Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Come fly with me

Novo sócio para a Gol (GOLL4): American Airlines paga R$ 1 bilhão e fecha a compra de 5,2% da empresa. O que muda?

A operação também estabelece que a American Airlines será parceira exclusiva da Gol (GOLL4) no compartilhamento de voos; veja as implicações

Victor Aguiar
Victor Aguiar
7 de fevereiro de 2022
12:43 - atualizado às 20:44
Imagem de avião da Gol (GOLL4) voando num céu azul, com algumas nuvens brancas | Ibovespa
Gol (GOLL4) - Imagem: Divulgação

Se você tem passagens compradas para um voo da Gol (GOLL4), não se assuste se, ao embarcar na aeronave, Frank Sinatra esteja cantando "Come Fly With Me". Nada mais apropriado: afinal, a American Airlines fechou a compra de 5,2% da companhia brasileira, por US$ 200 milhões — cerca de R$ 1 bilhão, considerando o câmbio atual. Uma parceria bastante importante, dadas as dificuldades enfrentadas pelo setor desde o começo da pandemia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É verdade que a cooperação com a tradicional companhia aérea dos EUA ainda não deixa a Gol numa situação tranquila, a ponto de assobiar "Fly Me To The Moon" pelos aeroportos. Mas, com R$ 1 bilhão a mais no caixa — e um acordo de compartilhamento de voos aprofundado com a American Airlines —, os brasileiros mostram que estão procurando todas as saídas possíveis para lidar com a crise. I did it my way, diria Sinatra.

A Gol vai emitir 22,2 milhões de novas ações GOLL4, a US$ 9,00 por unidade (ou R$ 47,70, nas cotações de hoje). Ou seja: há um prêmio embutido de mais de 170% na operação, considerando que as ações preferenciais da empresa são negociadas na B3 na casa dos R$ 17,00 — a transação foi anunciada em setembro do ano passado . Nada mau, não?

Sem dúvida. Mas há algumas outras implicações para a aérea brasileira nessa parceria com a American Airlines que devem ser analisadas mais de perto, a começar pela importância de R$ 1 bilhão em recursos novos para a gestão de dívida da Gol.

Gol e AA: Let's fly, let's fly away

O xis da questão para as companhias aéreas brasileiras é a gestão do caixa e da liquidez. Em geral, boa parte dos custos e despesas é em dólar — o combustível de aviação depende da moeda americana e do preço do petróleo; manutenção e compra de aeronaves também costumam ser denominadas em moeda estrangeira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por outro lado, a receita obtida com a venda de passagens e transporte de cargas é em reais, o que cria um descasamento entre os dois lados do balanço. Por isso, a liquidez é sempre um ponto a ser observado nos resultados trimestrais do setor: é preciso ter dinheiro em caixa para manter as operações funcionando e honrar os pesados compromissos financeiros.

Leia Também

A incapacidade de lidar com essa pressão constante foi um dos motivos por trás da quebra da Avianca Brasil; a LATAM, em recuperação judicial, também se viu com a corda no pescoço assim que a pandemia paralisou o setor aéreo — suas dívidas continuavam lá, mas a geração de receita praticamente desapareceu.

Ao fim do terceiro trimestre de 2021, por exemplo, a Gol (GOLL4) tinha uma dívida bruta de R$ 18,1 bilhões, com um caixa total de R$ 1,44 bilhão — a dívida líquida, assim, era de R$ 16,7 bilhões. Desse montante, 97% eram denominados em moeda estrangeira; além disso, 19% tinham vencimento no curto prazo.

O cronograma de vencimento dos compromissos financeiros da Gol ao fim do terceiro trimestre (fonte: Gol)

É uma situação que, para quem não está acostumado com o setor, pode parecer crítica — e, de fato, não é exatamente confortável conviver com um perfil de dívida tão estressado. No entanto, as companhias aéreas estão, de certa maneira, adaptadas a essa realidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veja as iniciativas tomadas pela Gol nos últimos meses: além das negociações com a American Airlines em si, a empresa refinanciou R$ 1,2 bilhão em dívidas de curto prazo, estendendo o prazo médio de seus compromissos, e captou US$ 150 milhões com a reabertura dos títulos de dívida com vencimento em 2026. Em janeiro, ela acertou um financiamento de US$ 600 milhões para renovação da frota.

