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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO DO DIA

Ata do Fed sem novidades alivia os mercados e Ibovespa sobe acima dos 115 mil pontos; dólar recua 1% e volta aos R$ 5,12

As tensões entre Rússia e Ucrânia permanecem no radar, mas não foram suficientes para atingir o Ibovespa hoje. A ata do Fed e o desempenho das commodities falaram mais alto

Jasmine Olga
Jasmine Olga
16 de fevereiro de 2022
19:19 - atualizado às 23:22
federal reserve bola de cristal
Saiba o que movimenta as bolsas no exterior, o dólar e o Ibovespa hoje (16). Imagem: Montagem Andrei Morais/Shutterstock

Depois de uma quarta-feira (16) no vermelho, as bolsas americanas fecharam praticamente estáveis, reagindo à divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, com apenas o S&P 500 em leve alta de 0,09%. Mesmo nos piores momentos do dia, o Ibovespa se manteve no azul, apoiado no avanço do petróleo e do minério de ferro. 

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O principal índice da bolsa encerrou a sessão em alta de 0,31%, aos 115.180 pontos, no sétimo avanço consecutivo. Essa também foi a primeira vez que fechou acima dos 115 mil pontos nos últimos cinco meses. O dólar à vista acelerou a queda após a divulgação do BC americano e recuou 1,02%, a R$ 5,1279. 

Não importa se é no âmbito amoroso, político ou corporativo, todo relacionamento é construído com base em trocas, expectativas e sinais. Quando falamos do mercado financeiro, as idas e vindas não se traduzem em juras de amor ou alianças, mas podem ser lidas na cotação das bolsas, do câmbio e demais ativos. 

Talvez você nunca tenha reparado, mas além de embalar os corações apaixonados, Marília Mendonça, a eterna rainha da sofrência, também seria capaz de embalar as negociações nas bolsas globais em um dia como hoje. 

Ontem, os investidores colocaram a cabeça no travesseiro sonhando com tempos de paz, aceitando os acenos de negociação feitos pela Rússia e contando com a palavra de que as tropas russas se afastariam da fronteira da Ucrânia.

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Não foi bem esse o cenário relatado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Como ‘pra um bom entendedor meia ausência basta’, a tensão de um conflito voltou a circular. 

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Embora a movimentação no leste europeu domine as manchetes, esse não foi o maior evento do dia. Como tem sido desde que as conversas sobre o aperto monetário nos Estados Unidos começaram, os investidores estavam aflitos com a possibilidade de que a ata da última reunião do Fed trouxesse sinais de uma elevação de juros mais rápida ou o fim antecipado da recompra de ativos. 

O BC americano, no entanto, não trouxe novidades, apenas reforçou aquilo que já era conhecido – a elevação da taxa de juros deve ser retomada em breve, e a redução de compra de ativos e o enxugamento do balanço da entidade poderão ocorrer de forma mais rápida do que o anteriormente previsto.

Como não receber mensagem também é mensagem, os investidores voltam a encostar a cabeça no travesseiro com mais tranquilidade – pelo menos até a próxima reunião do Fomc ou movimentação na fronteira ucraniana. Mas por hoje, a falta de novidades garantiu o bom humor e o recuo do mercado de juros.

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CÓDIGONOMEÚLTIMOFECHAMENTO 
DI1F23DI jan/2312,37%12,37%
DI1F25DI Jan/2511,34%11,33%
DI1F26DI Jan/2611,17%11,16%
DI1F27DI Jan/2711,18%11,20%

A ajudinha tradicional da bolsa

O que ajudou o Ibovespa a ter um desempenho destoante do mercado internacional ao longo do dia foram as commodities. O aumento da tensão entre Rússia e Ucrânia fez o preço do barril de petróleo se elevar mais uma vez, devolvendo as perdas observadas no pregão de ontem.

O Brent, utilizado como referência para a Petrobras (PETR3 E PETR4) voltou a tocar o patamar dos US$ 95, mas fechou o dia em alta de 1,73%, a US$ 93,66 . 

O minério de ferro, que havia recuado 9% na sessão anterior, fechou em alta de 3% hoje, impulsionando as ações do setor de mineração e siderurgia na bolsa brasileira. 

Sinal Verde para ELET6

Quem também esteve entre as nuvens foi a Eletrobras (ELET6), após o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovar a privatização da empresa. O julgamento havia se iniciado em dezembro e trouxe questionamentos sobre a modelagem e a precificação de alguns ativos da companhia. Com o aval do TCU, a 1ª etapa do processo pode prosseguir.

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Sobe e desce do Ibovespa

O setor de varejo alimentício foi o grande destaque do Ibovespa nesta quarta-feira (16). O balanço do Carrefour (CRFB3) agradou os analistas ao mostrar um avanço importante nas vendas da rede Atacadão e uma revisão otimista para o ganho de sinergias com o grupo BIG, adquirido no ano passado. Com isso, a rede de atacarejo Assaí pegou carona e liderou os ganhos do dia. Confira as maiores altas da bolsa:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
ASAI3Assaí ONR$ 13,057,14%
CVCB3CVC ONR$ 15,125,96%
CRFB3Carrefour Brasil ONR$ 16,855,31%
CIEL3Cielo ONR$ 2,495,06%
NTCO3Natura ONR$ 24,754,87%

Falando em balanços, a ponta contrária do índice também repercutiu números do quarto trimestre. O lucro da Weg subiu, mas os investidores acreditam que as margens da companhia estão sob pressão.

Já a JBS recuou após operação de block trade que vendeu 50 milhões de ações que pertenciam ao BNDES. Confira também as maiores quedas da bolsa:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
WEGE3Weg ONR$ 31,40-4,50%
JBSS3JBS ONR$ 37,29-3,59%
ALPA4Alpargatas PNR$ 27,10-3,28%
PRIO3PetroRio ONR$ 25,13-2,41%
MRFG3Marfrig ONR$ 21,85-1,97%

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