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Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

PROJEÇÕES OTIMISTAS

Por que o Ibovespa vai terminar 2022 aos 135 mil pontos, segundo analistas do Bank of America

Caso a projeção se confirme, o Ibovespa chegará ao fim do ano acumulando ganhos de quase 29% em relação ao último pregão de 2021

Ricardo Gozzi
7 de abril de 2022
15:42 - atualizado às 0:00
Placa indica alta no Ibovespa
Analistas do BofA elevaram projeção para o Ibovespa ao fim de 2022. - Imagem: Shutterstock

Quando 2022 começou, os analistas do mercado financeiro tinham apenas uma certeza em relação aos rumos do Ibovespa no ano: será um período de extrema turbulência.

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Depois de um início de ano realmente complicado, o Ibovespa começa o segundo trimestre com ganhos acumulados de 13% no que vai de 2022, rondando hoje a casa dos 118 mil pontos.

E se os analistas do Bank of America (BofA) estiverem corretos, 2022 pode terminar com um resultado ainda mais surpreendente para o principal índice de ações da B3.

BofA vê Ibovespa subir quase 29% em 2022

Mesmo com o período eleitoral pela frente, os analistas David Beker, Paula Andrea Soto e Carlos Peyrelongue elevaram consideravelmente as projeções do bancão norte-americano para o Ibovespa.

Eles acreditam que a bolsa brasileira fechará 2022 na casa dos 135 mil pontos. Em outras palavras, eles acreditam que o índice avançará mais 14% apenas nos próximos nove meses. A projeção anterior do BofA para o Ibovespa este ano indicava 125 mil pontos.

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Caso a projeção se confirme, o Ibovespa chegará ao fim do ano acumulando ganhos de quase 29% em relação ao último pregão de 2021.

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Impulso virá de commodities e bancos

Os analistas do BofA ressaltam que os ingressos estrangeiros e o desempenho no acumulado do ano estão acima das expectativas, mas ainda há outras vantagens a serem observadas.

Segundo eles, o Brasil deve se manter como um destino relevante entre os mercados emergentes devido ao peso de nomes de valor.

Já o impulso deve vir das ações dos bancos e daquelas vinculadas a commodities. “Estamos mais otimistas do que o consenso em várias commodities (especialmente petróleo, alumínio e celulose) e ganhos para os bancos”, afirmam.

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Ações já não estão tão descontadas

Os analistas do BofA consideram que o cenário é favorável ao crescimento dos ganhos por ação no Ibovespa. Entretanto, as avaliações já não estão tão descontadas quanto no início do ano.

Diante do avanço da inflação e dos custos mais altos de captação, os analistas do BofA informaram que mantém as alocações orientadas a ações geradoras de valor, uma vez que os papéis ligados a crescimento enfrentam dificuldades.

Além disso, o blend de riscos e os potenciais efeitos de sua ressaca são velhos conhecidos dos investidores. São eles os ruídos políticos de um ano eleitoral, a deterioração do cenário fiscal e eventuais decepções dos participantes do mercado com a agenda de reformas.

Suzano e Arezzo entram na carteira recomendada do BofA

O BofA adicionou as ações da Suzano (SUZB3) e da Arezzo (ARZZ3) a sua carteira de ações recomendadas no mercado latino-americano.

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CPFL (CPFE3), Usiminas (USIM5), Caixa Seguridade (CXSE3) e Lojas Renner (LREN3) saíram do portfólio do banco.

Bancos em destaque no Ibovespa

Ações dos setores de petróleo, minério de ferro e financeiro permanecem na carteira, com destaque para Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3).

“Os grandes bancos podem ter um desempenho superior devido ao crescimento dos lucros e a uma pequena reavaliação para aqueles com avaliações abaixo dos níveis históricos”, dizem os analistas.

Eles ressaltam que as estimativas são “conservadoras quando comparadas às expectativas de nossos analistas, especialmente para nomes relacionados a commodities, pois estamos considerando apenas cerca de metade do upside estimado implícito em seus objetivos de preço”.

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