda de acordo com o JP Morgan.
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Embora não seja um número expressivo, o resultado foi na contramão dos mercados emergentes como um todo, que acumularam uma saída de US$ 961 milhões.
Apesar de todo o ruído desde o início da transição, o JP Morgan avalia que a entrada do estrangeiro na B3 tende a prosseguir.
“Acreditamos que a flexibilização da política monetária à frente, aliada à opcionalidade da reabertura da China, deve continuar impulsionando os fluxos para o Brasil.”
Enquanto os gringos ainda "fazem o L" e apostam na bolsa brasileira, o mesmo não se pode dizer dos locais. Apenas nos primeiros dias de dezembro, os investidores institucionais, como fundos de investimento, venderam R$ 6 bilhões em ações, de acordo com a B3.
Mas de certo modo não se trata apenas de medo de Lula. Desde o início do ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic), os fundos vêm sofrendo resgates.
No acumulado deste ano, os fundos multimercados e de ações registram uma saída de quase R$ 150 bilhões, de acordo com dados da Anbima. Assim, os gestores são forçados a se desfazer dos ativos para honrar os pedidos de saques dos investidores.
Por fim, o fluxo dos investidores revela uma tendência oposta à dos três primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro. Nesse período, o público local entrou fortemente na bolsa, enquanto o estrangeiro preferiu permanecer de fora e reduziu a participação no mercado acionário brasileiro.
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