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Ruídos ao longo do dia tiraram o brilho do Ibovespa, que fechou o dia na contramão de Nova York
O fim de semana prolongado nos Estados Unidos deu fôlego extra para as bolsas em Nova York. Correndo atrás dos prejuízos recentes, o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq fecharam a terça-feira com ganhos superiores a 2,5%, indicando uma reversão no humor dos investidores.
O Ibovespa até tentou acompanhar, ainda que com fôlego mais curto que os primos americanos, mas a bolsa local está presa por um grilhão que impede que o principal índice da B3 volte a se firmar acima dos 100 mil pontos, importante marca psicológica – a Petrobras (PETR4).
As incertezas sobre as recentes trocas no alto escalão da companhia e os constantes ataques da ala governista à política de preços da empresa gera incômodo e afasta os investidores das ações das estatais.
Apesar do bom desempenho das ações de mineração e siderurgia, o apetite por risco do Ibovespa foi se deteriorando conforme as incertezas foram crescendo. As ações da Petrobras recuaram mais de 1%.
O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, disse ao Congresso que o governo não irá interferir na política de preços da Petrobras. A sinalização foi positiva e chegou a animar os negócios, mas os deputados Eduardo Bolsonaro, Bia Kicis e Daniel Silveira apresentaram um pedido de CPI para investigar os preços praticados pela estatal.
Também existem rumores sobre possíveis alterações na lei das estatais – documento que gere as empresas hoje no controle da União – para que o governo tenha mais liberdade em adotar medidas intervencionistas.
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Poucos são os fatos concretos sobre a possibilidade de uma interferência estatal, mas até lá, a bolsa está presa por correntes bem fortes.
Depois de passar o dia em um ioiô, indo e voltando, o Ibovespa encerrou a sessão em queda de 0,17%, aos 99.684 pontos. O dólar à vista também recuou 0,63%, a R$ 5,1537, mas fechou longe das mínimas.
Na ata da última reunião divulgada nesta manhã, o Banco Central brasileiro admitiu que ainda será preciso dar alguns passos extras para chegar ao topo da Selic.
O Copom “antevê um novo ajuste, de igual ou menor magnitude” para a próxima reunião de política monetária, programada para agosto.
O Copom enfatiza na ata que “irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”.
No documento, a instituição também deixou claro que já leva em consideração a projeção de inflação para 2024 e os desafios fiscais. No mercado de juros, o dia foi de estabilidade.
| CÓDIGO | NOME | TAXA | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 13,56% | 13,58% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 12,47% | 12,47% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 12,35% | 12,35% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 12,39% | 12,39% |
Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| QUAL3 | Qualicorp ON | R$ 14,65 | 6,31% |
| WEGE3 | Weg ON | R$ 25,35 | 5,19% |
| NTCO3 | Natura ON | R$ 13,86 | 3,82% |
| TOTS3 | Totvs ON | R$ 24,07 | 3,75% |
| VIVT3 | Telefônica Brasil ON | R$ 47,34 | 3,75% |
Ao longo do dia, as empresas do setor de educação se mantiveram pressionadas. Além da sinalização dada pelo Banco Central, as companhias também repercutiram outros desdobramentos em Brasília. Nesta semana, a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar a abertura de novos cursos de medicina que não se enquadram na Lei do Programa Mais Médicos. O setor tem sustentado o seu crescimento pautado em iniciativas voltadas ao setor premium.
Com as ações da Petrobras pressionadas e conversas sobre mudanças nas leis das estatais, os papéis do Banco do Brasil também sentiram o baque. Confira também as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| COGN3 | Cogna ON | R$ 2,20 | -4,76% |
| BBAS3 | Banco do Brasil ON | R$ 33,05 | -3,90% |
| YDUQ3 | Yduqs ON | R$ 13,16 | -3,52% |
| CPFE3 | CPFL Energia ON | R$ 32,48 | -3,30% |
| LREN3 | Lojas Renner ON | R$ 23,15 | -3,02% |
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