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Quanto mais nos aproximamos da próxima reunião do Federal Reserve, mais as bolsas globais e o Ibovespa lidam com a volatlidade
Quanto mais caminhamos em direção ao mês de outubro, mais o mercado financeiro parece polarizado entre duas possibilidades que não agradam aos analistas.
De um lado, parte dos investidores estão certos de que o Federal Reserve será obrigado a continuar em um ritmo elevado de aperto monetário. Do outro, há quem veja algum alívio nos dados mais fracos do que o esperado da economia americana, projetando um espaço menor de manobra por parte do Fed.
A divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll, deixou o racha entre os dois lados bem marcado — nas primeiras horas, o número abaixo do esperado impulsionou as bolsas, mas o entusiasmo foi insuficiente e o cabo de guerra foi vencido pelo lado mais cauteloso E o Dow Jones, S&P 500 e o Nasdaq recuaram mais de 1%.
Para William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities, parece claro que o Fed está disposto a seguir elevando os juros a patamares elevados até que a inflação volte meta — tudo vai depender dos dois próximos dados importantes que serão divulgados antes da próxima reunião: os indicadores de inflação ao consumidor e produtor.
Em dia de agenda fraca para o investidor brasileiro, o Ibovespa sentiu de forma intensa a movimentação em Nova York — ainda que tenha permanecido em campo positivo.
O principal índice da bolsa brasileira teve alta de 0,42%, aos 110.864 pontos. Na semana, a queda foi de 1,28%. O dólar à vista encerrou o dia em queda de 1,02%, a R$ 5,1848, mas acumulou valorização de 2,10% na semana, repercutindo a saída de capital estrangeiro do país após uma semana de fortes perdas no setor de commodities.
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Nos EUA, foram criados 315 mil empregos em agosto. segundo o relatório payroll, pouco acima das expectativas dos analistas ouvidos pela Bloomberg, que projetavam a criação de 300 mil postos de trabalho.
A taxa de desemprego subiu 3,7% em agosto, acima também das expectativas do mercado, que previa o índice em 3,5%.
Com o mercado de trabalho dando sinais de fraqueza, o mercado entende que a postura do Federal Reserve deve ser de alívio ou manutenção nos juros, o que chegou a animar as bolsas no exterior, mas o movimento não teve vida longa.
Apesar disso, o mercado de juros repercutiu a hesitação do mercado em cravar um caminho para o Fed. No Brasil, a curva teve o quinto pregão seguido de desinclinação. Confira:
| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 13,70% | 13,72% |
| DI1F24 | DI jan/24 | 12,85% | 12,85% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 11,70% | 11,73% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 11,50% | 11,55% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 11,46% | 11,53% |
Com a semana marcada pela forte queda dos juros futuros, as ações das empresas de construção civil e incorporadoras ficaram com os melhores desempenhos da semana. A desinclinação da curva também beneficiou alguns players do setor de consumo Confira as maiores altas do período:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARSEM |
| MRVE3 | MRV ON | R$ 11,88 | 16,36% |
| CYRE3 | Cyrela ON | R$ 16,36 | 14,81% |
| EZTC3 | EZTEC ON | R$ 20,03 | 11,15% |
| JHSF3 | JHSF ON | R$ 7,03 | 10,36% |
| ASAI3 | Assaí ON | R$ 18,99 | 5,79% |
| POSI3 | Positivo Tecnologia ON | R$ 11,98 | 5,36% |
De olho na oferta de ações que saiu a R$ 1 e foi concluída na última quinta-feira, as ações do IRB lideraram com folga os piores desempenhos dos últimos dias. Confira também as maiores quedas do Ibovespa:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VARSEM |
| IRBR3 | IRB ON | R$ 1,22 | -38,07% |
| AMER3 | Americanas S.A | R$ 15,50 | -14,36% |
| GOLL4 | Gol PN | R$ 10,03 | -12,63% |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 13,46 | -10,33% |
| CIEL3 | Cielo ON | R$ 5,33 | -9,97% |
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