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Com o cenário incerto e a proximidade das eleições, o Itaú BBA reduziu de 115 mil para 110 mil a projeção para o fim de 2022 do Ibovespa

Se no primeiro trimestre a forte entrada de investimento estrangeiro no país fez com que os principais bancos e corretoras revisassem para cima as suas projeções para o Ibovespa, a inflação persistente e a escalada de juros sem um horizonte nítido agora atuam como vilões e levam os analistas a darem um passo para trás.
Nesta manhã, foi a vez do Itaú BBA se mostrar mais cauteloso com o cenário à frente – o banco reduziu de 115 mil pontos para 110 mil pontos a estimativa para o Ibovespa ao fim do ano, um potencial de alta de cerca de 10%. Acompanhe nossa cobertura de mercados.
Segundo os analistas da casa, a inflação segue forte, levando as taxas de juros a patamares elevados por mais tempo, o que é um ponto negativo para empresas de crescimento, cujo fluxo de caixa é fortemente impactado, e para o mercado de capitais, já que os recursos tendem a migrar para a renda fixa.
Além disso, a eleição presidencial entrou de vez no radar dos investidores. As propostas recentes do governo de Jair Bolsonaro para elevar o valor do Auxílio Brasil e segurar a alta do preço dos combustíveis devem ter impactos na inflação e nas contas públicas, piorando as projeções.
Com o cenário mais desafiador, o Itaú BBA disse estar com uma visão mais cautelosa com empresas que dependem mais da economia doméstica – como os setores de pagamentos, tecnologia, construtoras, saúde e varejo. Para os analistas, é hora de investir em empresas geradoras de caixa e que hoje se encontram com um preço de mercado atrativo, como é o caso das produtoras de commodities.
Para se enquadrar no cenário mais cauteloso à frente, o Itaú BBA fez duas mudanças no portfólio de empresas brasileiras que são boas opções de compra. Segundo a instituição, as alterações foram feitas de forma a reduzir a exposição à economia doméstica e aproveitar o bom momento das commodities.
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A performance operacional positiva da Suzano (SUZB3) não se reflete nos preços dos papéis, o que tornou o ativo atrativo. Enquanto isso, a Intelbrás deixou a lista após uma performance positiva, o que fez com que o banco aproveitasse o momento para reduzir a posição no papel.
A segunda alteração foi a retirada da Weg (WEGE3) e a adição da Gerdau (GGBR3). Segundo os analistas, o ativo não funcionou como uma defesa para o portfólio, apesar de continuar com fundamentos sólidos. No lugar da fabricante de motores, o banco incluiu a Gerdau, a principal opção dos especialistas dentro do setor de mineração e siderurgia, já que a exposição da companhia ao mercado norte-americano deve ser beneficiada pelos incentivos à infraestrutura.
Confira a lista de apostas do Itaú BBA para o segundo semestre:
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