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2022-01-24T08:50:40-03:00
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Empréstimo

Gol acerta financiamento de US$ 600 milhões para renovar frota de aviões

Empresa aérea usará o dinheiro para financiar a aquisição de 12 novas aeronaves Boeing 737 MAX 8, a uma taxa de juros menor que o custo atual da frota

24 de janeiro de 2022
8:50
Avião branco com o logo da Gol (GOLL4) na lateral parado em uma pista de pouso
Aeronave da Gol no aeroporto de Congonhas (SP) - Imagem: Shutterstock

Enquanto ainda lida com as consequências da pandemia da covid-19 nos negócios, a Gol (GOLL4) decidiu olhar para frente. A companhia fechou um financiamento de até US$ 600 milhões para financiar a aquisição de 12 novas aeronaves Boeing 737 MAX 8.

A Gol conseguiu o dinheiro do empréstimo com a Castlelake, uma empresa de investimentos norte-americana especializada em negócios no setor aéreo. A transação contemplará 10 arrendamentos financeiros e 2 sale-leasebacks.

A taxa de juros para os arrendamentos financeiros é de aproximadamente 6% ao ano, o que representa uma redução em relação aos custos de arrendamentos operacionais das aeronaves atuais na frota, segundo a Gol.

Os recursos cobrem 100% do custo de aquisição das novas aeronaves e também serão usados para obrigações e custos de devolução das aeronaves 737 NG da Gol.

A entrega das 12 aeronaves Boeing 737 MAX começa agora janeiro de 2022. O plano da Gol é ter metade das aeronaves sob arrendamentos financeiros até 2026.

No terceiro trimestre, a companhia firmou contratos para 26 aeronaves adicionais MAX 8, e atualmente possui um total de 102 aeronaves Boeing 737 MAX a serem entregues.

Gol mira redução de custos e emissões

Ainda segundo a Gol, o Boeing MAX também é um componente chave na meta da companhia para atingir a neutralidade de carbono até 2050, já que a aeronave consome 15% menos combustível, produz 16% menos emissões de carbono e 40% menos ruído, e possui maior alcance de voo do que o modelo NG.

Vale a pena acompanhar a reação das ações da Gol (GOLL4) ao acordo de financiamento hoje na B3. Nos últimos 12 meses, os papéis da companhia aérea acumulam queda de 23%. Desde o estouro da pandemia, no fim de janeiro de 2020, a empresa perdeu metade do valor na bolsa.

A bolsa ainda pulsa?

O assunto da semana nos mercados foi a arrancada do Ibovespa nos primeiros dias de 2022. Por que a bolsa brasileira se descolou do clima negativo lá fora e o que esperar daqui para frente? Esse foi o tema da edição desta semana do podcast Touros e Ursos, do Seu Dinheiro. Aperte o play logo abaixo e confira:

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