A estratégia é simples: acessar o mercado de capitais para levantar dinheiro ou fazer a rolagem das dívidas cujo vencimento está próximo. Os compromissos financeiros, assim, vão sendo quitados ou jogados para frente; em paralelo, o caixa precisa estar num nível adequado para garantir a continuidade das operações.

New York, New York

O acordo com a American, no entanto, não inclui apenas o lado financeiro em si. Além de receber R$ 1 bilhão em troca de 5,2% da companhia, a Gol (GOLL4) também firmou um acordo de 'codeshare exclusivo' com a companhia dos EUA. Mas o que é isso?

Bem, vamos por partes: codeshare — ou compartilhamento de voos — é uma prática comum no setor aéreo e permite que as companhias vendam passagens de trechos aéreos operadas por parceiras. Por exemplo: digamos que você precise fazer o trecho São Paulo-Nova York, mas não há nenhuma empresa brasileira que opere essa rota. E agora?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O codeshare resolve esse problema: uma companhia aérea pode vender assentos em aeronaves de outras companhias. Voltando ao nosso exemplo, você pode fechar sua viagem pelo site da Gol — o primeiro voo, até Cancún, no México, será feito pela própria empresa brasileira; o segundo, até Nova York, será por um parceiro, como a American Airlines.

Esses acordos servem para que as companhias aéreas consigam vender os assentos remanescentes, minimizando o número de poltronas vazias. E, para o consumidor, há a conveniência de fechar toda a viagem de uma só vez, sem precisar comprar múltiplos passagens em múltiplas companhias.

Pois bem: a Gol não deu grandes explicações sobre o que é o tal 'codeshare exclusivo' com a American Airlines, embora o nome dê a entender que outras aéreas da região — como Azul e Latam — não poderão mais ter esse tipo de acordo com a companhia americana. O que, se confirmado, representa no mínimo uma pequena vantagem competitiva.

Afinal, há muitas outras empresas aéreas que operam os mesmos trechos que a American Airlines e que podem firmar codeshares com as rivais da Gol. Ainda assim, é uma movimentação estratégica por parte da empresa brasileira, já que nenhuma de suas concorrentes têm acordos de exclusividade com players internacionais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Há muito tempo a American é a empresa aérea americana líder para a América do Sul e nossa parceria exclusiva com a GOL solidifica essa posição de liderança", disse Robert Isom, presidente da companhia dos EUA, em setembro.

"Nossa malha de longa distância casa perfeitamente com a forte malha doméstica da Gol no Brasil e, juntos, seremos capazes de oferecer aos clientes que voam para, dentro e a partir do Brasil, acesso à maior malha aérea com as tarifas mais baixas, assim como o melhor e o maior programa de fidelidade conjunto para viajantes frequentes das Américas.”

GOLL4: That's life

That's life (that's life), that's what all the people say
You're ridin' high in April, shot down in May
But I know I'm gonna change that tune
When I'm back on top, back on top in June

Considerando todos os riscos associados às empresas aéreas, é de se esperar que o comportamento de suas ações na bolsa seja bastante errático: qualquer pico inesperado no dólar causa um efeito destruidor no endividamento; qualquer alta no petróleo faz os gastos com combustível de aviação dispararem; qualquer interrupção no fluxo de voos causa um verdadeiro caos nas receitas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, de 2020 para cá, não faltaram ocasiões em que essas variáveis tenham se comportado de maneira desfavorável às companhias. A pandemia e suas diversas ondas ainda trazem uma enorme dose de incerteza ao setor — e caso o estresse se traduza num fechamento do mercado de capitais, a obtenção de dinheiro e o refinanciamento de dívidas podem ficar inviáveis.

Dito isso, as ações PN da Gol (GOLL4) despencaram mais de 80% em março de 2020, momento em que a Covid-19 fechou as economias globais. De lá para cá, os papéis até recuperaram parte das perdas, mas nunca retornaram aos patamares pré-pandemia.

Chama a atenção, ainda, a correlação relativamente elevada entre GOLL4 e AZUL4, uma vez que ambas reagem às mesmas variáveis — a Azul até viveu um momento melhor no segundo semestre de 2021, mas ambas as ações já retornaram a níveis praticamente iguais de rentabilidade num horizonte de dois anos.

Em 2021, os papéis da Gol estão praticamente no zero a zero: acumulam ligeira alta de 0,76%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ONDA DE AQUISIÇÕES?

A corrida pelo “ouro do século 21”: acordo bilionário de terras raras da Serra Verde pode ser apenas o começo, prevê BTG  

23 de abril de 2026 - 19:11

Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro

ENFERRUJOU?

Itaú BBA corta preços-alvo de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3); entenda o principal motivo para a decisão

23 de abril de 2026 - 17:06

Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%

NEM PAPEL, NEM TIJOLO

FoFs roubam a cena entre FIIs e lideram retornos no último ano, mostra índice da Rio Bravo; confira o desempenho dos setores

23 de abril de 2026 - 13:21

Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora

REFORÇO BILIONÁRIO

Carro já era? Tesla (TSLA34) quer triplicar investimentos em 2026 com a ambição de Elon Musk em se tornar uma potência de IA

23 de abril de 2026 - 11:57

A fabricante de carros elétricos aumentou o plano de aportes para US$ 25 bilhões neste ano, com foco em robotáxis, robôs humanoides, caminhão elétrico e fábrica de chips de inteligência artificial

NOVO VALOR

Small cap da bolsa recalcula dividendos de R$ 150 milhões após recompra de ações; veja novas datas e valores por papel

23 de abril de 2026 - 11:03

A Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026

ESTRATÉGIA DE ELITE

Segredo de R$ 5 bilhões: a regra de ouro dos multimilionários para proteger o patrimônio (e como você pode copiar)

23 de abril de 2026 - 6:04

Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra

O QUE COMPRAR AGORA

A mamata da bolsa acabou? Ibovespa pode chegar nos 210 mil pontos, segundo o BofA, mas as ações já não estão baratas

22 de abril de 2026 - 17:29

O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui

NA PONTA DO GIZ

Yduqs, Cogna, Ânima, Ser… empresas de educação devem sofrer no 1T26; veja quem ganha e quem perde, segundo o BofA

22 de abril de 2026 - 16:21

Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância

O VAIVÉM DA TRÉGUA

Trump leva turbulência aos mercados, coloca bolsas em zona de perigo e faz o petróleo decolar

21 de abril de 2026 - 17:35

O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda

NO BALANÇO DAS HORAS

Do ouro e prata ao cobre e níquel, o tic-tac do cessar-fogo derruba commodities metálicas 

21 de abril de 2026 - 15:53

A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas

INFLAÇÃO VIROU ALIADA?

O FII que paga IPCA + quase 10% ao ano: por que a XP segue comprada no KNIP11

21 de abril de 2026 - 12:00

Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto

FLUXO GLOBAL

Brasil é o emergente preferido dos estrangeiros na América Latina — mas a bolsa que mais dispara em 2026 fica do outro lado do mundo

20 de abril de 2026 - 13:05

Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes

ATÉ MAIS TARDE

O bitcoin não dorme — e a B3 quer acompanhar: bolsa estende pregão de criptomoedas e ouro até 20h

20 de abril de 2026 - 9:54

Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática

MERCADOS HOJE

Petróleo salta com nova escalada no Oriente Médio e pressiona bolsas globais. Por que o mercado entrou em alerta?

20 de abril de 2026 - 9:21

Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje

BULL MARKET

A tendência de alta do Ibovespa é consistente e o índice de ações pode ultrapassar os 225 mil pontos, segundo o Daycoval

18 de abril de 2026 - 10:45

A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses

PATINHO FEIO

Ibovespa voa, mas Small Caps ficam para trás — e distância entre um índice e outro é a maior em 20 anos

17 de abril de 2026 - 19:01

O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa

NÃO É QUALIDADE

Fleury (FLRY3): os dois motivos que fizeram o BTG desistir da recomendação de compra — e quem é a queridinha do setor

17 de abril de 2026 - 18:18

Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir

OPERAÇÃO BILIONÁRIA

O mercado parou para ler: carta de Bill Ackman detalha a estratégia por trás do IPO duplo da Pershing Square

17 de abril de 2026 - 17:31

Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis

MERCADOS

Petrobras (PETR4) no olho do furacão: a trégua que virou pesadelo para as petroleiras, drenou o Ibovespa e fez o dólar flertar com os R$ 5,00 

17 de abril de 2026 - 12:54

O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora

ENCHEU O CARRINHO

Vai cair na conta? FII da XP compra 6 galpões logísticos por R$ 919 milhões; veja como ficam os dividendos

17 de abril de 2026 - 11:22

Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia